O secretário de Turismo de Ilhéus, Maurício Tavares, faz balanço do Meu São João Amado, festa que agitou a cidade no último final de semana. Na avaliação do gestor, o prefeito Valderico Junior (UB) conseguiu inovar e produzir um evento de grande dimensão, sem se afastar da austeridade fiscal. “É inovação com responsabilidade, criando as oportunidades reais para a população”, disse ao PIMENTA.
A escolha de iniciar os três dias de evento no Dia de Santo Antônio, 13 de junho, evitou a concorrência com os municípios que já consolidaram as festas de São João e São Pedro, explicou Maurício Tavares. A depender da data, os cachês juninos podem variar até 600%, afirmou.
“A antecipação do São João visa uma austeridade orçamentária e fiscal, porque pegamos o município com muitas fragilidades. E uma dessas fragilidades é fiscal. Já estamos com R$ 58 milhões de bloqueios. Nunca vi um município com o tamanho de Ilhéus ter um regime de bloqueios como esse. A gente usou a inteligência”, acrescentou.
Também ressaltou que parte da estrutura da festa, como as 170 barracas para vendedores e os espaços de acolhimento para mulheres em situação de vulnerabilidade e para os filhos dos ambulantes, foi bancada pelos patrocinadores. E citou estudos que apontam retorno de R$ 6 para o município por cada real gasto nesse tipo de evento.
O Portal da Transparência das Festas Juninas da Bahia, que reúne dados dos 417 municípios do estado, informa que 13 atrações contratadas para as festas em Ilhéus receberam R$ 2.830.000, juntas. Desse total, R$ 1.130.000 foram de recursos federais e R$ R$ 1,7 milhão do próprio município.
A Secretaria Municipal de Turismo coleta dados de hotéis e pousadas para dimensionar o impacto da festa no segmento. Como o trabalho ainda está em curso, o secretário preferiu não dar números. “O que posso adiantar é que houve uma movimentação bastante expressiva, economicamente falando, do comércio e do trade turístico, transporte, alimentação e hotelaria e outros”.
ANIVERSÁRIO DA CIDADE
Sobre os preparativos para os 491 anos de Ilhéus, no próximo dia 28, Maurício Tavares adiantou que o prefeito busca recursos para a comemoração, mas evitou spoiler. “Não podemos ainda cravar, porque dependo de recursos carimbados, emendas parlamentares, recursos que venham das esferas administrativas superiores, estado ou União, que possam financiar esses eventos. A gente está nas tratativas finais, mas ainda não posso antecipar isso, porque a gente não assinou os contratos”.
PLANEJAMENTO
Há cinco meses e meio na Secretaria de Turismo de Ilhéus, Maurício Tavares disse como encontrou a Pasta no início deste ano. “Quando assumimos, a Secretaria não tinha planejamento estratégico e, principalmente, do calendário turístico da cidade. Não havia previsibilidade e a antecipação necessária [das ações] para criar o fluxo turístico”.
No próximo mês, a Pasta vai propor um calendário formal de eventos para o município. O planejamento deve se basear em previsibilidade e antecipação, variáveis determinantes para influenciar a decisão do turista na hora de escolher um destino. Segundo Maurício, essa escolha é feita, em média, com cinco meses de antecedência.
Calendarizados e divulgados com antecipação, os eventos passam a ser um trunfo do município para atrair visitantes nos períodos de baixa temporada. “A gente precisa de previsibilidade e de antecipação para divulgar e promover o destino em datas em que haja algum evento específico, seja ele temático, eventos pontuais e recorrentes. O que fizemos? Criamos uma proposta de calendário e vamos apresentar, oficialmente, no comecinho de julho”, concluiu o secretário.


















