Mulher é resgatada da situação de escravidão em Itabuna || Foto MTE
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O trabalho de 10 horas a 15 horas por dia, de domingo a domingo, por mais de 50 anos, não rendeu dinheiro para uma moradora de Itabuna. Hoje, com 64 anos, a idosa não frequentou uma sala de aula nem teve a carteira assinada pelos “patrões”. Como não teve o nome divulgado, vamos chamá-la de Maria das Dores.

Dona Maria das Dores chegou a casa de uma família de Itabuna ainda criança. Virou adolescente e adulta ajudando a tomar conta de crianças e cuidando da casa dos outros. Nunca teve direito a própria família ou, ao menos, contato com familiares. Uma poupança para quando a idade chegasse ficou somente nos sonhos.

Dona Maria das Dores foi “transferida” de uma geração para a outra, como propriedade da família. Ela era proibida de sair de casa, sofria maus-tratos e precisava ficar à disposição para trabalhar durante todo o dia, conforme informou nesta segunda-feira (25) o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Os fiscais do Ministério do Trabalho descobriram que os exploradores não se conformaram somente em escravizar dona Marias das Dores. Os “patrões” conseguiram benefícios para a idosa junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas ficavam com todo o dinheiro como se fosse deles.

A chance de sair da situação à análoga à escravidão só apareceu depois de mais de 5 décadas de trabalho pesado. A idoso foi resgatada sem nenhum dente e sem acesso a atendimentos de saúde. A família que explorou a vítima deve responder a processo na Justiça do Trabalho para arcar com os direitos da idosa, além de ser acionada para devolver todo dinheiro roubado.

Os nomes dos acusados pela exploração da idosa não foram divulgados. Por isso, o PIMENTA não ouviu a versão deles sobre os crimes.

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