Comércio central de Itabuna, no sul da Bahia || Foto PMI
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Itabuna gerou mais de 1.600 novos empregos no acumulado dos 11 primeiros meses de 2024, revela o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. Os dados foram revelados neste final de semana. Foram exatas 1.650 novas vagas – 13.915 admissões ante 12.265 desligamentos no período.

O maior responsável pelo saldo foi o setor de serviços, com 767 novos empregos, seguido pelo comércio (430) e indústria (319). O setor agropecuário ficou no negativo ao eliminar 6 postos em 11 meses.

Os dados de novembro também foram positivos. O município apresentou saldo de 147 novos postos de trabalho, superior ao saldo de outubro (31). O setor de serviços criou 179 novos empregos. Comércio abriu mais 35. No mês, conforme o Caged, ocorreram 1.177 admissões e 1.030 desligamentos.

Secretário de Indústria e Comércio de Itabuna, Mauro Ribeiro espera bons resultados também em dezembro. “Com os dados de novembro atualizados, temos a comemorar os setores, particularmente serviços e comércio que mais geraram postos de trabalho. Há confiança que fecharemos o ano com bons indicadores, inclusive porque a gestão do prefeito reeleito Augusto Castro (PSD) pagou antecipadamente os salários de dezembro e a segunda parcela do 13º salário, o que certamente repercutirá no bom desempenho da atividade econômica de Itabuna”, disse Mauro.

O presépio é a representação do nascimento de Jesus
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Acredito que a representação natalina de presentear seja mais que justa e que entre os cristãos e os povos que professam outras religiões a bondade possa durar o ano inteiro e não apenas um dia.

 

 

Walmir Rosário

Sou fascinado pelo Natal, sua beleza plástica, as formações de presépios (bem escassas atualmente), o colorido das roupas, as músicas que abrem nossos espíritos e que nos deixa transbordando de alegria. Mais, ainda, pela transformação das pessoas, notadamente aquelas que transpiram bondade, alegria, crença na salvação da humanidade.

Neste período do ano irradiamos de felicidade com a presença dos motivos natalinos nas pessoas do Deus Menino, nascido numa manjedoura, tendo ao seu lado as figuras de Maria, sua Mãe, e São José, o pai humano. Pelo aspecto local, como não poderia deixar de ser, a presença de animais (bois, vacas, bezerros, carneiros, etc.).

É uma representação bem singela para um Deus que se fez carne e veio habitar entre nós, o que deveria ser comemorado com muita festa, não fosse ser nomeado o Rei dos Judeus. Belém deveria estar em êxtase! Mas não, o seu reino era o do Céu, não o da terra, cercado de suntuosidade e riquezas dos componentes da Corte.

Nasce o herdeiro do Rei Davi numa manjedoura, sem as pompas devidas e o conhecimento dos judeus, mas a história nos mostra que três Reis Magos – Melchior, Gaspar e Baltazar – vêm de longe para homenagear e adorar o Deus Menino e presenteá-lo com ouro, incenso e mirra. Guiaram-se na viagem pela estrela do oriente, a estrela de Belém.

E os Reis Magos vão buscar notícias do Deus Menino, o Rei dos Judeus, justamente com o Rei Herodes, que passou a temer a perda do seu status e poder. De forma dissimulada, solicitou aos Reis Magos que assim o encontrassem, passassem a informações para que ele também pudesse ir adorar o Rei recém-nascido.

Não encontrando Jesus, que por orientação de um anjo em sonho a São José fugiram para o Egito. Temendo pela perda do poder real, Herodes manda matar todas as crianças nascidas recentemente em Belém. Passado o perigo, a família de Jesus retornar a Israel, indo morar em Nazaré, conforme nova orientação de um anjo em sonho a São José.

Até hoje não sabemos ao certo de onde vieram os três Reis Magos, se do oriente (mais consistente), se do continente europeu, se do africano. O que conhecemos são os presentes que trouxeram para o Deus Menino. Ouro, Incenso e Mirra, que representam o poder real do Rei dos Judeus; a divindade de Jesus Cristo; e o remédio para os males do corpo sofrido por Jesus e ressurreição do nosso Salvador.

Acredito que a representação natalina de presentear seja mais que justa e que entre os cristãos e os povos que professam outras religiões a bondade possa durar o ano inteiro e não apenas um dia. Não quero condenar a forma profana de comemoração, a comercial, desde que acompanhadas dos mais puros sentimentos, como os que motivaram os Reis Magos.

Se no Natal somos inundados por cartões com mensagens positivas e incentivadoras, sempre voltadas para a esperança, e os sentimentos religiosos geralmente estendidos ao Ano Novo. Esperamos que possamos fechar tudo de ruim do ano que passou e que possamos renovar nossos corações com o ano que se anuncia, pedindo muita paz ao Salvador.

Um Natal por ano é muito pouco para uma humanidade que caminha a passos largos para o materialismo, a falta de atenção ao próximo, à brutalidade, hoje tão comum entre os seres ditos racionais. Peço que possamos nos guiar pelo sentimento espiritual e assim possamos nos irmanar, consagrando ao Senhor tudo o que fazemos para que nossos planos sejam bem-sucedidos.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.