Cerca de 15 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) terão o benefício antecipado. Os pagamentos programados para 10, 11 e 12 de março serão pagos em 6 e 7 de março.
Com a decisão, o INSS terminará de pagar todos os 40,6 milhões de beneficiários até a primeira semana de março. Em nota, o Palácio do Planalto informou que esta foi uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A medida beneficia os segurados com o cartão de benefício com número final (sem o dígito verificador) 8, 9 e 0, no caso de quem recebe um salário-mínimo. Entre quem recebe acima do mínimo, beneficiará os segurados com o dígito final 3 a 0.
A primeira etapa de pagamento, para quem recebe até um salário mínimo, começou em 24 de fevereiro. A segunda etapa, para quem ganha acima do mínimo, começará no dia 6.
A decisão evita que o carnaval de 2025, que cai no início de março, afete o pagamento de aposentadorias e pensões. Por causa dos dias de feriado bancário, os benefícios previstos para 3 de março em diante foram adiados, o que faria parte dos segurados receber o pagamento de fevereiro apenas na segunda semana de março.
Brasileiro "Ainda estou aqui" concorre ao Oscar em 3 categorias || Foto Alile Dara Onawale/Sony Picture
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D´Agência Brasil
Repercussões nacionais e internacionais de diferentes características. Públicos emocionados e curiosos sobre o que foi a ditadura militar no Brasil (1964 – 1985). Cinema brasileiro reconhecido ao tratar do impacto do autoritarismo (que ainda hoje ameaça democracias)… São variados os motivos que fazem o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, já chegar vencedor ao Oscar, neste domingo (2), avaliam estudiosos. Mesmo se não vierem estatuetas.
Inspirada em livro de 2015 com escrita biográfica de mesmo título, de autoria do escritor Marcelo Rubens Paiva, a obra foi lançada em 2024 e levou mais de cinco milhões de pessoas ao cinema. Em caso de vitória neste domingo, será a primeira estatueta para o Brasil. Em 1960, porém, o longa brasileiro Orfeu Negro venceu na categoria de melhor filme estrangeiro, mas o filme representava a França (do diretor Marcel Camus).
Marcelo Rubens Paiva é um dos cinco filhos da advogada e ativista Eunice Paiva (1929 – 2018).e do ex-deputado Rubens Paiva (1929 – 1971), que teve o mandato cassado e depois foi perseguido, raptado, torturado e morto por agentes da ditadura (da Aeronáutica e do Exército).
Até agora, o longa recebeu 38 prêmios nacionais e internacionais, entre eles, o Prêmio Goya e o Globo de Ouro de Melhor Atriz. No Oscar, foi indicado em três categorias melhor filme, melhor atriz, para Fernando Torres, e melhor filme internacional.
PRESENTE
Em geral, estudiosos ouvidos pela Agência Brasil explicam que remexer no passado de uma forma diferente, em diálogo com um presente atribulado, mobiliza crítica e o público, o que já, de antemão, representa vitória.
De acordo com o professor Arthur Autran, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e que lidera grupo de pesquisa sobre cinema e audiovisual na América Latina, a repercussão é “enorme” em diversos níveis, independentemente se o longa receber algum Oscar neste domingo.
Há o que o pesquisador chama de uma “repercussão social”.
“O filme se tornou, de fato, uma espécie de evento. Muitas pessoas se interessaram pelo cinema brasileiro”, explica.
Para ele, isso evidentemente cria um clima bastante positivo e, mesmo sem utilizar diretamente de recursos públicos, é uma expressão da política pública brasileira para o audiovisual.
Outra vitória do filme para o país citada pelo professor é a valorização da memória nacional. “(O assassinato de Rubens Paiva) Foi um crime praticado pela ditadura militar brasileira. O filme é trazido de uma forma muito emocionante e candente. Houve muita competência em recontar essa tragédia brasileira e trazer isso de uma forma narrativamente muito poderosa”, diz Autran.
O filme, em si mesmo, segundo analisa o especialista, ao trazer uma narrativa poderosa, coloca luz sobre o cinema brasileiro.
“NÓS TEMOS VOZ”
Outra estudiosa, a professora de artes cênicas Dirce Waltrick do Amarante, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), identifica que a visibilidade fora do Brasil significa uma vitória expressiva para a arte brasileira.
“Nós temos conseguido erguer a nossa voz. É uma voz falada em português, de um país periférico como o Brasil. Uma voz que tem sido ouvida”, explica a pesquisadora.
O alcance do filme, de acordo com o que Dirce Waltrick entende, tem trazido repercussão às produções brasileiras na arte. “Esse filme é importantíssimo em razão dessa temática e tem muitas chances de vencer no Oscar. De toda forma, eu acho um filme fundamental, uma virada de chave para a nossa cultura”.
