Estabelecimentos comerciais de Itabuna respondem por 26,76% da dívida dos consumidores com a Empresa Municipal de Águas e Saneamento (Emasa). Do total de R$ 62.770.702,34 dos devedores, R$ 16.798,695,28 são de estabelecimentos comerciais.
Os números foram revelados pelo presidente da Empresa, Ivan Maia, durante encontro com o setor empresarial nesta segunda-feira (18), no auditório da Associação Comercial de Itabuna (ACI). “Dados que foram levantados no mês passado apontam uma inadimplência de quase R$ 17 milhões do comércio local para com a Emasa”, afirmou Ivan Maia na ACI.
No entendimento de Ivan, não há justificativa para atraso agora nem não renegociação após a Emasa, numa ação dos governos estadual e municipal, garantir água diariamente a 80% dos consumidores.
– Então, não há desculpas para [que] os compromissos com a Emasa não sejam honrados pela classe empresarial. Aprimoramos a gerência comercial da empresa e CNPJs inadimplentes serão protestados, e também vamos intensificar as ações de corte – alertou.
COMO RENEGOCIAR?
O dirigente apelou ao segmento empresarial para aderir ao programa de renegociação de dívida, o Emasa Legal, que concede descontos de até 40% no valor principal da dívida, com a eliminação de juros e multas e de descontos de 20% para quem desejar parcelar o débito em até 60 vezes.
– Mesmo com um programa de renegociação de dívidas ousado, implantado no mês de junho e que vai até 30 de setembro, até o momento dos 224 contratos firmados, somente 21 dizem respeito ao comércio.
Ainda na reunião, Erivaldo Benevides, presidente da ACI, comprometeu-se a buscar convencer donos de 1.137 comércios inadimplentes para regularizar situação com a Emasa.
AS CONSEQUÊNCIAS DA CULTURA DO CAMINHÃO-PIPA
O presidente ainda fez alerta para o consumo de água de qualidade. Com a crise hídrica de 2015 e 2016, quando Itabuna recorreu a caminhões-pipa para abastecer residências e comércios, a cultura do carro-pipa persistiu até os dias atuais.
Segundo ele, comerciantes abrem mão da água potável da Emasa por água sem procedência. “Através de uma denúncia anônima para a Ouvidoria do Município, a Vigilância Sanitária de Itabuna, constatou a presença de coliformes fecais em um edifício comercial, no centro da cidade, que abriga clínicas médicas e odontológicas”, disse Ivan Maia.

















