Venda de serpentina na Bahia está proibida|| Foto Feijão Almeida/GOVBA
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O folião que gosta das tradicionais serpentinas de carnaval terá de obedecer a um novo critério no carnaval da Bahia. A lei estadual, sancionada pelo governador Jerônimo Rodrigues, na quinta-feira (13), proíbe a fabricação, a venda e uso de serpentinas metalizadas, buscando evitar acidentes envolvendo a rede elétrica nos circuitos da festa. A multa pode variar de R$ 5 a R$ 100 mil, a depender do porte do empreendimento e das circunstâncias da infração.

O soldado do Corpo de Bombeiros, João Vitor Almeida, explicou o perigo do uso do objeto. “As serpentinas metalizadas representam um grande risco no carnaval porque conduzem eletricidade. Se entrarem em contato com fios elétricos ou equipamentos energizados, podem causar curto-circuitos e choques elétricos”.

João Vitor Almeida conta que no ano passado, no circuito Dodô e Osmar, houve um apagão de aproximadamente uma hora por conta disso. “Além dos apagões, esses curto-circuitos podem gerar faíscas e causar princípios de incêndio. Já os choques elétricos podem resultar em queimaduras, lesões graves e até óbitos”, detalhou.

Cantor e compositor Caíque da Silva, de 26 anos, vê a nova lei como uma melhoria nos circuitos da capital baiana. “É importante que nossos governos busquem, a cada ano, promover melhorias no nosso belo carnaval, que é a melhor festa do mundo”.

VERSÃO EM PAPEL

O artefato carnavalesco pode ser comercializado na versão em papel, que não oferece risco em contato com a rede elétrica.

No último ano, o uso de serpentinas metálicas causou queda no fornecimento de energia no circuito Barra-Ondina por uma hora. Na época, a concessionária responsável pelo serviço no estado, notificou outros acidentes envolvendo serpentinas ao longo do dia.

A Bahia é o terceiro estado brasileiro a adotar a medida. A lei é vigente em Pernambuco, desde janeiro, e em Minas Gerais desde 2012. O estado mineiro foi o primeiro a proibir as serpentinas, após um acidente em Bandeira do Sul, em fevereiro de 2011, quando 16 pessoas morreram e 55 ficaram feridas, em um curto-circuito na passagem de um bloco no carnaval.

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