Reeleita com 2,7 mil votos, Wilma continuará sendo voz feminina solitária na Câmara de Itabuna
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Nos próximos quatro anos, Itabuna terá, novamente, apenas uma mulher ocupando cadeira na Câmara de Vereadores. Serão 20 homens e só uma representante feminina na composição do legislativo itabunense, apesar das mulheres serem maioria do eleitorado. A vaga será ocupada pela vereadora Wilma, do PCdoB, reeleita com expressivos 2.770 votos, terceira maior votação entre todos os concorrentes ao legislativo local.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de mulheres eleitas para as câmaras municipais de vereadores no país cresceu 13% neste ano no comparativo com o pleito de 2020. Porém, em Itabuna não houve avanço nesse sentido. Wilma continua sendo a única mulher.

Mas chama a atenção que neste pleito ela obteve mais que o triplo de votos do anterior, obtendo uma das 5 maiores votações para a Câmara Municipal na história de Itabuna – e a maior entre as mulheres.

Outro feito de Wilma: tornou-se a primeira vereadora reeleita no município desde a redemocratização. A segunda candidata com maior número de votos ficou na 32ª posição geral. Missionária Raimunda (UB) obteve 1.055 votos.

MANDATO SOLITÁRIO

Wilma é servidora pública municipal e presidenta do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itabuna (Sindserv) a três mandatos. Apesar de se sentir muito feliz com a reeleição, ela revela frustração por continuar sozinha na Câmara na próxima legislatura.

– Meu desejo era que tivéssemos outras mulheres para termos mais força na luta pelas pautas femininas. Durante este primeiro mandato me senti só na defesa dos direitos e na busca por políticas públicas voltadas para as mulheres. Vou seguir sozinha, infelizmente, mas muito empenhada. Tenho a grande responsabilidade de representar as mulheres itabuneses – afirma

De acordo com Karla Ramos, diretora de formação da União Brasileira de Mulheres (UBM) e doutoranda do Programa sobre Mulheres, Gênero e Feminismo da UFBA, na realidade dos municípios brasileiros ainda há o grande desafio de incluir mais mulheres nos espaços de poder, o que resultará em mais leis e políticas públicas que atendam às demandas femininas.

– É importante termos mulheres nas Câmaras Municipais para que as nossas ideias e reivindicações sejam respeitadas e levadas em consideração. Precisamos ter participação nas decisões que afetam as nossas vidas – reforça Karla Ramos.

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