Para a professora, a função da obra de arte é de fato mexer e perturbar.
“As pessoas se sentem instigadas a ir atrás e a saber mais sobre quem foi Eunice Paiva, que lutou pelo direito dos indígenas (o que é menos abordado no filme)”.
DE OLHO NO PRESENTE
Para o professor de história Marco Pestana, da Universidade Federal Fluminense (UFF), pesquisador do tema da ditadura, o filme tem diferentes méritos, como o de, mesmo tratando de um período obscuro, conseguir dialogar de maneira direta com o presente. “É um filme que, nessa conjuntura, tem cumprido um papel importante”.
Em um cenário de expansão de correntes autoritárias pelo mundo, como ele avalia a ascensão do extremismo em países de diferentes continentes, o longa apresenta-se como uma linguagem universal e que pode ser compreendida além do cenário do passado brasileiro.
Segundo considera Pestana, esse avanço político foi conquistado por uma disputa ideológica ferrenha, inclusive com uma ideia reverberada e falsa de que haveria tranquilidade no Brasil e que tinham problemas com a polícia e com a justiça quem estava fazendo algo de errado. “Isso é parte da construção ideológica de valorização desse período”, explica.
O professor entende que o filme mostra que aquele período não era exatamente uma era de ouro para o Brasil. “Evidentemente dialoga (e contesta) com esse imaginário que a extrema-direita tenta fomentar”.
DIREITOS
Naquele cenário da obra, o filme destaca o impacto da ação repressiva sobre um membro da família. “E como isso tem consequências para o conjunto daquela família, não só naquele momento, e como é um impacto de longa duração. Não deixa de mostrar o momento da luta e o em que a família consegue o atestado de óbito”, explica.
Sobre o direito da família, a advogada Ariadne Maranhão reconhece que o filme traz visibilidade ao tema da morte presumida.
“O reconhecimento antecipado da morte foi um avanço que garantiu não apenas segurança jurídica, mas um alívio necessário para que essas famílias seguissem com suas vidas dentro do ordenamento”, explica.
Ela entende que a repercussão do filme Ainda Estou Aqui, no âmbito do direito de famílias e sucessões, é relevante, já que evidenciou como o contexto histórico impactou diretamente as estruturas familiares e a autonomia das mulheres.
“Como sabemos, por séculos, as mulheres foram silenciadas e relegadas ao papel de zeladoras da família, sem voz, para participar das decisões que moldavam suas próprias vidas”. Para a especialista, o filme retrata essa realidade sob a ótica de Eunice Paiva.
“A arte desempenha um papel fundamental para alertar a sociedade sobre os seus direitos”.
Selton Mello e Fernanda Torres, que concorre na categoria Melhor Atriz nesta noite || Foto Alile Dara Onawale/Sony Pictures
“FURA A BOLHA”
O professor de história Marco Pestana, da UFF, argumenta que o filme consegue ter repercussão até com pessoas que não conheciam ou compreendiam as violências perpetradas pelos agentes da ditadura. Com Oscar ou sem, há uma vitória nesse sentido.
“Furou a bolha. Em alguma medida, isso tem relação com a estratégia narrativa de politizar pelo viés do cotidiano, da vida familiar”.
No entender do professor Arthur Autran, da UFSCar, a esse respeito, houve um esforço do filme de tentar falar para um público o mais amplo possível dentro do Brasil e fora do Brasil também. Ainda que, conforme os especialistas, com limitações a “quem não quer ouvir”. Ele lembrou que Marcelo Rubens Paiva, que é cadeirante, foi atacado quando estava em um bloco de carnaval.
JUSTIÇA
Depois que o filme foi lançado, o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu analisar o processo que estava com trâmite parado há uma década. Agora, a Corte anunciou que vai julgar se a Lei da Anistia se aplica aos crimes de sequestro e cárcere privado cometidos durante a ditadura militar a partir das investigações da morte do ex-deputado Rubens Paiva.
Marco Pestana avalia que a decisão tem relação com o filme e a conjuntura. “O STF soube ler (o momento) e entendeu que era momento para pautar isso”.
Carnaval cultural de Ilhéus anima moradores e turistas || Foto Divulgação
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O Carnaval de Ilhéus 2025 está garantindo muito animação em diferentes regiões da cidade. Os foliões podem curtir a festa momesca em diversos bairros até a próxima o sábado (8), quando desfila o último bloco. Para diversão de moradores e turistas, a prefeitura montou palcos nos polos Hernani Sá (Urbis), Olivença e Ponta da Tulha. Veja a programação.
No domingo (2): Bloco Folia 44 – Pontal; Bloco Diga Vai – Olivença; Bloco Tupinambá – Olivença; Bloco Agora Goxtei – Viaduto Catalão; Bloco 20Comer – Av. Princesa Isabel; Bloco Junto e Misturado – Praia do Cristo; Bloco Os Coronéis – Outeiro; e Bloco Levada da Flor – Urbis.
