Festival do Chocolate em Ilhéus atraiu milhares de pessoas em 4 dias || Foto Daniel Thame
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Após 16 anos, o Festival Internacional do Chocolate e Cacau de Ilhéus (Chocolat Bahia) chegou a à edição dos superlativos em 2025. Na edição encerrada neste domingo (20), o evento reuniu mais de 500 marcas de produtos e 200 produtores, além de R$ 20 milhões em negócios, segundo a organização.

Lá em 2009, a primeira edição contou com 13 estandes, 7 doados ocupados por doceiros de Ilhéus e Itacaré e os outros 6 vazios. Chocolate de origem mesmo só havia um, o Chocolate Caseiro de Ilhéus, do saudoso pioneiro Hans Schaeppi.

– O Chocolat Festival nasceu com a missão de valorizar toda a cadeia do cacau, do produtor ao chocolate premium, passando pela cultura, sustentabilidade e inovação. Ele vai além de ser uma vitrine de produtos e é uma ferramenta de desenvolvimento, de reposicionamento no mercado internacional e de fortalecimento da economia de base produtiva. É um movimento que transforma territórios, estimula o turismo e conecta o pequeno produtor ao mercado global – afirma Marco Lessa, idealizador do evento.

O MUNDO DO CHOCOLATE

A programação incluiu atrações culturais, cinema temático, palestras, rodada de negócios, oficinas para crianças, debates e o Cacao Summit, que se consolida como um dos fóruns globais mais relevantes sobre o futuro da cadeia do cacau. Para os produtores de chocolate de origem da Bahia e outros estados, agentes de turismo, empreendedores e empresários de diversas áreas, o Chocolat Festival é um excelente instrumento para a consolidação das marcas e ampliação dos negócios.

“Participo desde o primeiro festival e pude acompanhar e participar do crescimento do evento, que se transformou no maior festival da América Latina. O êxito é tão grande que apenas na abertura deste ano vendemos o triplo dos quatro dias de 2024”, afirma Henrique Almeida, do Chocolate Sagarana, que lançou o primeiro gelato de chocolate de origem durante o festival.

“Esse Festival é uma maravilha para empresas familiares como a nossa. É o primeiro ano que estamos com estande próprio. Começamos aqui em 2022, com apenas quatro versões. Hoje já chegamos a 13 versões de chocolate. É uma visibilidade fantástica”, afirma Isaias Alves, da Chocolate Tombador, que mantém a empresa com a esposa Genilda Vieira e as filhas Bianca e Júlia, com cacau da Fazenda Saudade.

Leilane levou acarajé de chocolate para o Festival e encantou consumidores

“A cada ano o Chocolate Festival ganha uma dimensão ainda maior. É uma vitrine para a consolidação da nossa marca, possibilitando não apenas a venda direta, mas também novos negócios com fornecedores”, ressalta Leilane Benevides, da Benevides Chocolates, que lançou um inovador chocolate combinando cacau com o baianíssimo acarajé.

“A gente faz questão de estar presente no festival, que é a casa do chocolate de origem e uma janela para o Brasil e outros países. Temos o orgulho de ser uma marca de Ilhéus que hoje mantém uma base de comercialização na Europa e isso se deve muito à visibilidade que esse evento proporciona”, afirma Carine Assunção, do Chocolate Natucoa.

Josivaldo, da Bahia Cacau, com as novidades da agricultura familiar

Josivaldo Dias, gerente comercial da Bahia Cacau, marca da agricultura familiar, avalia como positiva a mais recente edição do Festival. “Além das vendas dos nossos chocolates, essa é uma celebração da nossa cultura. A cada ano, avançamos na conquista de novos mercados e isso nos incentiva a investir em qualidade e inovação”. Este ano, a Bahia Cacau aproveitou o festival para lançar novas embalagens de seus chocolates.

Vilomar Simões, empreendedor de turismo, afirma que o Chocolat Festival tem uma importância muito grande para Ilhéus e toda a região sul da Bahia, mostrando ao mundo todo o nosso potencial na produção de cacau e chocolate de origem e para o turismo, atividade que vem se expandindo a cada ano. “Com uma programação diversificada e centenas de produtos em exposição, além de atividades culturais, o festival se torna cada vez mais atrativo”.

OUTROS ESTADOS

Produtores de outros estados, como o Pará, também têm no festival ilheense uma oportunidade de bons negócios. Sarah Brogni, do Ascurra Chocolate, participamos do Chocolat Bahia há seis anos. “É uma história de expansão. Iniciamos com oito produtos e, hoje, a nossa fábrica já conta com mais de 300 produtos. É um momento especial nesse contato direto com o consumidor”.

Autoridades abrem a maior edição do Festival do Chocolate em Ilhéus || Fotos Daniel Thame

NA ROTA DO CACAU E CHOCOLATE

O Governo do Estado teve uma presença marcante no Chocolat Festival, por meio das secretarias de Desenvolvimento Rural, da Agricultura, da Educação, do Trabalho, Emprego e Renda e do Turismo, com ações em estandes da agricultura familiar, economia solidária, produção de cacau de qualidade, valorização do turismo regional e uma minifábrica de chocolate dos Centros Estaduais de Educação Profissional (CEEPs).

“O Governo do Estado trabalha a produção de cacau e seus derivados associada ao turismo. Nós estruturamos um produto, que é a Estrada do Chocolate, e esse festival é a celebração dos bons resultados que temos alcançado. Os produtores têm a oportunidade de expor marcas qualificadas e premiadas, em meio a uma programação cheia de atrações, que incrementa o fluxo turístico”, afirma o secretário de Turismo, Maurício Bacelar.

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