Damião foi dado como morto, mas estava vivo || Fotos TV Santa Cruz/PMI
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Atestado de óbito emitido, serviço funerário acionado e família de luto. O que tinha tudo para ser um momento de dor e despedida se transformou em espanto e esperança. Após ser considerado morto, sem apresentar sinais vitais por mais de 1h, Damião José dos Santos, de 72 anos, abriu os olhos. Estava vivo, afinal.

A sequência de eventos inusitados ocorreu nesta quarta-feira (13), no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, onde o idoso continua internado. A confusão se deu porque os aparelhos e a equipe médica da unidade não conseguiram detectar que Damião ainda estava vivo, apesar de tudo indicar o contrário.

Damião deu entrada no Hospital na semana passada, com suspeita de pneumonia. Com o agravamento do quadro, passou a respirar com a ajuda de aparelho. Se não bastasse a surpresa da ressureição, o idoso ainda acordou com menor dependência de medicamentos e da ventilação mecânica.

Sobrinho de Damião José dos Santos, o advogado Daniel Oliveira contou à TV Santa Cruz que a família já havia iniciado os preparativos para o velório e sepultamento do tio. Também estava se preparando, cuidadosamente, para dar a notícia do falecimento do idoso ao irmão gêmeo dele.

Para Daniel, o tio teve experiência de ordem transcendental. “O possível está para o médico, mas o impossível é para Deus. Para Deus, tudo é possível. Na verdade, Deus nos surpreendeu. Não há como negar esse milagre”.

A direção do Hospital de Base se pronunciou por meio de nota. “Apesar da situação atípica, após minuciosa avaliação das condutas tomadas, não foi constatada qualquer falha técnica ou ética por parte da equipe de plantão”, observou. Abaixo, confira a íntegra da nota.

NOTA DE ESCLARECIMENTO
Em decorrência de fato ocorrido na noite do dia 13 de agosto, na Unidade de Terapia Intensiva 3, a direção executiva do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães vem a público esclarecer: o paciente Damião José dos Santos encontrava-se em grave estado clínico, tendo apresentado piora e subsequente Parada Cardiorrespiratória (PCR).
Foram iniciadas prontamente medidas de reanimação, com a participação de toda a equipe de plantão (enfermagem e fisioterapia). Porém, o paciente manteve ausência de atividade elétrica cardíaca, de pulso e de reflexos, sinais compatíveis com diagnóstico de óbito. Mesmo assim, todas as assistências foram mantidas por 15 minutos, sem quaisquer sinais vitais.
Após o período de observação mencionado, foi constatado o óbito do paciente, corroborado por um segundo médico, assim como por toda a equipe que lhe prestava assistência, quando familiares foram prontamente informados.
Cerca de uma hora após o evento acima relatado, percebeu-se discretos movimentos respiratórios, sendo imediatamente reiniciada todas as assistências e procedimentos para a estabilização do referido paciente.
Com esperança, o Hospital de Base informa que contrariando as expectativas diante da gravidade da situação, o paciente evolui com critérios objetivos de melhora clínica.
Apesar de raro, o fenômeno testemunhado neste caso é bem relatado na literatura médica, com casos de constatação de óbito que apresentaram posterior retorno espontâneo da circulação.
Apesar da situação atípica, após minuciosa avaliação das condutas tomadas, não foi constatada qualquer falha técnica ou ética por parte da equipe de plantão.
A família do paciente reforça a manifestação de confiança e agradecimento por todos os cuidados que o ente querido vem recebendo, além de todo o acolhimento humano e suporte da equipe do Hospital de Base.
A instituição reitera o seu compromisso com a transparência e zelo por todos os pacientes que adentrem à unidade hospitalar em busca de atendimento, se colocando à disposição para quaisquer esclarecimentos. 
Itabuna, 14 de agosto de 2025
Direção Executiva
Hospital Luís Eduardo Magalhães

Uma resposta

  1. A este fenômeno chamamos de catalepsia. Para desacreditar no milagre de Jesus, na ressurreição de Lázaro, há quem diga que este foi o primeiro caso existente na história. Só que este tinha quatro dias de morto e em estado de putrefação.

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