Ilhéus tem carnaval nos bairros || Foto Divulgação
Haverá shows a partir das 20h, em Olivença, com Sammbe Vip e Pagofunk; no Hernani Sá (Urbis), com Nado Costa, Cris Mel, Marcos Paulo; na Ponta da Tulha, com Tri Farol, Luan Costa e Balancinho do SL.
Na segunda-feira (3): blocos dos Mascarados e Pula Corno, em Olivença; Bloco Curupanga, no bairro Urbis. À noite, em Olivença, a partir das 20h, tem shows de Andinho e Marcos Paulo; no Hernani Sá (Urbis) tem Tri Farol, Balancinho do SL e Zouk Mania; na Ponta da Tulha a animação ficará por conta de Via de Acesso, Amanda Andrade e Sammbe Vip.
Diversão garantida no carnaval cultural de Ilhéus || Foto Divulgação
Na Terça-feira (4), terá Carnaval Cultural no Pontal, apresentações dos blocos Treme Treme, em Olivença; Ganso, no Nelson Costa, e Flor do Karibe, na Urbis. À noite, haverá shows em Olivença, com Zouk Mania e Benner Show; no Hernani Sá (Urbis) terá Via de Acesso, Selakuatro e Andinho; na Ponta da Tulha, a folia ficará por conta de Tiago Magalhães, Luan Costa e Pagofunk. A festa em Ilhéus se encerra no sábado (8),com Bloco Pipoca, no Residencial Sol e Mar II.
Soldada Carol viralizou nas redes sociais depois de interação com Saulo Fernandes
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O sorriso da soldada Maria Carolina Sousa da Silva, no Carnaval de Salvador, viralizou nas redes sociais em poucos minutos. Fã de Saulo Fernandes, ela estava na patrulha na tarde de sábado (1º), em frente a um camarote onde o cantor fazia um show para a pipoca em Ondina, e não passou despercebida pelo artista, muito menos pelo público.
Tudo começou com o interesse de Saulo pela patrulha e em especial pela simpatia da soldada. Ele logo perguntou, no microfone: “como é seu nome minha querida, me encantei por você”. Carol, como foi carinhosamente chamada, caiu no gosto da “pipoca”. A soldada é lotada no 15º Batalhão da Polícia Militar, em Itabuna.
Os foliões acataram imediatamente o comando de Saulo: “cuidado com Carol e os amigos de Carol!”, pediu ele à multidão, após ter percebido a presença da patrulha com respeito e simpatia e um sorriso que chamou a atenção do artista. Rapidamente a informação de que a soldada tem um filho de cinco anos chamado Saulo em homenagem ao cantor chegou até o artista, que fez questão de conhecê-la.
A imagem que viralizou mostra a pipoca de Saulo abrindo a roda e se divertindo e demonstrando respeito ao trabalho da polícia, com um sorrisão de Carol e dos colegas como retribuição do respeito mútuo. O vídeo foi parar na página oficial do artista com a declaração: “Carol..mãe de Saulinho, meu Xará. Você fez meu carnaval hoje, minha querida. Muito grato. Respeito e amor @pmdabahia”. A postagem em poucas horas rendeu mais de 100 mil curtidas, cinco mil comentários e 24 mil compartilhamentos.
“SÓ QUERIA TIRAR UMA FOTO COM ELE (SAULO FERNANDES)”
“É inexplicável, jamais imaginava isso. Eu só queria tirar uma foto com ele, porque sou fã, acho ele um exemplo de artista. De repente me vi representando a corporação que tanto amo e com sentimento de pertencimento, orgulho e de forma pública, com reconhecimento da população pelo nosso trabalho. É emocionante demais”, disse a soldada ainda sem acreditar na dimensão que o ato alcançou. O coração de Carol ainda vai passar por mais emoções. Ela foi convidada pelo cantor a sair no trio com ele na terça-feira (4) de Carnaval.
“A soldado [soldada] Carolina tem seis anos na corporação e realiza um trabalho exemplar, já fez parte da Ronda Maria da Penha e hoje atua na tropa tática do 15º Batalhão, tem um histórico com uma conduta que orgulha a corporação”, destaca o coronel Mattos, comandante de Inteligência (Coint) da PM-BA.
Maria Carolina Sousa da Silva tem 29 anos, curiosamente faz aniversário no mesmo dia da PM-BA, 17 de fevereiro, serve no 15º Batalhão em Itabuna e faz parte da Companhia de Emprego Tático Operacional (CETO). Ela fez o Curso de Formação de Soldado (CFSd) em 2018 no 8º Batalhão em Porto Seguro. É casada e tem um filho de cinco anos chamado Saulo, nome que agora chegou ao conhecimento do artista homenageado.