Projeto Fio será debatido em audiências públicas || Foto Divulgação
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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) anunciou a realização de audiências públicas para a concessão à iniciativa privada da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico). O período para os interessados encaminharem contribuições às propostas coordenadas pelo Ministério dos Transportes vai de 7 de fevereiro a 24 de março.
Além disso, estão previstas três sessões presenciais para a coleta de sugestões dos interessados. Uma delas foi marcada para o dia 12 de março, em Salvador. As outras audiências foram agendadas para Brasília, no dia 11 de março, no Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES), trecho 03, lote 10, Projeto Orla Polo, e Cuiabá (MT), no dia 14 de março.
De acordo com o projeto do Governo Federal, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste ligará o interior da Bahia ao Porto de Ilhéus, facilitando o escoamento da produção agrícola e mineral. Já a Ferrovia de Integração Centro-Oeste conectará o Mato Grosso à Ferrovia Norte-Sul, fortalecendo a logística do agronegócio.
Está previsto a implantação de cerca de 2,7 mil quilômetros de extensão de trilhos, atravessando os estados da Bahia, Tocantins, Goiás e Mato Grosso. As estradas de ferro serão interligadas à Ferrovia Norte-Sul e à Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), fortalecendo a infraestrutura logística do país e impulsionando o escoamento da produção nacional. O informe sobre as audiência foi publicado no Diário Oficial da União.
Nos últimos meses surgiram rumores de que a Ferrovia de Integração Oeste-Leste pode não ser concluída. A inviabilidade do projeto, conforme especulam políticos e sindicalistas do sul da Bahia, poderá ocorrer com a entrada da Vale S.A no negócio. A empresa estaria negociando a aquisição das operações da Bamin, hoje controladas pelo Eurasian Resources Group, de origem cazaque. O assunto tem sido debatido pelas Câmaras de Vereadores de Itabuna e Ilhéus.
Chuvas causaram destruição em Itajuípe || Foto Thuane Maria/GovBA
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A partir deste sábado (1º), trabalhadores de Aurelino Leal podem solicitar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por calamidade. O pedido deve ser feito à Caixa Econômica Federal por meio do Aplicativo FGTS. Podem ser contemplados atingidos pelas fortes chuvas que castigaram municípios de diferentes regiões da Bahia neste mês de janeiro. O temporal deixou centenas de desabrigados.
Chuvas causaram prejuízos em Ubatã || Foto Notícias de Ubatã
Moradores listados pela Defesa Civil têm até 1º de maio para solicitar o saque. Mas é necessário possuir saldo na conta do FGTS e não ter feito saque pelo mesmo motivo em período inferior a 12 meses. O valor máximo para retirada é de R$ 6.220,00 por conta vinculada, limitado ao saldo disponível na conta.
O pedido ocorre, segundo a Caixa, de forma fácil e rápida pelo Aplicativo FGTS, opção Saques, no celular, sem a necessidade de comparecer a uma agência. Ao registrar a solicitação, é possível indicar uma conta da Caixa, ou de outra instituição financeira para receber os valores, sem nenhum custo.
No sul da Bahia, além de Aurelino Leal, o sague calamidade está liberado para trabalhadores atingidos pelas chuvas em Gandu, Itajuípe e Ubatã. Na Bahia, o benefício está liberado também para moradores de Brejões, Itambé, Jaguaquara e Maiquinique. Os interessados precisam ficar atentos com relação ao prazo para a solicitação. Acesse aqui a lista completa de cidades contempladas.
Balaio de flores para a Rainha do Mar || Foto Flávio Rebouças
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Os povos de terreiro de Ilhéus se movimentam para celebrar o Dia de Iemanjá, neste domingo (2), com festas na Maramata (Nova Brasília), Litorânea Norte e Praia do Cristo. As celebrações terão cortejo, procissão e música ao vivo. Nos três locais, a alvorada de fogos está marcada para as 5h.
Na Nova Brasília, às 10h, será a vez da Roda de Baianas. O cortejo marítimo está marcado para as 16h. A partir das 17h, a comunidade assistirá aos shows de Marcos Paulo, Pierre Onassis e Banda Afrodisíaco.
A Litorânea Norte recebe, às 9h, o Xirê do Candomblé, seguido da procissão marítima, às 16h, e dos shows de Samba de Treita, Andinho e Fusca Virado, a partir das 17h. Já na Praia do Cristo, o Xiré será mais cedo, às 7h, com entrega de oferendas. A festa continua com banho de cheiro, às 12h, e o cortejo de presentes, às 17h.
