Acusado de homicídios na Bahia e São Paulo, Wagner Nascimento Pereira, de 38 anos, preso na noite de sábado (28), enquanto curtia o Ita Pedro, em um camarote, na Arena Zé Cachoeira, no bairro Banco Raso, em Itabuna, usou dados de um documento perdido em Itajuípe para obter uma segunda via. Contra Wagner Pereira havia quatro mandados de prisão em aberto, segundo a polícia.
São três mandados de prisão em Ribeirão Preto (SP) e um em Itabuna, conforme a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). Ele é acusado de homicídio no município do sul da Bahia. Em São Paulo, o homem é acusado de homicídio qualificado, latrocínio (roubo seguido de morte) e corrupção ativa. Além disso, seria integrante de uma facção criminosa.
Nascido em Itabuna, Wagner Pereira estava morando em São Paulo. Neste São João decidiu curtir os festejos juninos na cidade do sul da Bahia. Flagrado pela polícia no camarote, alegou que era confundido com um irmão, que seria o verdadeiro criminoso. A polícia checou a informação e descobriu que o irmão não existia. Que dados que constam na carteira de identidade de Warner são de outra pessoa.
O PERIGO DE DOCUMENTO PERDIDO
As investigações indicaram que, na verdade, Wagner Pereira utilizou informações de uma carteira de identidade perdida por uma pessoa, numa festa de rua, no ano passado, em Itajuípe, para obter uma segunda via, em São Paulo. Os dados são de uma pessoa seis anos mais velhas que o acusado.
Autuado na Bahia por uso de documentação falsa, Wagner Pereira deve ser investigado por falsidade ideológica em São Paulo. Ele passou por audiência de custódia e está à disposição da justiça em Itabuna. A defesa do acusado não foi localizada pela reportagem para comentar as acusações.

















