Obras de trechos da Fiol na Bahia estão paralisadas || Foto Divulgação
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O vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores da Vale, Marcelo Bacci, afirmou, nesta sexta-feira (1º), que a mineradora só tomará uma decisão com relação à Bahia Mineração S.A. (Bamin), se encontrar uma alternativa econômica para desenvolver o projeto na Bahia. Ele observou que o volume de minério de ferro na mina da Bamin não justifica investimento na Fiol 1 (Trecho 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste), entre Ilhéus, no sul, e Caetité, no oeste do estado.

O Trecho 1F da FIOL 1 terá 127 quilômetros de extensão, passando pelos municípios de Ilhéus, Uruçuca, Ubaitaba, Gongogi, Itagibá, Aurelino Leal e Aiquara. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os lotes 2FA e 3F da ferrovia já estão concluídos.

De acordo com Marcelo Bacci, é necessário contar com a receita do transportes de outros produtos da região ou a presença de um parceiro para garantir a viabilidade do empreendimento. “Existe um grande desafio logístico no projeto da Bamin, que é a construção de uma infraestrutura muito importante. Quando você olha a quantidade de minério disponível, só essa quantidade de minério não remunera a construção da infraestrutura que é necessária ali, em termos de evolução”.

POTENCIAIS SOLUÇÕES

Mesmo com o cenário desfavorável ao empreendimento, conforme Marcelo Bacci, a Vale segue em busca de potenciais soluções, mas, neste momento, não é possível dizer ainda se é possível ou não, seguir com o projeto de aquisição da Bamin. “A Vale é uma empresa de mineração. Não cabe a nós fazer o investimento na logística para buscar outros produtos e que ainda não foi possível desenhar uma equação que faça essa conta fechar”, disse em entrevista coletiva.

Bacci reforçou que a chegada de um parceiro para o negócio pode ser uma saída. “Acho que provavelmente com parceiros, sem dúvida, porque a gente precisa trazer outras cargas que viabilizem a parte de logística”, apontou. Ao ser perguntado se o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) poderia assumir este papel, o executivo desconversou.

A concessão da Fiol 1 foi licitada em 2021, em uma subconcessão de 35 anos. Esse trecho tem o total de 537,2 km, conforme a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A Bamin se comprometeu com R$ 5,41 bilhões de investimentos (Capex) e R$ 13,37 bilhões de custos operacionais e deveria entregar a ferrovia operacional até 2026. Mas executou um percentual abaixo do previsto no contrato até anunciar em março a paralisação das obras. A empresa apresentou uma proposta de reequilíbrio contratual recentemente.

A Ferrovia de Integração Oeste-Leste terá o total de 1.527 km de trilhos, ligando o porto de Ilhéus ao município de Figueirópolis (TO). De acordo com a ANTT, Fiol 2, entre Caetité  e Barreiras está  com obras em andamento. Já a Fiol 3, de Barreiras  a Figueirópolis, ainda depende de investidores para sair do papel. Com o último trecho, no Tocantins, a Fiol se conectará com a Ferrovia Norte-Sul e o restante do país. Do PIMENTA com Agência iNFRA.

Provas do Encceja serão aplicadas neste domingo (3) || Foto Elisabeth Guerra
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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplica, neste domingo (3), em todo o país, as provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). A avaliação é feita por pessoas que, por algum motivo, não conseguiram concluir os ensinos Fundamental e Médio em idade regular e desejam adquirir os diplomas.

De acordo com o Inep, o total de 744.164 pessoas estão inscritas. Dessas, 114.343 buscam a certificação para o ensino fundamental e outras 629.821 para o ensino médio. O candidato pode consultar o local da prova disponível no Cartão de Confirmação de Inscrição, na Página do Participante.

As avaliações serão divididas em quatro provas objetivas, por nível de ensino, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, divididas em diferentes áreas do conhecimento, além de uma proposta de redação. O participante será considerado habilitado se atingir o mínimo de 100 pontos em cada uma das áreas de conhecimento e obtiver nota igual ou superior a cinco pontos na Prova de Redação.

Os exames serão aplicados nos turnos da manhã e da tarde, sendo que, no primeiro turno, os portões irão abrir às 8h e fecharão às 8h45, e as provas começarão às 9h e terminarão às 13h. Já no segundo turno, os portões serão abertos às 14h30 e fechados às 15h15min e a aplicação da tarde se iniciará às 15h30min e irá até às 20h30 min.

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no Portal do Inep, até o décimo dia útil seguinte ao dia de realização do exame. O participante poderá ter acesso aos resultados individuais no dia 15 de dezembro de 2025 no site do Instituto Nacional.

Medicamentos para emagrecer são apreendidos pela PRF || Foto Divulgação
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Policiais do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) da Polícia Rodoviária Federal em Jequié apreenderam, no km 677 da BR-116, em Jequié, no sudoeste da Bahia, 22 ampolas de medicamentos controlados, transportadas sem nota fiscal. Os remédios eram transportados no bagageiro de um ônibus da linha Campo Grande (MS) x Recife (PE).

Os policiais encontraram as ampolas dos medicamentos tirzepatida e semaglutida, ambos utilizados para emagrecimento, escondidas em uma das bagagens. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, os remédios seriam comercializados clandestinamente em Jequié.

As embalagens apresentavam rótulos em idioma espanhol, com características de qualidade e quantidade duvidosas. A encomenda não estava acompanhada de Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (DANFE), apenas de um Documento Auxiliar do Conhecimento de Transporte Eletrônico (DACTE), sem descrição do produto.

Os medicamentos, embora aprovados pela Anvisa para o tratamento de diabetes tipo 2, têm sido utilizados de forma off-label, para perda de peso, e sua venda no mercado brasileiro é proibida sem a devida regularização.

Os medicamentos apreendidos foram encaminhados à Receita Federal em Vitória da Conquista. Os policiais não conseguiram identificar quem fazia o transporte clandestino.