Protetor solar é o indicado, principalmente com longa exposição ao sol || Pixabay/Peggy Marco
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A chegada do verão e o Dezembro Laranja tornam ainda mais forte o alerta para que as pessoas evitem exposição ao sol por tempo prolongado e – principalmente – sem proteção. De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de pele continua sendo o tipo mais frequente no Brasil e representa cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o Ministério da Saúde.

Médicos dermatologistas reforçam que a combinação de radiação solar intensa, hábitos inadequados de exposição ao sol e baixa adesão ao protetor ainda impulsionam o crescimento da doença. O câncer de pele atinge mais de 220 mil brasileiros a cada ano, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Especialistas observam aumento tanto dos carcinomas basocelular e espinocelular, formas mais comuns e geralmente menos agressivas, quanto do melanoma, tipo mais grave e potencialmente letal.

Para a dermatologista Marilu Tiúba, do Hospital Mater Dei Salvador (HMDS), reconhecer cedo as alterações na pele é fundamental. “Manchas que mudam de cor ou tamanho, feridas que não cicatrizam e pintas irregulares precisam ser avaliadas rapidamente. O tempo é um fator decisivo para obter altas taxas de cura”, explicou a especialista.

FATORES DE RISCO

A predominância de dias ensolarados na Bahia e a cultura das atividades ao ar livre elevam a exposição acumulada aos raios ultravioleta, principal fator associado ao surgimento de tumores cutâneos. Pessoas de pele clara, histórico familiar da doença, imunossuprimidos e indivíduos com muitas pintas merecem atenção redobrada.

Peles negras, apesar da proteção natural por possuir mais melanina, também não dispensam o uso de protetor solar. Elas recebem radiação UVB e UVA da mesma forma que peles de fototipos mais claros, e o câncer de pele também acontece nesse perfil de pacientes. “É um erro achar que a pele negra é imune ao câncer. A doença pode surgir e, muitas vezes, é diagnosticada tardiamente”, reforça Marilu Tiúba.

PREVENÇÃO

Protetor solar diário, reaplicação ao longo do dia, roupas com fator de proteção e evitar o sol entre 10h e 16h continuam sendo medidas essenciais. O autoexame regular é recomendado e qualquer alteração deve motivar consulta com especialista. A Sociedade Brasileira de Dermatologia estima que até 90% dos casos de câncer de pele poderiam ser evitados com fotoproteção adequada.

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