Sensibilização para criação de rota turística rural começou no dia 17 || Foto Divulgação
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Primeiro município brasileiro a contar com agroindústria produtora de chocolates finos, Ibicaraí, no sul da Bahia, começa a construir projeto de turismo rural. A iniciativa é liderada pela BahiaCacau e busca fomentar rota de visitas para as comunidades rurais do município. A primeira oficina ocorreu na quinta-feira (17) e envolveu representantes dos assentamentos Santana, Loreta Valadares e Vila Isabel.

A busca pelo turismo rural no sul da Bahia está em crescimento, o que valoriza a agricultura familiar e oferece novas alternativas de renda ao homem do campo. A produção de cacau e de chocolate tornou-se um grande atrativo, permitindo aos visitantes conhecer o processo produtivo e promover a valorização do trabalho no meio rural.

O projeto da BahiaCacau é apoiado pelo Sebrae Bahia, com execução da consultoria Eixo4-Soluções Inteligentes. O plano de trabalho prevê processo de formatação participativa do produto turístico no meio rural junto a famílias de agricultores familiares da Coopfesba/BahiaCacau que produzem do cacau ao chocolate.

DO CACAU AO CHOCOLATE

Diretor-presidente da Bahia Cacau, Osaná Crisóstomo vê no turismo rural fonte de postos de trabalho e renda para a região. “Aqui o turista vai encontrar uma natureza preservada, tomar o mel do cacau na roça, degustar o bom chocolate na fábrica, e tudo isso vai movimentar a economia de cidade”, disse.

Os assentamentos da reforma agrária de Ibicaraí têm história e potencial. “As comunidades foram sensibilizadas sobre o funcionamento da atividade turística, as ofertas existentes de experiências específicas na sua localidade, e de como identificar seu diferencial competitivo, objetivos, potencialidades e desafios”, afirma Vilomar Simões, um dos facilitadores da Oficina.

Reprodução: MundoEducação
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O então presidente da República, Venceslau Brás, depois de várias tentativas para a cura de uma doença na perna, decidiu mandar chamá-la. Foi curado. Neste período o samba era proibido por lei e perseguido pela polícia. Ela pediu ao presidente pra sua casa não mais ser importunada. Foi atendida.

 

Marival Guedes

A polêmica acontece nas rodas de conversa, veículos de comunicação e nas artes. Na década 50 a composição A voz do morro ecoava pelo Brasil no filme Rio 40 graus, dirigido por Nelson Pereira dos Santos com interpretação do próprio autor, Zé Keti. Os versos comemoravam: “Eu sou o samba/sou natural aqui do Rio de Janeiro/Sou eu que levo a alegria/Para milhões de corações brasileiros.

Na literatura, o autor de Desde que o samba é samba, o carioca Paulo Lins (também autor de Cidade de Deus) afirmou em entrevista à revista Veja em 2012 que o Samba nasceu no Rio. E acrescentou: “Quem fala que nasceu na Bahia não tem conhecimento da história. ”

Já o escritor e jornalista cearense Lira Neto, autor da famosa trilogia biográfica Getúlio, depois de cinco anos de intensa pesquisa, lançou o livro O Samba – Suas origens, primeiro volume de uma trilogia.

Ele afirma que “o samba carioca nasceu no início do século XX a partir da gradativa adaptação do samba rural do Recôncavo baiano ao ambiente urbano da então capital federal. Descendente das batidas afro-brasileiras, mas igualmente devedor da polca dançante, o gênero encontrou terreno fértil nos festejos do Carnaval de rua”.

TIA CIATA

Dentre as pessoas do Recôncavo que levaram o ritmo ao Rio, se destaca Hilária Batista, a Tia Ciata, que morreu há exatamente um século, aos 70 anos. Ela recebia em sua casa, Terreiro de Candomblé, dentre outros (as) a chamada santíssima trindade do samba, composta por Donga, Pixinguinha e João da Baiana. A região no centro do Rio passou a ser chamada de pequena África.

Era conhecedora das ervas medicinais. O então presidente da República, Venceslau Brás, depois de várias tentativas para a cura de uma doença na perna, decidiu mandar chamá-la. Foi curado. Neste período o samba era proibido por lei e perseguido pela polícia. Ela pediu ao presidente pra sua casa não mais ser importunada. Foi atendida.

Voltando à área musical cito versos de Vinicius em Samba da Bênção: “Porque o samba nasceu lá na Bahia/E se hoje ele é branco na poesia/Se hoje ele é branco na poesia/Ele é negro demais no coração”

O baiano Caymmi criou O Samba da minha terra. E os santamarenses Jorge Portugal e Roberto Mendes compuseram O samba antes do samba:

“O Samba já existia antes do samba/Lá no Recôncavo onde tudo começou/Passaram-se muito anos em muitas rodas de bamba/Só bem depois o telefone tocou”.

O último verso é referência ao samba Pelo Telefone, oficialmente o primeiro a ser gravado.

Sobre este gênero musical, encerro com uma frase do jornalista Chico Pinheiro, que também afirma que o samba nasceu no Recôncavo: “ Me apaixonei pelo samba porque é a crônica da vida de um povo”.

Marival Guedes é jornalista.