Velha-guarda do Afoxé Filhos de Ogum || Foto Larissa Paixão
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O Afoxé Filhos de Ogum desfilou na tarde deste domingo (15), em Ilhéus, dando continuidade à trajetória de resistência cultural e valorização das tradições afro-brasileiras. O cortejo saiu do Alto do Coqueiro, no Malhado, e seguiu até a Avenida Soares Lopes, no Centro, formado por cerca de 200 integrantes da velha-guarda, jovens e simpatizantes da manifestação criada há quase três décadas.

Porta-estandarte do Afoxé Filhos de Ogum || Foto Larissa Paixão

Sob a liderança de Mãe Gessy, o grupo levou para as ruas o som dos atabaques e cânticos dedicados a Ogum, orixá associado à força e à luta. A passagem do afoxé transformou a avenida em espaço de celebração da ancestralidade, da fé e da identidade dos Povos Tradicionais de Terreiro, em meio ao Carnaval de Ilhéus.

Guia da Ala dos Caboclos do Afoxé Filhos de Ogum || Foto Larissa Paixão

Reconhecido como patrimônio cultural imaterial da Bahia, o Afoxé Filhos de Ogum vai além da folia carnavalesca. A agremiação atua como movimento de afirmação histórica, preservando rituais, saberes e valores herdados das matrizes africanas, em um contexto marcado por desafios como a intolerância religiosa e o apagamento cultural.

Puxador do Afoxé durante desfile na Soares Lopes || Foto Larissa Paixão

Para a jornalista Larissa Paixão, que cobriu o bloco, a participação da velha-guarda no desfile simbolizou a continuidade dessa tradição ao longo de mais de 27 anos de atuação. A presença de diferentes gerações no cortejo reforçou o papel do afoxé como espaço de transmissão de conhecimentos e como patrimônio vivo da cultura afro-baiana em Ilhéus.

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