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Homens de hoje, muitas vezes, querem ao lado uma mulher com comportamento semelhante à bisavó deles.
Celina Santos
Chegamos à reta final do primeiro quarto do século 21 com um cenário de conflito entre os gêneros.
Ainda vemos discussões que evocam termos dos antigos contos de fadas. Bem fofo, hein?
Chovem trocas de acusações de que candidatos, pretendentes e afins vestem a capa do “príncipe”.
Nesta era da velocidade, porém, não se tem paciência pra sustentar tal face. Então, a pele de “sapo” logo ganha forma.
A queda-de-braço vem em tentativas de dominação, ciúme/posse e só cresce o número de conflitos que terminam em feminicídios.
Até este início de dezembro de 2025, já foram registradas 1.075 mulheres assassinadas. O número de tentativas ultrapassa dois mil.
A maioria desses crimes retrata uma trágica realidade: o ex, simplesmente, não aceita ser ex-cluído.
É como se o homem da atualidade não aceitasse a mulher no cenário pós-moderno.
Como assim? Ela quer olhar o espelho e escolher com qual roupa quer sair de casa???
Quer bancar a independente e pagar as próprias contas? Escolher a balada do final de semana?
“Na-nani-na-não!”, esbravejam os parceiros. Aliás, os candidatos a maridos que matam para não reconhecer na mulher o direito de ir, vir e só permanecer enquanto estiver feliz.
Homens de hoje, muitas vezes, querem ao lado uma mulher com comportamento semelhante à bisavó deles.
É como se o macho-alfa não se sentisse tão alfa assim se a sua parceira (esposa, namorada, ficante, peguete ou qualquer outra denominação que o valha) tivesse a audácia de exigir uma tal liberdade. Que medo…
Celina Santos é redatora-chefe do jornal Diário Bahia; formada em Comunicação Social/Rádio e TV (Uesc); em Jornalismo (FTC) e pós-graduada em Jornalismo e Mídia (FacSul/Anhanguera).



