O número de empregos com carteira assinada no setor privado atingiu volume recorde, de 39,2 milhões no último trimestre de 2024. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado, que não inclui empregados domésticos, é 3,3% superior ao apurado no mesmo período do ano anterior, ou seja, 1,3 milhão de pessoas a mais.
“Desde 2022, a gente vem registrando, para todos os trimestres, uma expansão anual significativa da população com carteira assinada. Tivemos uma queda importante no ano de 2020, por conta da pandemia. Essa população já começa a se recuperar no final do ano de 2021, se recompõe em 2022. E, mesmo após sua recomposição, segue crescendo em 2023 e 2024. A gente não para apenas na recuperação das perdas de 2020, mas segue em expansão”, afirma a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy.
O número de empregos sem carteira assinada também aumentou no período (5%), chegando a 14,2 milhões e mantendo um patamar alto, próximo do recorde registrado no terceiro trimestre de 2024.
Outro segmento que apresentou alta foi o de trabalhadores do setor público, que cresceu 4,5% no ano e atingiu o contingente de 12,8 milhões. Tanto os trabalhadores por conta própria (26 milhões) quanto os domésticos (5,9 milhões) mantiveram-se estáveis na comparação com o último trimestre de 2023.
A taxa de informalidade ficou em 38,6% da população ocupada (ou 40 milhões de trabalhadores) contra 38,8 % no trimestre encerrado em setembro e 39,1 % (ou 39,5 milhões) no mesmo trimestre de 2023.
Município já teve mais de R$ 9 milhões bloqueados neste mês, segundo Prefeitura
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A Justiça determinou, nesta quinta-feira (30), o bloqueio de R$ 4.588.742,06 da Prefeitura de Ilhéus. O dinheiro foi retido devido a débitos não quitados junto ao INSS/RFB, referentes ao mês de novembro de 2024, sob a responsabilidade da gestão passada, informou o governo municipal em nota.
Com o novo bloqueio, os valores retidos em janeiro de 2025 somam R$ 9,1 milhões, incluindo impostos atrasados, precatórios e Requisições de Pequeno Valor (RPVs). Apesar da retenção desses recursos comprometer o fluxo de caixa da Prefeitura, a atual administração garantiu o pagamento da folha salarial deste mês, nesta quinta, assegurando que os trabalhadores recebessem seus vencimentos sem atrasos.
A gestão monitora a situação financeira do município e busca soluções para mitigar os efeitos dos bloqueios, além de viabilizar medidas para responsabilizar os culpados pelo endividamento da Prefeitura.
Jurany do Sax é a grande atração na Praia do Jacaré || Foto Ailton Silva/PIMENTA
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Quem está pensando em passar as próximas férias no litoral da Paraíba não pode deixar de colocar no roteiro o passeio de final de tarde em Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. O atrativo mais famoso do destino turístico é a combinação de pôr do sol do Jacaré com o Bolero de Ravel.
As apresentações no final da tarde são uma ideia do músico Jurany do Sax, que desfila o seu talento numa canoa (pequena embarcação de madeira) entre os barcos de dois andares que navegam pelo Rio Paraíba. Ele se apresenta diariamente, mas não é a única atração. O outro convite ao local é o pôr do sol.
A diversão é garantida no Rio Paraíba || Foto Ailton Silva/PIMENTA
O espetáculo pode ser assistido gratuitamente do deque, mas não é a mesma coisa que acompanhar de perto, embarcando em um dos barcos de dois andares. O show na Praia do Jacaré – que na verdade é o Rio Paraíba- é marcado por muitas brincadeiras e forró. Tem casamento de Lampião com Maria Bonita. Há interação dos personagens com público.
A nova orla no Jacaré, em Cabedelo || Foto Ailton Silva/PIMENTA
PARTICIPAÇÃO DO PÚBLICO
As gargalhadas são garantidas com encenação do casamento de dois dos nordestinos mais famosos. O turista é convidado para fazer um dos personagens e para dançar muito forró até show de Jurany do Sax, que já tem mais de 9 mil apresentações.
O final de tarde é um espetáculo no Rio Paraíba || Foto Daniela Vieira/PIMENTA
Até 2015, os turistas também tinham a opção de pagar pelo consumo ou a entrada em bares construídos irregularmente sobre palafitas ás margens do Rio Paraíba. Mas a Justiça Federal acatou uma ação do Ministério Público Federal e determinou a demolição dos estabelecimentos.
