Inscrições para concurso em conjunto da UFSB e Ufob se encerram nesta segunda-feira
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Os interessados em concorrer a uma das 102 vagas de emprego ofertadas em concurso público pelas universidades Federal do Sul da Bahia (UFSB) e Federal do Oeste da Bahia (Ufob) têm até esta segunda-feira (24) para se inscrever. Para a UFSB, são 71 oportunidades para cargos de níveis médio/técnico e superior.

As vagas são para lotação na reitoria, em Itabuna, e nos campi de Ilhéus, Porto Seguro e Teixeira de Freitas. A taxa de inscrição é de R$ 120 para nível médio e R$ 150 para os cargos de nível superior. A remuneração varia de R$ 4.029,90 a R$ 5.967,04, incluindo auxílio-alimentação. O servidor pode ainda ser contemplado com outros benefícios.

As vagas para nível médio são para Assistente em Administração, Técnico em Laboratório – Análises Clínicas, Técnico de Laboratório – Química, Técnico em Enfermagem e Técnico de Tecnologia da Informação. Já as de nível superior, são para Administrador, Analista de Tecnologia da Informação, Arquivista, Assistente Social, Bibliotecário, Biólogo, Enfermeiro, Engenheiro Civil, Engenheiro de Segurança no Trabalho, Médico/Psiquiatra, Nutricionista, Pedagogo e Psicólogo.

As provas serão aplicadas no dia 18 de maio, nas cidades de Barra, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Itabuna, Porto Seguro, Salvador e Teixeira de Freitas, no turno da manhã para os cargos de nível médio e no turno da tarde para os de nível superior. A duração será de 4 horas.

De acordo com o edital, o concurso terá validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período. A banca responsável pelo processo é o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecam). Acesse aqui para se inscrever para o UFSB ou Ufob.

UFOB

O edital da UFSB é em conjunto com a Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob), com os mesmos locais de provas e banca. Porém, o número de vagas é distinto. A Ufob oferta 31 vagas para técnicos administrativos, com cargos de níveis médio/técnico e superior. As oportunidades são para os campi de Barra, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Luís Eduardo Magalhães e Santa Maria da Vitória. A remuneração varia de R$ 4.029,90 a R$ 5.967,04, incluindo auxílio-alimentação. As inscrições custam R$ 120 para nível médio e R$ 150 para os cargos de nível superior.

As provas serão aplicadas no dia 18 de maio em Barra, Barreiras, Bom Jesus da Lapa, Itabuna, Salvador, Porto Seguro e Teixeira de Freitas, no turno da manhã para os cargos de nível médio e no duro da tarde para os de nível superior. A duração será de 4 horas. Acesse aqui o edital para as duas universidades.

O ferry Juracy Magalhães JR foi afundado em Salvador || Foto Matheus Landim/GOVBA
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Depois de operar por quase 46 anos na travessia Salvador-Itaparica, o ferryboat Juracy Magalhães Júnior foi afundado de forma controlada, na sexta-feira (21), para a criação de um recife artificial marinho no Rio Vermelho, em Salvador. A iniciativa da Secretaria do Turismo do Estado (Setur-BA) foca em oportunidades para o turismo náutico e de mergulho na capital baiana. A ação contou com a parceria do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e da Marinha do Brasil.

Segundo o secretário estadual de Turismo, Maurício Bacelar, nove embarcações, ao menos, já foram naufragadas nas proximidades da costa de Salvador e na Baía de Todos-os-Santos. No turismo de mergulho, reforça, é possível conhecer a história da cidade por meio do contexto de naufrágio de cada embarcação.

O ferry será atração turística || Foto Matheus Landim/GOVBA

“Nós temos naufrágios registrados por acidentes, pelas guerras da Independência da Bahia, do século XIX, mas queremos transformar Salvador no maior parque de turismo de mergulho do mundo urbano. As nossas embarcações estão muito perto do litoral, o que possibilita que mergulhadores amadores possam, em pouco tempo, sendo treinados, ter essa experiência”, conta sobre o impacto no turismo para a capital.

Ferry foi afundado na sexta-feira (21) || Foto Fotos Matheus Landim/GOVBA

A embarcação tem quase 800 toneladas e 71 metros de comprimento. A estrutura foi afundada a quatro quilômetros da costa e a 30 metros de profundidade na região do Largo da Mariquita.

