O Conjunto Penal de Itabuna registrou 71 internos aprovados para o ensino superior em 2026. Do total, 62 reeducandos conquistaram vagas na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), enquanto outros nove obtiveram bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni), que facilita o acesso a instituições privadas.
Na UFSB, os aprovados irão cursar graduações em áreas como engenharias Ambiental e Florestal, Produção Cultural, Letras e cursos interdisciplinares. Já os bolsistas do Prouni ingressarão em cursos de gestão financeira, recursos humanos e negócios imobiliários na Unopar, na modalidade de ensino a distância.
O resultado amplia o histórico recente da unidade. Em 2024, 74 internos foram aprovados pelo Sisu, sendo 72 na UFSB e dois na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Na ocasião, 66% dos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) conseguiram vagas no ensino superior.
Segundo a direção do Conjunto Penal, o desempenho é resultado de um trabalho pedagógico contínuo desenvolvido dentro da unidade e integrado ao Programa de Ressocialização (Prores), executado pela empresa cogestora Socializa. O programa reúne ações voltadas à educação, saúde, assistência social e apoio jurídico aos internos e familiares.
A unidade conta com 10 salas de aula e mantém duas escolas anexas — Lourival Oliveira, da rede municipal, e Adonias Filho, da rede estadual — que atendem aos reeducandos. Atualmente, cerca de 450 internos estão matriculados no ensino formal e aproximadamente 600 participam de oficinas de leitura. Outros 12 estudantes já cursam graduação dentro do presídio.
Entre as iniciativas educacionais, destaca-se o programa de remição de pena pela leitura, que permite a redução do tempo de condenação mediante a produção de relatórios sobre obras literárias. Parte dos aprovados concluiu o ensino médio dentro da unidade com apoio desse projeto.
TRABALHO CONJUNTO
O diretor do Conjunto Penal de Itabuna, José Fabiano Barbosa Carvalho, atribui os resultados à atuação conjunta entre estado, Socializa, profissionais da educação, secretarias estadual e municipal de Educação e órgãos do sistema de Justiça. Para ele, o acesso ao ensino contribui para que os reeducandos projetem novas perspectivas de vida após o cumprimento da pena.


















