Banda de forró é acusada de quebra de contrato || Foto redes sociais
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A Prefeitura de Guanambi, no sudoeste da Bahia, está exigindo que a banda Magníficos devolva parte do cachê de R$ 250 mil pago ao grupo para se apesentar no São João do Gurutuba, evento junino do município. O grupo de artistas foi contratado para se apresentar na última quinta-feira (19), mas não compareceu.

Conforme detalhado pela assessoria da Prefeitura de Guanambi, a banda deveria se apresentar na noite de quinta-feira, mas se atrasou para o show. O grupo não chegou à Praça do Feijão, onde acontece o evento, até as 4h30min da manhã, próximo ao fim das apresentações daquele dia. Diante disso, a organização decidiu cancelar o show por quebra de contrato.

“Durante todo o tempo, o prefeito e a comissão organizadora estavam em contato com a banda, que vinha informando o tempo todo que estavam na estrada. […] Quando foi por volta das 4h30min da manhã, depois de muita insistência, chegamos à conclusão de que não valia mais a pena a apresentação da banda Magníficos”, explicou Clóvis Júnior, assessor de imprensa da prefeitura, em um vídeo nas redes sociais.

“A comissão organizadora pediu para que eu comunicasse ao público, que ainda aguardava na Praça do Feijão, que o show havia sido cancelado por quebra de contrato. Informei que a prefeitura também vai solicitar a devolução integral do cachê pago”, detalhou ele.

Um vídeo do momento em que o motivo para o cancelamento do show foi informado ao público circulou nas redes sociais durante este fim de semana. “O show está pago e a banda Magníficos terá que devolver o dinheiro. […] Se chegarem agora a gente não quer mais, vai ter que dar o dinheiro de volta!”, revoltou-se o jornalista ao informar o cancelamento.

DEVOLUÇÃO DO CACHÊ

Ao g1, o diretor de eventos de Guanambi, Eder Oliveira, contou que metade do cachê – um valor de R$ 125 mil – foi pago à banda antes da apresentação, como previsto em contrato. Diante disso, a gestão do município exige que o grupo devolva o valor repassado.

“Considerando os compromissos firmados em contrato, a Prefeitura de Guanambi informa que, após o feriado, nos próximos dias úteis, o setor jurídico será acionado para que todas as medidas cabíveis sejam adotadas, conforme previsto contratualmente”, enfatizou a gestão municipal.

Segundo informações do Painel de Transparência dos Festejos Juninos nos Municípios do Estado da Bahia, realizado pelo Ministério Público do Estado, o cachê acordado com a banda é o terceiro maior do São João da cidade.

O valor só perde para os cachês pagos à dupla Iguinho e Lulinha (R$ 400 mil) e para a banda Toque Dez (R$ 300 mil). Por meio de nota, a prefeitura da cidade confirmou que medidas cabíveis serão tomadas para que o valor seja devolvido. Do G1.

Acidente entre carro e motocicleta deixa dois mortos em Floresta Azul || Imagem redes sociais
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O final de semana que antecede o São João está violento nas estradas que cortam o sul da Bahia. Mais duas pessoas morreram de acidente de trânsito nas últimas horas. Desta vez, uma colisão entre um carro de passeio e uma motocicleta, na BR-415, em Floresta Azul, neste domingo (22), resultou nas mortes de Pablo Yuri Santana de Jesus, de 21 anos, e Alexandre Carvalho da Hora, de 23 anos.

As duas vítimas estavam na motocicleta, que foi completamente destruída pelo fogo. O fogo também atingiu o carro de passeio. De acordo com testemunhas, o motorista não se feriu e teria fugido sem prestar socorro aos dois jovens. Ele teria deixado o local da tragédia de carona em outro veículo de passeio.

A polícia tenta identificar tanto o motorista envolvido no acidente, quanto a pessoa que deu carona para ele. Os corpos dos dois jovens foram levados para o Departamento de Polícia Técnica de Itabuna (DPT) e liberados para o sepultamento.

O acidente na BR-415, em Floresta Azul, hoje, foi o segundo com mortes nas rodovias que cortam o sul da Bahia neste final de semana. No sábado (21), um ônibus, que fazia linha Salvador/Ubatã, tombou na BA-120, em Ibirataia, e matou duas mulheres. O acidente ocorreu na Curva do Canto Galo, perto do distrito de Algodão.

ACIDENTE COM ÔNIBUS NO SUL DA BAHIA DEIXA DOIS MORTOS E VÁRIOS FERIDOS

Natazinho estreia agitou o São João em Paripe || Foto NTI Uirá
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A primeira noite do São João de Paripe, no subúrbio de Salvador, aconteceu neste sábado (21), e  contou com a estreia do cantor Natanzinho Lima, que vem conquistando o público com seu piseiro. Ele se apresentou pela primeira vez em uma festa junina na capital baiana.

O artista, que revelou já ter morado em Salvador, demonstrou alegria com o reencontro e agradeceu a oportunidade. “Galera de Salvador e região é uma galera que eu amo muito. É uma satisfação imensa tocar aqui”, afirmou ele, ao agradecer ao Governo do Estado pela oportunidade.