À frente de uma empresa de mergulho, Tania Corrêa conta como a experiência com o ferryboat Agenor Gordilho, primeiro afundado de forma planejada pelo Estado, em 2020, tem repercutido no turismo náutico.

“Um recife artificial é um aglutinador, uma casa para os animais marinhos. Então, o Agenor Gordilho, mesmo, está todo coberto de corais hoje. No mergulho encontramos alguns animais que são ameaçados de extinção. Você dá um upgrade no turismo local. Mergulhadores de todo o mundo vêm mergulhar em naufrágios que só existem aqui”, enfatizou a empresária, que também é instrutora de mergulho há 25 anos.

O ferryboat Juracy Magalhães Jr já se encontra no fundo do mar || Foto Matheus Landim/GOVBA

Segundo a Setur-BA, os segmentos náutico e de mergulho têm se consolidado no turismo. Desde a última ação, ocorreu aumento de cerca de 435% na procura por atividades de mergulho, em comparação com a temporada anterior à pandemia.

CUIDADO AMBIENTAL

A estrutura naufragada servirá como habitat para diversas espécies marinhas e favorecerá estudos científicos, que estão sendo realizados pelo governo baiano desde os primeiros afundamentos controlados do ferry Agenor Gordilho e de um navio de reboque, realizados em novembro de 2020.

Marcelo Peres, biólogo do Inema, explica que, após a operação, em apenas um ano o ferry será tomado por corais e espécies marinhas de todo tipo. “Fizemos os estudos prévios de sedimentos, de biodiversidade do local, onde poderia ocorrer o afundamento e, posteriormente, fizemos quatro vistorias para que não haja nenhum tipo de resíduo que possa trazer algum impacto negativo para o meio ambiente. Então, foram quatro inspeções, a gente avaliou também a presença de espécies invasoras e nossa expectativa é bem positiva para a biodiversidade e para o turismo do Estado”, dividiu.

O ferry Juracy Magalhães Jr. começou a operar em 5 de dezembro de 1972, na travessia Salvador-Itaparica, até ser retirado de circulação em 16 de novembro de 2018.

Ministério da Agricultura aumenta cuidados com a mandioca || Foto Divulgação
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), publicou, no Diário Oficial da União (Dou), a Portaria nº 1.257, que institui o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Vassoura-de-Bruxa da Mandioca (PVBM). Causada pelo fungo Ceratobasidium theobromae (Rhizoctonia theobromae), a doença está relacionada na lista oficial de pragas quarentenárias presentes para o Brasil.

Atualmente a praga ocorre em seis municípios da região norte do estado do Amapá. Em janeiro, o Mapa já havia declarado estado de emergência fitossanitária relativo ao risco de disseminação para outras áreas produtivas.

Com a publicação, o Mapa busca fortalecer a cadeia produtiva da mandioca, estabelecendo os critérios e procedimentos para a prevenção e o controle da praga. As ações serão realizadas junto aos órgãos Estaduais ou Distrital de Defesa Sanitária Vegetal para cumprimento do PVBM. O sul da Bahia é um dos principais produtores  de mandioca do país.

De acordo com a norma, fica proibido o trânsito de plantas e partes de plantas de espécies hospedeiras da praga oriundas de municípios com ocorrência da doença. O Mapa ressalta ainda que a “vassoura-de-bruxa” da mandioca não tem qualquer relação com a vassoura de bruxa do cacaueiro. O fungo também não representa qualquer risco à saúde humana, apesar de ser altamente destrutivo para as lavouras de mandioca.

RHIZOCTONIA THEOBROMAE (CERATOBASIDIUM THEOBROMAE)

A doença, que é conhecida na literatura como vassoura-de-bruxa da mandioca, foi detectada pela Embrapa Amapá nos plantios de mandioca das terras indígenas de Oiapoque, em 2024.

Os sintomas da doença caracterizam-se por ramos secos e deformados, nanismo e proliferação de brotos fracos e finos nos caules. Com a evolução da doença, é comum a ocorrência de clorose, murcha e seca das folhas, morte apical e morte descendente das plantas.

Já a dispersão pode ocorrer por meio de material vegetal infectado, ferramentas de poda, além de possível movimentação de solo e água. A movimentação de plantas e produtos agrícolas entre regiões também pode facilitar a dispersão do patógeno, aumentando o risco de infecção em novas áreas.