Farol da Pedra Seca é um dos pontos de visitação || Foto PMC
A demolição dos bares foi acompanhada da urbanização da Praia do Jacaré, o que a deixou ainda mais charmosa. À noite, vários artistas de rua se apresentam. No local também está instalada uma feirinha, com dezenas de quiosques que comercializam artesanatos, lanches, além de doces típicos da Paraíba. Há banheiros públicos gratuitos, bem cuidados. Pelo menos, eram.
Parque de Areia Vermelha te espera em Cabedelo || Foto PMC
Em Cabedelo, o turista pode escolher ainda um passeio para o Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha e explorar algumas horas as piscinas naturais que se formam com a maré baixa. Conhecido como “Ilha de Areia Vermelha”, ele fica a cerca de 2 quilômetros da praia de Camboinha.
Jurandy do Sax é a grande atração no final de tarde || Foto Divulgação
Outra opção em Cabedelo é um passeio até Pedra Seca, o primeiro farol da Paraíba, em 1869, erguido. Foi construído em terra firme, numa base quadrada de alvenaria. O avanço do mar deixou o farol ilhado, a pouco mais de 400 metros do trecho mais próximo da beira-mar. Faça o seu roteiro e boa viagem!
Colo-Colo (de uniforme amarelo, perdeu várias chances de gol || Imagem TVE
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O Colo-Colo está cada vez mais perto da segunda divisão do Campeonato Baiano de Futebol. Jogando na noite de quinta-feira (30), no Estádio Antônio Carneiro, o time de Ilhéus perdeu por 1 x 0 para o Jacuipense, que divide a liderança com o Vitória, com 11 pontos. Já o Tigre ocupa a vice-lanterna do estadual, com apenas dois pontos em cinco rodados.
O Colo-Colo até começou bem a partida, pressionando o adversário e criando várias oportunidades de gols, mas esbarrou no goleiro Marcelo, do Jacuipense, e na pontaria ruim dos atacantes. O Jacuipense abriu o placar na primeira oportunidade que teve, com o zagueiro Everson, de cabeça, aos 43 minutos do primeiro tempo. O Colo-Colo seguiu no ataque na segunda etapa, mas não conseguiu empatar a partida.
Na próxima rodada, na terça–feira (4), o Colo-Colo faz o clássico regional contra o Barcelona, que na rodada venceu o Atlético por 1 x 0. O adversário do Tigre soma 7 pontos e briga por uma vaga na segunda fase do Campeonato Baiano. Com um ponto a menos que Bahia e Porto Club, o Barcelona ocupa quinta colocação do estadual.
Como o Mário Pessoa foi reprovado pela Federação Bahiana de Futebol, a partida será disputada no Estádio Waldomiro Borges, em Jequié, no sudoeste da Bahia. Quatro equipes se classificam para a segunda fase da competição.
Reordenamento segue recomendação do MP, informa Prefeitura
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A Secretaria de Segurança e Ordem Pública de Itabuna (Sesop) dará início, na próxima segunda-feira (3), ao reordenamento dos ambulantes na Avenida do Cinquentenário. A medida segue recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA), informa a Prefeitura.
O secretário Humberto Mattos, titular da Pasta, explicou que a primeira fase do reordenamento abrangerá cerca de dez vendedores de alimentos e hortifrutigranjeiros, que deverão retornar aos seus locais de origem, como as feiras do Centro Comercial e do São Caetano.
No primeiro dia da ação, os fiscais da Sesop vão notificar os ambulantes de hortifruti de que a venda desses produtos não será mais permitida ao longo da Cinquentenário e suas transversais. Já na terça-feira (4), caso haja descumprimento da norma, uma equipe autorizada vai retirar os comerciantes irregulares do local.
Numa segunda etapa, os comerciantes que possuem bancas fixas de tecidos e roupas também serão retirados da via. Segundo o secretário Humberto Mattos, Sesop avalia um espaço adequado para realocação desses trabalhadores.
Ao final do processo de reordenamento, permanecerão apenas ambulantes que atuam de forma itinerante e vendem produtos como água de coco, picolés, pipoca e acessórios, utilizando carrinhos padronizados. Conforme a Prefeitura, a medida visa manter a mobilidade na Avenida e organizar o comércio informal do Centro.
Imigrantes ilegais são deportados dos Estados Unidos || Foto Casa Branca/Divulgação
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Nesse momento de extrema tensão em que o sujeito sai de casa para trabalhar sem saber se vai voltar para rever os filhos, a minoria, que já está estabelecida, documentada e legalizada, indo e vindo, contribui muito pouco para amenizar o sofrimento daqueles com os quais um dia, ambos ainda indocumentados, dividiam moradia, dificuldades e preocupações. É cada um por si e Deus por todos.
