A ilheense Juliana Amanayara Tupinambá recebeu, do Ministério dos Povos Indígenas, a missão de dirigir o Museu Nacional dos Povos Indígenas (MNPI), órgão científico e cultural da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), localizado no Rio de Janeiro. A ministra Sônia Guajajara publicou a nomeação da ilheense na edição desta quinta-feira (2) do Diário Oficial da União.
Filha da Aldeia Mãe, da Terra Indígena Tupinambá de Olivença, Juliana é geógrafa, pedagoga, pós-graduada em Educação Indígena, mestre e doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB).
O Conselho Indígena Tupinambá de Olivença (Cito) comemorou a chegada da educadora ao comando do Museu, que é responsável pela política de preservação e divulgação do patrimônio cultural dos povos indígenas no Brasil:
“Juliana estará à frente do MNPI ao lado do nosso Ancião, o Manto Sagrado Tupinambá, sagrado material e imaterial do nosso povo, que hoje repousa no Museu Nacional do Rio de Janeiro. Estar junto ao Manto é estar junto da memória, da espiritualidade e da força ancestral que guia nossa luta pela demarcação de nosso território”, afirmou o Cito, em nota.
Para o Conselho, a chegada de Juliana ao Museu Nacional dos Povos Indígenas não é apenas uma conquista individual, mas um marco coletivo. “[Significa] a presença Tupinambá nos espaços de memória, ciência e cultura, reafirmando que nossas histórias, saberes e patrimônios devem ser preservados e narrados em nossa própria voz”.
“Parabenizamos Juliana Amanayara e celebramos, com orgulho, essa conquista que fortalece a caminhada do nosso povo”, concluiu o órgão colegiado, que reúne lideranças de 16 aldeias do povo tupinambá de Olivença.

















