Indígenas venezuelanos decidem deixar Itabuna || Foto PMI
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A Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) de Itabuna informou ter atendido a um pedido de indígenas venezuelanos que quiseram deixar o município do sul da Bahia. Os caciques Amario Mata, Daniel Rattia, Renes Rattia, Juancito Cardia, Rattia, Angelio Rattia e Santuario Rattia decidiram, na quarta-feira (12), que o grupo deveria migrar para Montes Claros (MG) e se juntar a outros parentes, que também deixaram Vitória da Conquista rumo ao município mineiro.

Os indígenas, que estavam desde junho na casa abrigo no bairro de Fátima, o Pop Acolhimento, solicitaram à Prefeitura a cessão de um ônibus para que o grupo, composto por sete famílias, num total de 41 pessoas, sendo sete homens, sete mulheres e 27 crianças, fizesse a viagem para o estado de Minas Gerais. Além disso, pediram mantimentos e fraldas para a jornada à cidade mineira. Eles deixaram Itabuna rumo a Montes Claros por volta das 15h da quinta-feira (13).

Este foi o terceiro grupo de indígenas venezuelanos que chegaram a Itabuna, onde, segundo o município, receberam acolhimento e assistência à saúde e à educação. Com o apoio do Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público da Bahia (MP-BA) e Delegacia da Polícia Federal, em Ilhéus, eles tiveram o desarquivamento dos processos de refúgio no Brasil no Sisconare, inclusive com a expedição da Carteira de Registro Nacional Migratório, visando à legalidade do documento para a continuidade do acesso às políticas públicas e garantia de documentação.

Para o grupo deixar Itabuna, os caciques assinaram Termo de Declaração junto à equipe técnica do POP Acolhimento do Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) confirmando o desligamento voluntário e por demanda espontânea. Todos do grupo Warao possuem documentação em mãos e recebiam benefícios de transferência de renda ou Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou Bolsa Família, cujos recursos eram empregados no plano de acolhimento sob acompanhamento do Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS).

Maria Helena, Alexsandra e Mariana foram mortas a facadas || Fotomontagem PIMENTA
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A Polícia Civil pediu, pela segunda vez, a prorrogação do tempo para a conclusão da investigação dos assassinatos da estudante Mariana Bastos da Silva, de 20 anos, e das professoras Alexsandra Oliveira Suzart, 45 anos, e Maria Helena do Nascimento Bastos, 41. Desta vez, a polícia solicitou mais 30 dias para conclusão do inquérito. As mulheres foram mortas a facada na Praia dos Milionários, na Zona Sul de Ilhéus.

Esta é a segunda vez que a Polícia Civil pede a prorrogação do prazo para a conclusão do inquérito. Em setembro, foi solicitada a prorrogação do prazo de entrega do inquérito do crime por 60 dias e a justiça concedeu. Mas, conforme a polícia, ainda hoje são aguardados resultados de perícia para melhor esclarecer o triplo homicídio.

As vítimas saíram de casa, no bairro São Francisco, na mesma região do crime, para caminhar, no final da tarde do dia 15, uma sexta-feira. Os corpos das três foram encontrados no dia seguinte, em um matagal, próximo à Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), por amigos da família, que acionaram à polícia. Um cachorrinho de uma das vítimas foi deixado amarrado, ao lado dos corpos.

No decorrer das investigações, um homem em condição de morador de rua foi preso por outro crime e teria confessado o triplo homicídio. Thierry Lima da Silva contou que, numa tentativa de assalto, matou as três mulheres. Mas faltam provas técnicas consistentes que confirmem o homem na cena do crime. Além disso, a polícia não descarta a participação de outras pessoas no triplo homicídio. Thierry Lima está detido no Conjunto Penal de Itabuna.

MULHERES DESAPARECIDAS SÃO ENCONTRADAS MORTAS NA ZONA SUL DE ILHÉUS