José Cássio Varjão
Talvez o assunto mais comentado em todas as mídias dos países da América Latina, nos últimos dias, foram as deportações prometidas e cumpridas por Donald Trump. O momento atual, político e social, em que o mundo vive, com a construção genérica de narrativas ao gosto do cliente, requer que façamos algumas ponderações sobre a realidade dos fatos. Para desnudar factoides, as deportações sempre existiram nos EUA. Ponto. O que acontece nesse momento é um espetáculo midiático por parte da Casa Branca, com o intuito de efetivar promessa de campanha com grupos supremacistas e humilhar pessoas, com o objetivo de frear novas entradas ilegais em território americano.
Com os atentados de 11 de setembro de 2001, contra o World Trade Center e o Pentágono, o presidente George W. Bush criou o United States Departament of Homeland Security – DHS ou Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, com a missão de proteger o território americano, na esfera civil, em casos de ataques terroristas e desastres naturais, incluindo detectar, investigar e corrigir as vulnerabilidades relacionadas às fronteiras americanas, como a do México, do Canadá e a fronteira marítima com o Golfo do México.
Nesse contexto, como órgão subordinado ao DHS, passou a existir a agência policial U.S. Imigration and Customer Enforcement – ICE ou Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos, com sede em Washington D.C., dirigida por Diretor nomeado pelo Presidente dos Estados Unidos, que se reporta diretamente ao Secretário de Segurança Interna, sendo a segunda maior agência de investigação do país e ficando, em número de efetivos, somente atrás do FBI.
De acordo com informações da Agência Brasil, durante o ano fiscal americano, que terminou em 30 de setembro de 2024, o governo Biden deportou 271 mil imigrantes, de várias nacionalidades, sendo o maior nível de deportações desde o ano fiscal de 2014. A informação oficial foi divulgada pelo relatório de fiscalização da ICE, que também estima a presença de 11 milhões de imigrantes sem status legal em território americano. Alguns órgãos de defesa de imigrantes aumentam esse número para 13 milhões ou 14 milhões de indocumentados. Fato esse, ocorrido sem mediatismo.
Morei nos EUA entre 2002 e 2012, na região de Boston, Massachussets. Em 2004, esse número de imigrantes, sem status legal, já foi superior a 15 milhões de pessoas, sendo que na Nova Inglaterra ou New England, que é composta pelos estados de Massachussets, New Hampshire, Connecticut, Maine, Rhode Island e Vermont, estimava-se a presença de 500 mil brasileiros, a maioria em Massachussets. Atualmente cidade de Framingham/MA, com 75 mil habitantes, calcula-se que 20% da população seja brasileira.
Importante salientar que existem regras e procedimentos durante o processo de deportação, iniciando-se com detenção do imigrante, podendo este permanecer encarcerado até o final do processo, ou, em alguns casos, pagar fiança com a obrigatoriedade de comparecimento às audiências seguintes. O governo Trump, numa das suas novas determinações para agilizar as deportações, expandiu o procedimento de “remoção acelerada”, principalmente nos casos de pessoas detidas nos centros de custódia da fronteira com o México, portanto, pessoas que não chegaram a entrar em território americano, dando poder às autoridades imigratórias para expulsar uma pessoa sem a necessidade de audiência perante um juiz de imigração.
É essencial evidenciar que, em alguns casos, como crimes não violentos ou ter filhos americanos, o imigrante detido é solto, com um prazo para sair do país autonomamente, inclusive custeando seu retorno, num acordo prévio com o juiz de imigração. Portanto, até aqui, não se pode generalizar o processo de deportação de imigrantes do solo americano. São casos distintos, analisados individualmente, obedecendo determinações das leis de imigração.
As especificidades para abertura de um processo de deportação obedecem a critérios que se baseiam na forma como o imigrante entrou em solo americano. Todos aqueles que adentraram o país por meio de visto de turista, emitido por embaixada ou consulado no seu país de origem, passará por audiências com um juiz de imigração, podendo inclusive solicitar alteração do seu status de turista, para estudante, por exemplo, se comprovar estar estudando. Aqueles que ingressaram nos EUA, oriundos de países que fazem parte do Programa de Isenção de Vistos (VWP), quando o visto de entrada não é obrigatório, após ser detida, a pessoa fica reclusa em centro de custódia para imigrantes, aguardando oportunidade de ser deportada sumariamente, sem direito a apelação. Os que atravessaram as fronteiras americanas ilegalmente, uma vez detidos, podem em alguns casos, em que fica comprovado o risco de vida no retorno ao seu país de origem, solicitar asilo nos EUA. Na maioria das ocorrências, a deportação ocorre de forma sumária.
