Canoístas do sul da Bahia são destaques no Paraguai || Foto CBCa
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Três atletas do sul da Bahia encerraram, neste sábado (23), a participação nos Jogos Pan-Americanos Júnior de Canoagem Velocidade, em Assunção, no Paraguai, com chave de ouro, ou melhor: medalha de ouro. Lorrane Santos Souza, de Ubatã, Lucas Espírito Santo Santos e Mateus Nunes Bastos dos Santos, de Itacaré, conquistaram o total de seis medalhas na competição.

Um desses ouros foi conquistado neste sábado pelos canoístas Mateus Nunes e Lucas Santos. A dupla subiu ao lugar mais alto do pódio com o tempo de 2:04.46, na prova C2 500m Masculino. “É uma sensação incrível conquistar o ouro com meu parceiro. Trabalhamos muito para esse momento e conseguir subir ao topo do pódio no Pan Júnior é uma emoção que vamos guardar para sempre”, contou Mateus

Essa mesma medalha foi conquistada por Lorrane Souza, na prova C1F500m, no segundo dia de competição, na quinta-feira (21). Antes do ouro, Mateus Nunes e Lucas Santos remaram a prova C1M1000m, em dupla, e ficaram com a prata. No individual, na prova C1M500m, Mateus Nunes conquistou a prata na competição internacional.

A recordista de medalhas nos Jogos Pan-Americanos Júnior foi Lorrane Souza. A atleta de Ubatã, além do lugar mais alto no pódio no individual, conquistou prata na prova C2F500m, em dupla com Maria do Livramento de Sousa Cunha, do Piauí. Elas fizeram um tempo de 2:26.99. As duas também ficaram com o bronze na prova C1F200m.

Além disso, na última prova do dia, após quase duas horas de atraso por conta do clima, Lorrane Santos e Lucas Santos entraram na água no C2 Misto 500m e garantiram a 6ª colocação, com o tempo de 2:30.49.

Maria Helena, Alexandra Suzart e Maria Bastos foram mortas a facadas
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Depois de uma semana de investigações, com diversos depoimentos, análise de horas de imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos da região da Praia dos Milionários, na zona sul de Ilhéus, a Polícia Civil já sabe que, pelo menos, três pessoas estão envolvidas nos homicídios das professoras Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, e Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41, mãe de Mariana Bastos da Silva, de 20.

O trabalho em campo dos investigadores da Polícia Civil levou a três pessoas suspeitas de envolvimento nos crimes que abalaram no sul da Bahia e vem tendo repercussão nacional. A próxima etapa é coletar provas para confirmar que essas pessoas estavam na cena do crime. Mas a quantidade de envolvidos no triplo homicídio pode ser maior. A polícia está trabalhando para localizar os acusados.

Existem suspeitas de que os criminosos estavam escondidos na área de vegetação e surpreenderam as três vítimas. A maior dificuldade é que o local onde ocorreram as mortes é “um ponto cego”, sem câmeras de segurança. Os criminosos sabiam disso. O local era usado por dependentes químicos. A polícia não confirma, mas não descarta o envolvimento de pessoas em condição de morador de rua.

VÍTIMAS FORAM MORTAS COM GOLPES DE FACA

As três mulheres encontradas mortas numa área de vegetação da Praia do Sul, próximo à AAABB, no Bairro São Francisco, no sábado passado (13). As duas professoras e filha de Maria Helena saíram para caminhar no final da tarde de sexta-feira (15). Elas moravam em condomínio na mesma região onde foram assassinadas a golpe de faca.

As vítimas haviam saído para caminhar por volta das 17h de sexta-feira (15), com um cachorrinho, que foi deixado amarrado, ao lado dos corpos das três, encontrados um ao lado do outro. O triplo homicídio é investigado por uma força-tarefa da Polícia Civil. A segurança foi reforçada na Praia dos Milionários, mas pouca gente tem aparecido nos estabelecimentos depois do crime bárbaro.

MULHERES DESAPARECIDAS SÃO ENCONTRADAS MORTAS NA ZONA SUL DE ILHÉUS

Marcos Japu, secretário de Turismo de Itacaré, com Marcelo Bacelar, da Setur-BA || Foto Divulgação
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O destino turístico Itacaré esteve presente no encontro Vai Turismo – Integração do Turismo Nacional, iniciativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), na última quarta-feira (20), no Espaço Mário Cravo, na Casa do Comércio, em Salvador.

Dirigido a convidados do trade turístico, imprensa e representantes do poder público, o evento itinerante apresentou as iniciativas do Sistema Comércio – CNC, Federações, Sesc e Senac – que contribuem para o desenvolvimento do turismo no Brasil.

Representando Itacaré, participaram o secretário municipal de Turismo, Marcos Japu, e o empresário Ernani Pettinati. “Foi uma oportunidade ímpar para nós, enquanto representantes do destino turístico Itacaré, momento de reencontrar parceiros e amigos, como o querido Zé Alves (ex-secretário de Turismo), além de um aprendizado maravilhoso”, destacou Marcos Japu, titular da Pasta do Turismo de Itacaré.

