A Polícia Militar prendeu o empresário Sérgio Nahas em Praia do Forte, destino turístico do município de Mata de São João, no litoral norte da Bahia, a 80 quilômetros de Salvador. Condenado pelo assassinato da esposa, a estilista Fernanda Orfali, de 28 anos, ocorrido em 2002, ele era considerado foragido desde 25 de junho passado, após o trânsito em julgado da sentença a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado.
Desde então, a foto e o nome do condenado apareciam na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), mecanismo usado para localizar foragidos. O sistema de reconhecimento facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia ajudou na localização de Nahas, que foi capturado no sábado (17), em um condomínio de luxo.
De acordo com a Polícia Militar, os agentes apreenderam com o empresário 13 pinos de cocaína, três celulares, cartões de crédito, medicamentos de uso contínuo e um carro modelo Audi.
O CRIME
O crime ocorreu em maio de 2002, no apartamento do casal, em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo. Segundo o Ministério Público daquele estado, Nahas matou a esposa após se sentir ameaçado ao ser confrontado por traições e pelo uso de drogas. Acatada pela Justiça, a acusação sustentou que ele temia a divisão de bens em caso de separação.
Ainda conforme a denúncia, Fernanda tentou se proteger ao se trancar em um closet, mas Nahas arrombou a porta e efetuou dois disparos. Laudo da Polícia Técnico-Científica apontou que o primeiro tiro atingiu a vítima. O segundo saiu pela janela. A perícia não encontrou resíduos de pólvora nas mãos de Fernanda.
A ausência do material contrariou a alegação de que a mulher teria atentado contra a própria vida, conforme alegado pela defesa do empresário com o argumento de que a pistola apreendida no local do crime não deixa vestígios de pólvora nas mãos de quem a utiliza.
Após o crime, Nahas chegou a ser preso por porte ilegal da arma, mas deixou a prisão após 37 dias, por decisão da Justiça. Em 2018, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) o condenou a sete anos de prisão em regime semiaberto. A defesa recorreu, o processo chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, a pedido do Ministério Público, a pena foi aumentada. Com G1.


















