Sambaituba é um dos três distritos ilheenses agora atendidos por serviço postal || Foto PIMENTA
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Do PIMENTA

Morador de Sambaituba, zona rural de Ilhéus, Augusto Jesus de Oliveira, de 26 anos, costumava usar endereço de um primo que reside na cidade para receber correspondências e produtos comprados pela internet. Com a recente chegada dos Correios à sede do distrito, passou a ter a opção de endereçar as entregas à própria casa. Mudança tornou rotina mais prática e econômica, constatou.

O distrito, segundo o jovem, foi incluído no “GPS” da empresa pública, cuja origem remete à criação do serviço postal do Brasil colônia, no século 17. “Muito bom os Correios chegarem aqui. Sambaituba tem vida. Antes, a gente precisava colocar CEP da cidade para receber um cartão, uma mercadoria. Sambaituba existe!”.

Augusto Jesus celebra inclusão de Sambaituba no “GPS” dos Correios || Foto PIMENTA

A seis quilômetros de Sambaituba, na sede de Aritaguá, Lucas Souza Barbosa, 30, atendeu o chamado do carteiro Carlos Roberto, que levava a primeira correspondência enviada àquele endereço, no último de 30, quando o PIMENTA acompanhou as entregas dos Correios nos dois distritos. “[O serviço] demorou, mas chegou. Facilita muito o dia a dia”, observou Lucas.

O carteiro Carlos Roberto entrega primeira correspondência enviada à casa de Lucas Souza, em Aritaguá || Foto PIMENTA

QUE RUA É ESSA?

O presidente da Associação de Moradores e Amigos de Sambaituba, Jardel Andrade Menezes, 35, também aprovou a novidade. “É um serviço fundamental e um direito que a comunidade não tinha”. No entanto, constatou que a maioria dos imóveis do distrito não tem numeração e as ruas não são identificadas, dois obstáculos para os carteiros.

Identificar os logradouros é obrigação da Prefeitura. Procurada para informar quando pretende instalar as placas de identificação de ruas na zona rural, a gestão não respondeu até o fechamento desta reportagem.

Ilhéus tem 11 distritos, incluindo a sede. Olivença já contava com os Correios, que, além de Sambaituba e Aritaguá, passaram a atender os moradores de Coutos. Nos três últimos, as entregas são feitas semanalmente, às quintas-feiras.

Questionada sobre o planejamento para a expansão do serviço na zona rural ilheense, a estatal não deu previsão. “No momento, a empresa está atendendo esses locais”, respondeu, em nota.

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A terceira vítima da tragédia no Rio de Contas, em Itacaré, no sábado (1º), não resistiu depois de ser internada em estado grave em um leito de Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Geral Prado Valadares (HGPV), em Jequié, no sudoeste da Bahia. Lucca dos Santos Andrade, de seis anos, faleceu na noite desta sexta-feira (7).

O corpo de Lucca está sendo velado no Câmara de Vereadores de Itacaré e o sepultamento está previsto para as 17h, no cemitério do município do sul da Bahia. A mãe de Lucca, a estudante universitária Thais Bomfim Andrade tinha esperança de um milagre porque a criança foi retirada das águas do Rio de Contas em estado gravíssimo. De acordo com amigos, a jovem segue sem acreditar na tragédia que atingiu a família.

Além do pequeno Lucca, foram vítimas de afogamento no Rio de Contas, no final da semana passada, o empresário Antônio Silva Lemos, conhecido como Léo Motos, de 56 anos, e o comerciário Carlos Pereira da Silva Neto, 30. Eles entraram na água para resgatar a criança, mas não conseguiram vencer a correnteza do rio. Os corpos de Antônio Silva e Carlos Pereira foram resgatados em diferentes trechos do Rio de Contas, no domingo (2).

NOTA DE PESAR

A Prefeitura de Itacaré, que já havia lamentado as mortes dos dois homens, emitiu nota manifestando profundo pesar pelo falecimento do menino Lucca dos Santos Andrade. Lembra que a criança foi vítima de um afogamento no último sábado, no Rio de Contas, em uma comunidade beirinha do município. “Desde então, permaneceu internado em estado grave, resistindo bravamente até o diagnóstico de morte encefálica, confirmado na noite de hoje”, diz a nota.

A nota da Prefeitura de Itacaré destaca ainda a corrente de orações que uniu a população do município e se solidariza com os familiares da criança. “Neste momento de imensa tristeza, a Prefeitura Itacaré se solidariza com a mãe, Thais Bomfim Andrade, estudante de Direito e colaboradora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Ejusc) do município, bem como com todos os familiares e amigos, que viveram dias de angústia e esperança ao lado do pequeno guerreiro…”

ITACARÉ REGISTRA TRÊS MORTES POR AFOGAMENTO EM MENOS DE 24 HORAS

Acesse a lista de professores indígenas convocados || Foto Amanda Chung/GovBA
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A Secretaria da Educação da Bahia fez a quarta convocação do Processo Seletivo Simplificado para a função de professor indígena. Desta vez, foram convocados mais 41 candidatos selecionados pelo Edital SEC/Sudepe nº 03/2025, destinado à contratação temporária sob o Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), em caráter emergencial. Acesse a lista de convocado a partir da página 16 da edição desta sexta-feira (7) do Diário Oficial do Estado.

