A história da Praça Octávio Mangabeira é recuperada e celebrada com exposição fotográfica aberta desde a última quinta-feira (26), quando foi reinaugurada. A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) e o Centro Cultural Teosópolis (CCT) promovem exposição de fotografias e documentos históricos, com curadoria da professora e historiadora Janete Ruiz de Macedo. O material estará disponível até amanhã (1º) para visitação pública na praça de alimentação do espaço revitalizado.
Inaugurada em 1963, a praça teve um início curioso, pois, sem nome oficial definido, chegou a ser chamada popularmente de Praça Camacan, enquanto os convites emitidos pela Prefeitura faziam referência à “Praça do Cinquentenário”.
Posteriormente, o local passou a ser denominado Praça Octávio Mangabeira, em homenagem ao ex-governador da Bahia (1947–1951). “Na época, também foi cogitado o nome de Jorge Amado”, relembra a professora Janete, destacando os debates que marcaram aquele momento.
Essa trajetória singular será contada em painéis ilustrativos, com imagens e registros que compõem o acervo do Centro de Documentação da UESC, reunidos pelo Centro Cultural Teosópolis, sediado no bairro da Conceição.
TEATRINHO ABC
Nas décadas de 1960 e 1970, a praça abrigou o Teatrinho ABC, espaço cultural onde se apresentaram atores, atrizes, músicos, e até calouros, em peças teatrais, jograis e shows. Em 1978, sob protestos da classe artística, o teatrinho foi demolido para dar lugar a uma nova estrutura, que incluiu o famoso restaurante Caçuá, desativado em 2008.
Já em 2016, foi instalado na praça o Monumento à Bíblia, com projeto arquitetônico de Catia Porcino de Sousa e Cassiano André de Almeida Nunes, executado com o apoio do Conselho de Pastores, Teólogos e Oficiais Evangélicos do Brasil e do Exterior (CPEBE) e do Conselho Itabunense de Ministros e Pastores Evangélicos (Cimpe).
FONTE LUMINOSA “EMPRESTADA”
A Praça Octávio Mangabeira passou agora pela segunda grande reforma em cerca de 20 anos. A última ocorreu em 2008, no quarto governo de Fernando Gomes, quando o logradouro ganhou uma fonte luminosa que ficou no espaço por menos de um mês. Apesar do custo, dizia-se que a fonte luminosa era emprestada. Deu impulso eleitoral à campanha do candidato apoiado por Fernando Gomes à época, o então chefe da Ciretran em Itabuna, Capitão Azevedo, que se tornaria prefeito de Itabuna no período de 2009 a 2012.

