O encontro discutiu os avanços e a integração do turismo como vetor de desenvolvimento econômico e social, apresentando iniciativas do Sistema Comércio pelo fortalecimento do turismo nacional e estadual. Também promoveu alinhamento e articulação entre as instâncias de Governança do Estado da Bahia e diversos atores estratégicos da cadeia produtiva do setor.

A programação contou, ainda, com apresentações culturais, mostra gastronômica assinada pelo chef Uelcimar Cerqueira, do Senac, além de exposição sobre o programa nacional Vai Turismo, da CNC, que tem como propósito consolidar políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e promoção dos destinos brasileiros.

Foram apresentadas também as iniciativas do Sesc e Senac, as ações da Câmara Empresarial do Turismo da Fecomércio-BA (CET), além de espaços de diálogo com as secretarias estaduais e municipais de Turismo.

Sabrine com a pequena Marina || Foto Divulgação
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Depois de travar uma batalha pela vida da filha e fazer  promessa com pedido para que a bebê se recuperasse, uma mãe deixou o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), em Ilhéus, no sul da Bahia, fazendo o percurso, pelos corredores da unidade, de joelhos com a crianças nos braços. A jovem Sabrine Oliveira, de 32 anos, havia iniciado dias de orações, em julho, com pedidos para retornar para casa com o bebê saudável.

A história da família de Sabrine com o Materno-Infantil em Ilhéus começou em 18 de julho, quando a jovem chegou para dar à luz. Com um quadro delicado de diabetes gestacional, Sabrine viu, após o parto, a sua filha Marina ser, imediatamente, transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratar de uma anoxia — deficiência de oxigênio no cérebro, comum em diagnósticos como o dela.

Naturais de Piraí do Norte, município a cerca de 180 quilômetros de Ilhéus, Sabrine e o marido, Mateus, encontraram na equipe do hospital o apoio de que precisavam para seguir firmes e confiantes na cura e na alta hospitalar da filha. “Tive um atendimento maravilhoso, apoio de psicólogos, fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, equipe da assistência social. A todo momento iam lá no quarto saber como eu estava”, elogia.

A PROMESSA

A convivência com a sua realidade e a de outras mães inspirou-a a fazer uma promessa: caso saísse com a filha totalmente recuperada, faria todo o percurso da alta nos corredores do hospital de joelhos. Na última quarta-feira (20), emocionada, Sabrine pôde, finalmente, cumprir o prometido.

“Saímos bem, com ela viva, sem sequelas. Felizes e emocionados”, disse. Para Sabrine e Mateus, a terceira filha do casal é um milagre da vida.

Única maternidade 100% SUS do sul da Bahia, o Materno-Infantil é um equipamento do Estado gerido pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). Possui 105 leitos para obstetrícia, partos normal e de alto risco, além de pediatria clínica e UTIs pediátrica e neonatal. A unidade já ultrapassou a marca de 11 mil partos e é a única do estado habilitada pelo Ministério da Saúde para atendimento especializado aos Povos Indígenas.

Renata Ettinger lançará "]não cabe nas mãos[" no próximo dia 4, em Salvador
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A poeta e dizedora de versos Renata Ettinger lançará ]não cabe nas mãos[, seu quinto livro de poemas, no dia 4 de setembro. Após apresentar o título inédito na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) e na Flipelô, a autora itabunense se encontra com o público para o lançamento oficial, no Lar Café Bistrô, na Rua das Margaridas, Pituba, às 18h30min. O evento contará com sessão de autógrafos, leitura de poemas e apresentação musical de Nalini Vasconcelos e Pedro Gomes.

– O silêncio sempre foi matéria da minha poesia. E este livro é feito de silêncios e pulsares que não tem nome. Talvez seja isso que a poesia me pede — escrever o que não cabe, o que insiste em permanecer em desalinho, e nos devolve alguma forma de abrigo – conta Renata.

Publicado pela Mormaço Editorial – editora baiana independente dedicada à literatura brasileira contemporânea, ]não cabe nas mãos[ apresaenta narrativa sustentada pelo não dizer. Ao “acolher a ação que não” e “exercer o não verbo”, Renata conduz o leitor por uma escrita em que o silêncio, o silenciar e o silenciamento se estabelecem. A poeta percorre recônditos, não ditos, subterfúgios; e costura seus versos com os de outros poetas que iluminam e atravessam sua voz.

O livro tem edição de Maria Luiza Machado, poeta e fundadora da Mormaço Editorial, e orelha assinada pela escritora Maria Ávila. O projeto gráfico e a ilustração da capa são de Isabela Sancho. Já a produção editorial é de Marcus Cardoso e Juliana Cajives, que também assina a revisão da obra e o posfácio.

QUEM É RENATA ETTINGER

Renata Ettinger (1982) é baiana de Itabuna, e residente em Salvador. É poeta e dizedora de versos, publicitária e arteterapeuta. Já publicou os livros Habitadores (Patuá, 2023), A mesma vida é outra (2022), GRITO: silêncios ecoando em minha voz (2020), Oito Polegadas (2018) – este em parceria com mais três poetas, e Um eu in verso (2002), estes de forma independente.

É autora e voz do Trago Poemas, podcast e lista de transmissão, e do projeto de áudio-poemas Quarentena com Poema – QCP (2020). Também é uma das realizadoras do Sarau Preamar e do clube de leitura Onde se lê poesia, em que leva a poesia para além das páginas.