O ex-prefeito de Itacaré Antônio Damasceno, Tonho de Anízio (PT), negou que tenha ocorrido lavagem de dinheiro durante sua gestão (2018–2024), alvo da Operação Gênesis, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União nesta terça-feira (25). Segundo o ex-gestor, as suspeitas serão esclarecidas judicialmente. “O que é dito é que houve lavagem de dinheiro. Isso não é verdade. E nós vamos provar isso lá na Justiça”, afirmou, nesta quarta-feira (26), em vídeo divulgado nas redes sociais.
Tonho declarou que esperava ser notificado para prestar esclarecimentos de forma prévia, mas disse que respeita os procedimentos dos investigadores. “Se houve alguma dúvida ou suspeita, a gente fosse notificado para apresentar esclarecimento. Mas, como a Polícia Federal tem o método dela de trabalhar, a gente respeita”, declarou, acrescentando que possui documentos para comprovar a legalidade dos gastos. “Nós temos todas as provas.”
Acrescentou que sua administração adotou modelo diferente de execução de obras públicas. Isto, na avaliação dele, pode ter motivado questionamentos. “O que Itacaré fez foi inovação”, argumentou. Conforme o ex-prefeito, em vez de contratar várias empresas, o município utilizou mão de obra local e própria. “A maioria das obras foi feita com mão de obra própria. A Prefeitura só comprava o material”.
Entre os exemplos citados, o ex-prefeito mencionou a creche do bairro da Passagem, que, segundo ele, foi entregue com 70% da obra provida pela equipe municipal. “Pedreiros, carpinteiros e ajudantes, todo mundo do bairro da Passagem”, afirmou. Também citou reformas e ampliações de escolas, incluindo o Conjunto São Pedro e unidades rurais.
Tonho listou ainda investimentos na saúde, como construções de postos médicos no Banco da Várzea, Água Friae Rua de Palha, além de uma unidade deixada 90% pronta. Destacou também a construção do estádio municipal e a pavimentação de ruas em diversas localidades. “Praticamente não ficou ponte de madeira na nossa gestão. Nós fizemos tudo de cimento armado”.
Ao justificar o volume de compras, o ex-prefeito declarou que elas corresponderam ao ritmo das obras executadas. “Foi uma aquisição grande de material para atender essa demanda. E nós fizemos assim porque o custo saiu muito menor”. Concluiu reafirmando confiança no esclarecimento dos fatos. ‘Nós vamos provar que não houve lavagem de dinheiro.”
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Uma resposta
Teve lojas de materiais de construções em Itacaré que deu muita sorte, cresceram muito em pouco tempo….