Sob forte comoção, foi sepultado, na tarde desta sexta-feira (30), no cemitério de Floresta Azul, no sul da Bahia, o corpo da enfermeira neonatologista Silma Freitas Dias Silva, Sil, de 51 anos. Ela faleceu na quinta-feira (29), no Hospital Mater Dei Salvador, onde estava internada desde o ano passado para tratamento de saúde.
Profissional da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna desde agosto de 2007, Sil atuou por 19 anos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI Neonatal) do Hospital Manoel Novaes e foi coordenadora de Enfermagem do Serviço de Neonatologia entre os anos de 2009 e 2011. Sempre preocupada em aliar técnica com atendimento humanizado, ela estava sempre disposta compartilhar seus conhecimentos com os colegas.
Amigos e colegas reconhecem o profissionalismo de Sil. “Silma me ensinou que o silêncio também acolhe. Obrigada, Silma! Obrigada por ter sido quem você foi, você viverá para sempre no meu coração, quando eu ouvi sobre ética, respeito, perfeição, compromisso, dedicação. certeza que seu nome ecoará aos quatro cantos… Queria ter tido mais tempo com você, mas foi suficiente para saber e sentir a pessoa grandiosa que você era!”, escreveu a enfermeira Maria Luísa Dantas.
MÉDICA PACIENTE
A médica oncohematologista pediátrica Regiana Quinto de Souza lembrou que Sil foi a pessoa que a acolheu na UTI Neonatal quando teve a filha no Manoel Novaes. “Mesmo sendo eu pediatra, ela veio com aquele carinho e profissionalismo que eram sua característica. Colocou minha filha no meu seio para a primeira amamentação, me deu apoio. Quantas mães no HMN foram agraciadas pelo seu cuidado! Agora na eternidade seu sorriso meigo ilumina o céu”, disse.
A médica pediatra Fabiane Chávez, diretora técnica do Hospital Manoel Novaes, destacou que a profissional era uma doçura. “Silma não aumentava o tom de voz nunca. Ensinava com carinho e muito amor. Da mesma forma que acolhia a todos. Colocava gelo em minha coluna todas às vezes que eu chegava com a coluna doendo”, recorda-se.
Já Beatriz Marques agradeceu pelos ensinamentos. “Obrigada, Sil, por ter me ensinado tanto e nunca ter desistido de mim!. Espero um dia honrar com sua memória e conseguir ser pelo menos 1% tão de boa enfermeira quanto você era. Descanse em paz Silsil, da sua eterna estagiária”.
Por meio de nota, a Santa Casa de Itabuna destacou que Sil era uma profissional comprometida com a ética, além de ser uma profissional de excelência na prática da enfermagem e que tratava seus pacientes e sua equipe com o respeito e muita dedicação. Diz ainda: “sempre prestativa e com entendimento de que empatia, bondade, caridade, sensibilidade e domínio sobre os processos nunca poderiam faltar fizeram de Sil um ser humano e uma profissional admirável e apaixonante…”
Certificada pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) como Enfermeira Neonatologista, Sil também atuava como enfermeira na unidade básica de saúde do bairro Califórnia, segundo Sindicato dos Servidores e Servidoras Municipais de Itabuna (Sindserv), que também divulgou nota lamentando a morte da profissional. A enfermeira deixa o esposo Renilton Francisco da Silva, outros familiares e uma legião de amigos.


















