O deputado estadual Rosemberg Pinto (PT) aproveitou a saudação ao colega Eures Ribeiro (PSD), que venceu a eleição à Prefeitura de Bom Jesus da Lapa, para fazer um balanço do pleito em 2024. O parlamentar e líder do Governo Jerônimo Rodrigues na Assembleia Legislativa, Rosemberg avaliou as eleições em toda a Bahia e questionou “os gastos exorbitantes de campanhas, destoando do previsto em legislação e decisivos para o resultado das urnas”.
– O investimento fora das regras eleitorais é um dos fatores que influenciaram nessa campanha e que gera um desequilíbrio à democracia. Não estou aqui acusando nenhum lado, estou constatando uma realidade. Esse financiamento vem de diversas origens, lícita e ilícita, e a interferência dos setores organizados foi significativa nessas eleições – afirmou em plenário, nesta terça-feira (15).
O parlamentar vê como necessário colocar o dedo na ferida e fazer eleição com interferência no financiamento para não gerar os desequilíbrios vistos agora em 2024. “Na minha cidade natal, em Itororó, o máximo que um prefeito poderia gastar, pela legislação eleitoral, é algo em torno de R$ 150 mil. Esse é o valor estimado apenas para uma mobilização de final de semana, em manifestações e carreatas”, exemplificou.
FINANCIAMENTO MARGINAL
Na avaliação de Rosemberg, o alto gasto em campanhas gera mais que distorções. Para ele, abre espaço para o financiamento de origem ilícita. “É nessa realidade que o financiamento marginal se insere e desautoriza a defesa dos projetos em locais dominados e que nem o poder Público tem o controle”, afirma.



















