Bruno Barral é afastado da Secretaria de Educação de BH || Foto Redes Sociais
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A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (3), a terceira fase da Operação Overclean, que investiga suposto esquema de fraudes e superfaturamento de contratos públicos. Prefeituras baianas estariam entre as instituições prejudicadas pelas irregularidades, segundo a PF. A suspeita é de que os negócios movimentaram mais de R$ 1,4 bilhão.

O novo alvo da Operação é o secretário de Educação de Belo Horizonte, Bruno Barral, afastado hoje (3) do cargo por decisão do Supremo Tribunal Federal. O investigado também foi secretário de Educação de Salvador, de setembro de 2017 a novembro de 2018, quando a capital baiana era governada pelo ex-prefeito ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil.

Na nova investida, a PF revistou endereços ligados a Bruno nas capitais baiana e mineira. Com ele, os policiais encontraram o equivalente a R$ 120,8 mil em espécie, incluindo cédulas de dólar e euro. O dinheiro foi apreendido. Os agentes também apreenderam relógio de luxo, um Toyota Corolla, uma corrente de ouro, celulares e pen drives.

No total, o STF expediu 16 mandados de busca e apreensão. Além de Salvador e BH, foram cumpridos na cidade de São Paulo e em Aracaju (SE). A ação desta quinta-feira também mobilizou a Controladoria-Geral da União. Os crimes investigados são os de fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

PRISÕES

As investigações indicam que Bruno Barral seria próximo de José Marcos de Moura, o “Rei do Lixo”, que chegou a ser preso em dezembro passado e deixou a cadeia no mesmo mês. O apelido remete à atuação do empresário no ramo de limpeza urbana. Moura seria um dos principais articuladores do suposto esquema.

Na primeira fase da Overclean, a PF apreendeu R$ 1,5 milhão em uma aeronave que estaria a serviço de Moura. Segundo a corporação, o dinheiro seria levado de Salvador para Brasília.

A segunda fase da Operação Overclean, deflagrada em dezembro de 2024, prendeu o x-prefeito de Santa Cruz da Vitória, no sul da Bahia, Carlos André de Brito Coelho, apontado como suposto operador financeiro e político do esquema, de acordo com a PF. Carlos é muito próximo de ACM Neto e do atual prefeito de Salvador, Bruno Reis, além de ser correligionário de ambos no União Brasil (relembre).

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