Vizinhança associa cheiro forte e recorrente de gás a uma fábrica localizada no São Roque
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Moradores da Rua da Independência, no São Roque, em Itabuna, relatam episódios recorrentes em que a localidade é tomada por um forte cheiro de gás, que, segundo eles, seria emitido por uma fábrica de gelo.

Vizinhos da indústria associam o gás a eventos de ardência nos olhos e irritação no nariz. Também questionam a regularidade da presença de estabelecimento dessa natureza em área residencial.

O PIMENTA levou a reclamação dos moradores às secretarias municipais de Segurança e Ordem Pública e de Indústria, Comércio, Emprego e Renda, além da Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde de Itabuna. Ao site, os três órgãos informaram que vão adotar providências para verificar as condições de funcionamento da fábrica.

Também procurado, o Corpo de Bombeiros informou que não recebeu nenhum tipo de questionamento sobre a situação da indústria. Já a Defesa Civil de Itabuna esclareceu que não é encarregada da fiscalização de suspeitas de vazamento de gás.

O site não conseguiu localizar a pessoa responsável pela fábrica. Caso ela se manifeste, as informações serão acrescentadas a esta publicação.

Prefeito Augusto Castro enviará texto de reforma à Câmara || Foto PMI
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O prefeito Augusto Castro (PSD) vai enviar à Câmara de Vereadores um projeto de lei que reorganiza toda a estrutura administrativa da Prefeitura de Itabuna, com criação de novas secretarias, redefinição de cargos e mudanças nas regras de gestão e controle da administração municipal. A proposta revoga a lei vigente desde 2020 e amplia a máquina pública, com foco em políticas para mulheres, articulação política e desenvolvimento econômico, além de ajustes na área social, jurídica e de fiscalização.

O projeto de lei estabelece novas normas para a Administração Pública direta e indireta, redefine órgãos e entidades e disciplina cargos em comissão e funções de direção, chefia e assessoramento. A proposta também altera regras de ordenação de despesas e revoga integralmente a Lei Municipal nº 2.525, de 2020, que criou a estrutura administrativa atual.

Entre as principais mudanças, a criação da Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, voltada ao enfrentamento da violência de gênero, promoção da autonomia econômica feminina e garantia de direitos. O texto também institui a Secretaria Municipal de Relações Institucionais, vinculada ao Gabinete do Prefeito, desmembrando-a da Comunicação, com a função de articular ações com o Legislativo, outros entes federativos e instituições públicas e privadas.

A proposta cria ainda a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, com atribuições voltadas ao fomento da atividade produtiva, geração de emprego e renda, turismo, qualificação profissional e defesa do consumidor, por meio da atuação do Procon municipal.

Na área de controle e governança, o projeto integra as funções de ouvidoria e corregedoria à Controladoria-Geral do Município, com o objetivo de fortalecer mecanismos de transparência e integridade. A reestruturação também prevê núcleos jurídicos setoriais nas principais secretarias, sob coordenação da Procuradoria-Geral do Município, para agilizar processos administrativos.

O texto reforça as Secretarias de Educação e de Promoção Social e Combate à Pobreza, além de incorporar o Núcleo de Assistência Judiciária Gratuita à área social. Também cria um Departamento de Inovação Tecnológica e amplia o papel da Secretaria Municipal de Segurança e Ordem Pública, que passa a coordenar ações fiscalizatórias e o exercício do poder de polícia administrativa.

Protesto de cacauicultores, na quarta-feira (18), em Ibirapitanga || Foto Redes Sociais
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Do PIMENTA

Na tarde de 17 de dezembro de 2024, uma terça-feira, a arroba de cacau bateu R$ 1.029,00 na praça de Ilhéus. Foi o preço nominal mais alto da história do produto. Nesta sexta-feira (20), os mesmos 15 quilos de amêndoas do fruto de ouro valiam R$ 155. Desvalorização de 84,94% em um ano e dois meses.

Nesse intervalo, o mercado saiu de um choque de oferta – provocado pela redução da produção em países como Gana e Costa do Marfim – para a conjuntura atual, de diminuição da demanda associada ao alto nível de estoques reabastecidos pela retomada de produtividade da lavoura na África.

Além dos fatores que depreciam a commodity no mercado internacional, produtores brasileiros acusam as grandes empresas compradoras de cacau de atuarem, de forma coordenada, para reduzir ainda mais o preço do produto no país. Segundo eles, haveria uma cartelização para, artificialmente, diminuir a cotação do cacau no Brasil em relação à bolsa de valores de Nova Iorque, impondo deságio ao preço da mercadoria nacional.

A cotação no mercado futuro de Nova Iorque fechou a sexta-feira (20) a 3.174 dólares por tonelada, algo próximo de R$ 16.570. Por esse valor, o quilo do cacau seria cotado a R$ 16,57 e a arroba, R$ 248. Sem considerar as mediações implicadas na conversão desses valores, o preço em Ilhéus (R$ 155) representa um deságio de 37,5% em relação à cotação internacional.

Os produtores brasileiros também acusam as grandes indústrias moageiras de usarem as importações de cacau para baratear a mercadoria no Brasil, valendo-se do sistema chamado de drawback, que isenta o importador de impostos sobre insumos usados na fabricação de produtos para a exportação.

OUTRO LADO

As multinacionais Cargill, Olam e Barry Callebaut respondem por mais de 90% das compras de cacau no país e dominam o processamento industrial do produto no Brasil. Juntas, compõem a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), que nega a existência de cartel na compra do produto.

A Associação afirma que não interfere nos preços praticados no mercado. Segundo a entidade, as empresas negociam de forma autônoma com os produtores, de acordo com suas políticas comerciais, e eventuais bonificações por qualidade dependem da relação individual com os fornecedores.

A AIPC também defendeu as importações como essenciais para manter as linhas de produção, citando déficit de quase 40 mil toneladas entre moagem e recebimento no primeiro semestre de 2025, o que poderia levar à paralisação das fábricas sem o complemento externo.

A entidade criticou a possível suspensão do regime de drawback, alegando que a medida prejudicaria as exportações de derivados e a geração de divisas, além de comprometer o atendimento ao mercado interno e externo.

O QUE DIZ O GOVERNO FEDERAL

Durante agenda em Gandu, no baixo-sul da Bahia, no final de janeiro, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, anunciou que a sua Pasta, o Ministério da Agricultura e a Advocacia-Geral da União vão acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), solicitando investigação da denúncia de suposto cartel.