Num país essencialmente composto por imigrantes, porquanto somente os nativos nasceram em território americano, a imigração, inicialmente europeia, que ajudou a construir o império norte-americano, se tornou uma adversidade de dimensões incontroláveis, de dificílima resolução, a não ser com a possibilidade de legalização da maior parte daqueles que vivem há muitos anos e construíram o tão propagado sonho americano honestamente, com muito suor e trabalho.
Com 10 anos vividos nas Terras do Tio Sam, sempre tive a consciência e a certeza de que é impossível deportar todos os imigrantes sem status legal, que vivem nos EUA, principalmente porque não há espaço físico para acomodar nem 10% dessas pessoas detidas. Depois, não há efetivo de pessoal suficiente no Departamento de Imigração para dar encaminhamento a essa quantidade colossal de processos de deportação, e os custos com a detenção, alimentação e deportação desses indivíduos, seriam estratosféricos. De acordo com o American Immigration Council, entidade que atua na defesa de imigrantes, deportar todos aqueles que estão com status ilegal, vivendo nos EUA, custaria U$ 315 bilhões de dólares. Finalmente, porque, sem grande parte dos imigrantes que desempenham as tarefas que os americanos se rejeitam a fazer, como funcionarão alguns setores da economia, principalmente a área de serviços?
Essa seria uma questão que teria fortes impactos nos negócios como limpezas em geral, construção civil, lanchonetes/cafeterias, restaurantes etc. Nos últimos dias, por exemplo, algumas igrejas evangélicas americanas estão realizando seus cultos com menos fiéis, pois o clima é de apreensão e medo. Em New York, uma igreja colocou aviso na porta, alertando a ICE que só poderiam entrar com autorização judicial. Estabelecimentos comerciais, também estão lidando com a falta dos funcionários, receosos em ir trabalhar e sofrer com batidas da ICE. O pânico é geral, principalmente em estados com menor aceitação de imigrantes, como Arizona, Alabama, Geórgia, Indiana e Carolina do Sul, que já lutaram em tribunais para implementar leis estaduais anti-imigrantes. Trata-se de um imbróglio que trará menos ganhos e mais perdas, para os diversos setores da economia americana.
Vivendo esse problema de dimensões colossais, os EUA promoveram o último grande ato para legalização de imigrantes em 06 de novembro de 1986, com a Lei de Reforma e Controle de Imigração (IRCA), realizada pelo governo Ronald Reagan, dando oportunidade de quase 2,7 milhões de legalizações, em um montante de 5 milhões de imigrantes ilegais, naquele momento do país. O maior programa de legalização na história dos EUA já completou 38 anos. Em 2000, nos últimos meses do governo de Bill Clinton, a lei criada por Reagan foi reaberta por 4 meses, contemplando somente trabalhadores em áreas específicas, como restaurantes, padarias, pizzarias etc., legalizando um número muito pequeno dos imigrantes da época, que já batiam na casa dos 10 milhões de indocumentados.
A questão imigratória nunca encontrou consenso entre Democratas e Republicanos para ser discutida, em comum acordo, na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos ou Câmara dos Deputados. Pelosi Nancy, ex-presidente da Casa, tentou em algumas oportunidades, principalmente durante parte do primeiro mandato do governo de Barack Obama, incluir o assunto numa discussão mais aprofundada, sem sucesso. Nos bastidores da política americana há enorme rejeição, principalmente por parte dos Republicanos, em discutir e resolver esse assunto. A visão do partidário republicano é que, uma vez cometido o erro da entrada irregular no país, essa pessoa deve ser punida sumariamente com deportação, sem a possibilidade, inclusive, de pagar multa pelo seu crime contra a imigração americana. Em algumas oportunidades desse período, entidades que representam grupos pró-imigrantes trouxeram a possibilidade de pagamento de multa de 1 mil dólares por cada imigrante, além de arcarem com custas processuais, pagamento de Imposto de Renda dos últimos 5 anos, e de não terem ficha criminal, numa eventual legalização.