Com esta convocação, já são 311 educadores indígenas convocados através deste edital. A homologação do resultado final da seleção pública se deu no último 12 de junho e foi publicada no Portal da Educação. Os candidatos, convocados por ordem de classificação, deverão entregar os documentos digitalizados até 18 de novembro, através do correio eletrônico ingressocpm.sec@enova.educacao.ba.gov.br, para análise preliminar da Coordenação de Provimento e Movimentação da SEC.

Os candidatos aprovados para o interior do estado deverão comparecer nas sedes dos Núcleos Territoriais de Educação (NTE), munidos da documentação em original e fotocópia listada no item 1 deste edital e já remetida ao endereço eletrônico mencionado, também até o dia 18 deste mês, no horário das 8h30min às 11h30min e das 14h às 17h. O candidato que não atender a presente convocação, na forma e no prazo determinados, seja qual for o motivo alegado, perderá o direito ao ingresso na referida função temporária.

Entre os documentos solicitados estão o diploma registrado do curso de Licenciatura Plena, expedido por Instituição de Ensino Superior em situação regular no cadastro do Ministério da Educação (MEC), para ingresso na Classe 1, nível A; o diploma registrado do curso de Licenciatura Plena Intercultural em Educação Indígena, expedido por instituição de Ensino Superior em situação regular no cadastro do MEC, para ingresso na Classe 2, nível A; e titulação de nível médio com formação em Magistério Indígena ou formação em nível médio na modalidade normal ou equivalente para ingresso na Classe A, nível 1.

Estão também na lista de documentos exigidos títulos obtidos no exterior revalidados no Brasil, se for o caso; carteira de identidade; CPF; certidão de nascimento ou de casamento, se for o caso; número de conta corrente do Banco do Brasil; título de eleitor e ato de exoneração ou do requerimento no ato da posse para o candidato que ocupe cargo, emprego ou função pública inacumulável, entre outros.

Os aprovados para as Escolas Indígenas deverão apresentar documentos específicos, como a autodeclaração de sua identidade étnica indígena e declaração de reconhecimento dessa identidade por parte do grupo de origem, expedida por líderes da comunidade (caciques e conselheiros da aldeia) onde funciona a unidade escolar na qual deverá exercer as suas atividades.

Rede Bahia demite jornalista Adriana Oliveira || Foto Redes Sociais
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A jornalista Adriana Oliveira não faz mais parte do quadro de funcionários da Rede Bahia. A profissional, que estava na emissora há mais de 25 anos, foi informada sobre a sua demissão nesta sexta-feira (7), quando a empresa emitiu um comunicado em suas redes sociais. O texto foi assinado pela diretora de jornalismo Ana Raquel Copetti.

Em mais de duas décadas na TV Bahia, Adriana Oliveira foi repórter de campo no Bahia Meio Dia e Jornal da Manhã. Por meio da nota, a emissora elogiou o trabalho da profissional. “Sua atuação sempre foi marcada pela apuração rigorosa, sensibilidade editorial e compromisso com as informações de qualidade, deixando um legado que continuará inspirando nosso time”.

Na noite desta sexta-feira a jornalista publicou texto nas redes sociais para comentar a sobre os desafios de contar histórias na TV. Ela começa afirmando “que foram 25 anos e 6 meses na Rede Bahia, mais da metade dos meus 51 anos de vida. Mais da metade de mim”.

AGRADECIMENTO AO PÚBLICO

Adriana Oliveira fala dos desafios de conviver com diferentes sensações. “Histórias de alegria, de dor, de angústia, de esperança. Histórias que confiei ao olhar da câmera, mas que, antes, confiei ao coração.
A cada pessoa que me abriu a porta, o sorriso ou a ferida, eu deixo aqui minha gratidão mais profunda”, diz.

Destaca a oportunidade que teve de aprender. “Aprender que o tempo corre diferente na rua, que o sol e a chuva são companheiros de jornada, que por trás de cada notícia existe alguém, e às vezes, esse alguém somos nós”.

A repórter desabafa que a carreira não é glamurosa, como as pessoas imaginam. “A rotina nunca teve o glamour que muitos imaginam quando veem a gente na telinha”. Ela destaca que o jornalismo e ela mudaram ao longo dos anos. “Mas, até o último dia, dei o meu melhor”.

E destaca que são 30 anos de rua, de microfone, de gente. “Me despeço dos factuais, da violência, do carnaval com um alívio profundo e um coração cheio de memórias”. Ela cita Carlos Drummond de Andrade e diz que a despedida de hoje não é um ponto final.

De acordo com Adriana Oliveira, o tempo ajuda compreender esse final de ciclo, mas não faz nenhum agradecimento à empresa. “Hoje, sei com a serenidade que só o tempo traz, (terapia também) que meu ciclo no jornalismo de TV se encerrou. Amei o que fiz. Fui inteira, corpo e alma. Mas continuar seria me violentar. E há um amor que também sabe parar, com respeito e verdade”.