Itabuna investirá R$ 24 milhões nas obras que devem garantir água diariamente nas torneiras em residências de 12 bairros da região da Califórnia. Serão R$ 21.425.716,00 do Governo Federal, oriundos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3), e contrapartida de R$ 3.016.431,11 dos cofres municipais.
Durante reinauguração de escola na Califórnia, nesta segunda-feira (28), o prefeito Augusto Castro (PSD) autorizou licitação da empresa que vai executar a terceira etapa do Programa Mais Água. Deverão ser construídos dois reservatórios, Estação de Tratamento de Água (ETA) e uma Estação Elevatória de Água Tratada (EEAT), além da implantação de 4 quilômetros de rede adutora de água bruta e 6,7 quilômetros de rede adutora de água tratada.
Os bairros e condomínios a serem atendidos nesta etapa, conforme a Emasa, são Califórnia, Nova Califórnia, Fátima, João Soares, Parque Boa Vista, Santa Inês, Vila das Dores, Loteamentos Paraíso e Vitório Loup Soares e os condomínios residenciais Jardim América I e II, Vida Nova e Parque Verde.
PRIMEIRAS ETAPAS
Já concluídas, as duas primeiras etapas do programa demandaram R$ 34 milhões do Governo Estadual e do município para instalação de dois reservatórios com capacidade total de 8 milhões de litros e adutoras, além da modernização da Estação de Tratamento de Água (ETA), no São Lourenço.
– Itabuna sempre sofreu com o fornecimento irregular de água. Recentemente, entregamos o Mais Água I e II que leva água todos os dias para quase 40 bairros das zonas oeste, sul e leste da cidade e agora é a vez do Califórnia e outras localidades desta região – disse Augusto Castro ontem.
CONCESSÃO DA EMASA
Vencido o problema crônico do abastecimento de água, Augusto aponta o esgotamento sanitário como maior desafio. Para superá-lo, vê como caminho a obtenção de recursos federais ou – mais provável – a concessão dos serviços de água e esgoto a empresa privada.
– Existe a questão do esgotamento sanitário da cidade e a revitalização do Rio Cachoeira. Com fé em Deus e muito trabalho, vamos buscar meios, seja através do Governo Federal ou da iniciativa privada, pois, investir em saneamento básico é investir em saúde – sinaliza.
O presidente da Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa), Ivan Maia, tem dito que os estudos iniciais apontam necessidade de investimento na casa de R$ 1 bilhão para universalizar o saneamento em Itabuna e revitalizar o Rio Cachoeira.
MODELO DE CONCESSÃO
O município ainda não definiu qual modelo de concessão vai adotar para os serviços de água e esgoto, discussão essencial por seu impacto na tarifa. Nos bastidores, a expectativa é obter em torno de R$ 700 milhões, porém os estudos ainda são iniciais e vai depender, também, do interesse privado.
O período de concessão deverá ser de 30 anos, conforme apurou o PIMENTA. Tudo dependerá da aprovação da Câmara de Vereadores, onde o governo tem o apoio de 20 dos 21 vereadores, mas deverá precisar de argumentos reais para avançar no processo que foi polêmico em tentativas nos governos de Fernando Gomes e de Claudevane Leite (Vane do Renascer).


