Onde há trigo, o joio também estará presente. Todos os imigrantes que estão sem os documentos essenciais para viver nos EUA cometeram crimes contra as leis migratórias. A prioridade do departamento de imigração sempre foi a de buscar aquele imigrante com problemas criminais, porém, a possibilidade de estar no lugar errado, na hora errada, é latente. O sujeito honesto e trabalhador pagará o mesmo preço do desonesto e oportunista.
O processo de migração internacional, forçado ou não, pode ser desencadeado em consequência de diversos fatores, como desastres naturais, guerras, perseguições políticas, religiosas, étnicas e culturais, porém, a principal causa é a econômica, aquela em que o sujeito migra forçadamente, em busca de melhores condições de vida para sua família. Nesse diapasão, as medidas propostas e implementadas pelo Consenso de Washington, em novembro de 1989, capitaneado pelos EUA e pela Inglaterra, tendo como foco os países da América Latina, com a imposição de propostas neoliberais, mostram o colapso nas economias desses países, fato preponderante para o alto índice de migração rumo ao norte do continente americano.
O economista coreano Ha-Joon Chang, professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, afirma que “o Consenso de Washigton foi uma armadilha criada pelos países desenvolvidos para impedir que os países subdesenvolvidos conseguissem atingir os mesmos níveis de desenvolvimento do Primeiro Mundo.” O economista coreano criou o termo “chutando a escada”, demonstrando a forma que os países desenvolvidos usaram para impedir que os países do chamado terceiro mundo fossem impedidos de alcançar o mesmo sucesso deles.
No país de Rosa Parks, que em dezembro de 1955 se recusou a ceder seu lugar num ônibus em Montgomery, no Alabama, que ainda atualmente segrega minorias, que separa bairros como de brancos, de negros e de latinos, obter o visto de residência permanente, o Green Card, não livra o imigrante das discriminações, humilhações e xenofobias. Uma vez imigrante, sempre imigrante. Você resolve sua questão legal com o governo, não com a cultura racista americana, que credita a entrada de doenças virais no país à imigração latina. Para parte desses americanos, os radicais, quem está abaixo dos Estados Unidos geograficamente fala espanhol e a capital do Brasil é Buenos Aires.
Num universo de centenas de milhares de imigrantes brasileiros que vivem nos EUA, não chegam a 10% dessa população os portadores de Green Card ou até mesmo da cidadania americana. Assim como qualquer região do mundo que se torna um El Dorado, a combinação de pessoas, com motivações, culturas, credos e posições sociais diferentes, forma uma população disforme e heterogênea. A maioria saindo do seu mundo para habitar outro completamente desconhecido, que foge da sua realidade, para ir em busca daquilo que nunca vivenciou e não conhece, não tem conhecimento da língua, da localização geográfica, se está acima ou abaixo da Linha do Equador, se está no Ocidente ou no Oriente. Nesse momento de extrema tensão em que o sujeito sai de casa para trabalhar sem saber se vai voltar para rever os filhos, a minoria, que já está estabelecida, documentada e legalizada, indo e vindo, contribui muito pouco para amenizar o sofrimento daqueles com os quais um dia, ambos ainda indocumentados, dividiam moradia, dificuldades e preocupações. É cada um por si e Deus por todos.
VAGAS DE EMPREGO HOJE - Vista aérea do Jequitibá, onde funciona a unidade SineBahia em Itabuna || Foto Divulgação
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Seis municípios das regiões sul, baixo-sul, extremo-sul e sudoeste oferecem 300 vagas de emprego e de jovem aprendiz nesta sexta-feira (31).
As vagas estão distribuídas por Ilhéus (129), Porto Seguro (46), Valença (42), Eunápolis (33), Itabuna (26) e Jequié (24). Os candidatos devem se dirigir ao SineBahia até as 16h. A unidade de Valença encerra o expediente às 14h e a de Jequié vai até as 17h.
Para ser cadastrado e disputar vaga, os candidatos precisam comparecer ao SineBahia com carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade.
ENDEREÇO DO SINEBAHIA
A unidade de Ilhéus fica na Rua Eustáquio Bastos, no Centro. A de Eunápolis atende na Rua 5 de Novembro, no Centro. Em Valença, o atendimento é na Rua Antônio Carlos Magalhães, no Novo Horizonte.
Os candidatos de Itabuna ou que buscam vaga no município devem se dirigir ao segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), Góes Calmon. Em Jequié, na Octávio Mangabeira, no Mandacaru.
A unidade de Porto Seguro está situada no Shopping Central Park, na Assis Chateaubriand, no Centro. Clique em Leia Mais e confira todas as vagas anunciadas.