O Conselho Municipal de Cultura protocolou ofício na Secretaria de Cultura de Ilhéus para solicitar, entre outras medidas, a apresentação do laudo técnico que motivou a interdição da Casa de Cultura Jorge Amado e o cronograma da reforma do espaço.
Também solicitou a realocação de sua sede, já que o Conselho funcionava no imóvel. “Após o fechamento repentino do local, não recebemos nenhuma justificativa formal”, escreveu no documento o presidente do Colegiado, Althemar Lima. O ofício foi protocolado no último dia 21. Segundo Althemar, até o momento, a Secult não apresentou o laudo.
A Secult interditou a Casa de Jorge Amado no início deste mês e transferiu o acervo dela para o Teatro Municipal. Durante a remoção das peças, uma escultura de Iemanjá do artista plástico Osmundo Teixeira caiu e quebrou (leia mais aqui).
PRESIDENTE DO CONSELHO RESPONDE SECRETÁRIA
A Secretaria não notificou o Conselho sobre a decisão de interditar a Casa de Jorge Amado. Questionada pelo PIMENTA se deveria ter notificado o órgão de controle externo, a titular da Pasta, Anarleide Menezes, afirmou que o Conselho de Cultura de Ilhéus tinha conhecimento dos problemas há, pelo menos, dois anos e não cumpriu seu papel de fiscalização.
Inconformado com a declaração da secretária, Althemar Lima classificou a manifestação como “leviana” e apresentou provas de que o órgão cobrou, da gestão do ex-prefeito Mário Alexandre (PSD), medidas para a conservação dos equipamentos culturais de Ilhéus. Esse foi o tema de reunião, em abril de 2024, com a presença do então secretário de Infraestrutura e Defesa Civil do município, Átila Docio, recorda o presidente do Conselho.
“O senhor Átila Docio foi questionado pelos conselheiros sobre o abandono e descaso dos equipamentos culturais do município pelo poder público”, afirmou Althemar ao site, citando a Biblioteca Municipal Adonias Filho, a Casa de Cultura Jorge Amado e o Teatro.
Na época, segundo o presidente do Conselho, Átila apresentou relatório sobre o patrimônio público e prometeu reparos urgentes, num prazo de 60 dias, em espaços da Casa de Cultura Jorge Amado, a exemplo do Auditório Sosígenes Costa, Galeria de Artes José Pinto e Cineteatro Fernando Leite Mendes. Os reparos prometidos não foram executados.
O presidente acrescentou que o Conselho tenta, desde o início da gestão, manter contato com a titular da Secult para atualizá-la sobre o trabalho desenvolvimento pelo órgão de controle externo nos últimos anos. No entanto, conforme Althemar, a entidade ainda não obteve resposta da gestora. Atualizado às 10h55min.




