No repertório, sucessos como “Cinco da Manhã”, “Bipolar” e “Uma e Quinze da Manhã” embalaram o público. Segundo o cantor, o setlist foi pensado especialmente para os fãs baianos. “A gente dá uma mesclada no repertório. Aqui para a Bahia, a gente traz um repertório mais romântico, além das músicas tradicionais do São João”, explicou.

A pequena Alana Andrade, de 10 anos, mora perto da praça onde tradicionalmente acontecem os festejos juninos e não perdeu a oportunidade de convencer a mãe a curtir a festa. “Eu sou muito fã. Amo ele”, contou a menina, que conhece todas as músicas do artista através da internet.

A mãe de Alana, Rosângela Santos, 46 anos, é auxiliar de cozinha e vai trabalhar no domingo, logo cedo, mas fez questão de levar a filha para realizar o sonho de ver o cantor. “A gente mora aqui perto, por isso sempre participamos”, contou.

Os oito mortos no acidente com balão em Santa Catarina || Fotomontagem Metrópoles
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A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, neste sábado (21), que está adotando as providências necessárias para averiguar a tragédia com o balão que pegou fogo e caiu em Praia Grande (SC). O acidente deixou oito mortos, enquanto 13 sobreviveram.

Conforme as informações preliminares, em meio ao princípio de incêndio no cesto, o balão desceu até perto do chão, quando 13 pessoas conseguiram desembarcar. Antes que as outras oito saíssem também, a aeronave voltou a subir de repente. Quem não conseguiu sair morreu com os ferimentos causados pelo fogo ou pela queda, ao saltar para fugir das chamas.

Balão caiu no interior de Santa Catarina || Foto CBM/SC

 

“O piloto e outras 12 pessoas conseguem sair do balão, mas outras pessoas não conseguem, e, novamente, o balão acaba subindo involuntariamente”, disse o delegado-geral Ulisses Gabriel, chefe da Polícia Civil de Santa Catarina. “A partir daí, quando ele [o balão] está numa certa altura, algumas pessoas acabam pulando desse balão. Três pessoas não pularam e acabaram morrendo abraçadas”.

As 13 pessoas que sobreviveram foram levadas a um hospital de Praia Grande, sendo que cinco permanecem em observação, de acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

Vídeos publicados nas redes sociais por testemunhas do acidente mostram o momento em que alguns passageiros saltam do balão, antes de ele despencar em chamas.

O local em que o balão caiu, próximo a um posto de saúde em uma área rural de Praia Grande, segue sob perícia. Segundo informações preliminares da Polícia Civil, o acidente pode ter relação com um maçarico utilizado para iniciar a chama do tanque que esquenta o ar do balão.

Os mortos foram identificados, como Leandro Luzzi, Leane Elizabeth Herrmann, Leise Herrmann Parizotto, Everaldo da Rocha, Janaina Moreira Soares da Rocha, Fabio Luiz Izycki, Juliane Jacinta Sawicki e Andrei Gabriel de Melo.

O município de Praia Grande, que apesar do nome não está em área litorânea, é um dos principais destinos para quem busca passeios turísticos em balões, devido a condições geográficas e meteorológicas favoráveis e à proximidade de cânions de grande beleza cênica.

Na região ficam os parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral. A cidade vizinha de Torres (RS) é reconhecida como a capital brasileira do balonismo. Da Agência Brasil.

Lei Seca completa 17 anos || Foto Leandro Ferreira/Fotoarena
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Aprovada em 2008 como marco na segurança viária brasileira, a Lei Seca (Lei nº 11.705) completou 17 anos na última quinta-feira (19), com números que refletem sua importância e os desafios que ainda persistem. Levantamento da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), com dados consolidados entre junho de 2008 e maio de 2025, revela mais de 3,2 milhões de infrações relacionadas à combinação de álcool e direção em todo o país.

Para o coordenador-geral de Sistemas de Informação e Estatística da Secretaria Nacional de Trânsito, Pedro Barbosa, o relatório mostra que tem crescido muito o número de recusas ao teste do bafômetro, o que também é uma infração grave. Em 2024, a Polícia Rodoviária Federal registrou mais de 7 mil sinistros provocados por motoristas que ingeriram álcool ou substâncias psicoativas. “Se esse comportamento é flagrado nas rodovias federais, imagine o que ocorre dentro das cidades”, alertou.

Por outro lado, os dados também evidenciam avanços importantes. Houve uma redução de 21% nas autuações por embriaguez ao volante desde 2019. Essa diminuição é resultado direto do aumento da fiscalização, das campanhas educativas e do reforço da legislação nos últimos anos.

“Estamos vivendo a era dos dados. Nunca se viu um protagonismo tão grande, e é por meio dessas informações que conseguimos direcionar melhor nossas campanhas educativas e atingir o público certo”, completou o coordenador.

SEGURANÇA VIÁRIA

Ao longo de 17 anos, a Lei Seca contribuiu para consolidar no país uma nova cultura de segurança no trânsito. Desde 2012, a legislação adotou tolerância zero para a presença de álcool no organismo dos motoristas e passou a endurecer as punições, incluindo a suspensão da CNH, a multiplicação da multa por dez e até a prisão, em casos de sinistros com vítimas.