Jerônimo, ao centro, assina ordem de serviço para obras do Hospital Regional || Foto Thuane Maria/GovBA
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Com investimento previsto de R$ 120 milhões, o governador Jerônimo Rodrigues assinou hoje (28) a ordem de serviço para a construção do Hospital Regional de Itapetinga, no sudoeste baiano. A solenidade teve a participação do prefeito de Itapetinga, Eduardo Hagge, e do deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa (Alba), Rosemberg Pinto (PT).
De acordo com o governo, a unidade será referência para 12 municípios da região, fortalecendo a assistência e reduzindo a necessidade de deslocamentos para centros maiores. “O novo hospital transformará ainda mais o panorama da saúde pública no sudoeste baiano, reduzindo a necessidade de deslocamentos para centros maiores e garantindo acesso a cuidados especializados com maior resolutividade”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues.
Com 130 leitos, incluindo 14 de UTI (adulto e neonatal), o hospital será estruturado para procedimentos de média e alta complexidade nas especialidades clínica e cirúrgica adulto, obstétrica e pediátrica, em regime ambulatorial e de internação, atendendo tanto urgências quanto demandas eletivas.
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A unidade também será referência para gestações de alto risco, com ambulatório especializado, internação obstétrica, UTI neonatal, Unidades de Cuidados Intermediários (UCINCo e UCINCa) e posto de coleta de leite humano. O centro obstétrico contará com duas salas cirúrgicas e três leitos PPP (pré-parto, parto e pós-parto).
Para garantir assistência integral, o Hospital Regional de Itapetinga terá tomografia, endoscopia, agência transfusional, anatomia patológica, eletrocardiograma (inclusive por telemedicina), ecocardiograma, radiologia, ultrassonografia, cardiotocografia, laboratório completo, fisioterapia hospitalar e terapia renal substitutiva para pacientes em UTI, entre outros serviços.
POLICLÍNICA REGIONAL
O Hospital será construído ao lado da Policlínica Regional de Saúde de Itapetinga, obra tocada por meio de parceria dos governos do Estado e Federal, com recursos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Com investimento total de R$ 25 milhões, a Policlínica terá capacidade para procedimentos de média e alta complexidade, com 25 consultórios, quatro salas de ultrassom e capacidade mensal de 9,7 mil atendimentos. As obras devem ser finalizadas em setembro de 2026.
Escultura do poeta Tema Padilha || Foto Wamir Rosário
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Tristão de Athayde, Raquel de Queiroz, Mário Quintana, Jorge Amado, Carlos Drumond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, dentre outros os citam como um dos mais importantes poetas líricos do Brasil.
Walmir Rosário
Ainda em tempo Itabuna sai do rol dos inadimplentes ao prestar uma justa homenagem ao poeta itabunense Telmo Fontes Padilha. Dívida antiga, mas que começa a ser honrada, do jeito que merece o “poetinha”, como carinhosamente o chamávamos. Um intelectual que gostava do povo, de sua cidade e que muito contribuiu para a arte e cultura.
Nesta quinta-feira (26), finalmente, foi inaugurado o Palco da Poesia, com um mosaico de 150 poetas de Itabuna, e a peça central é uma escultura concebida e executada pelo escultor Diovane Tavares, homenageando o poeta Telmo Padilha. A obra foi construída numa parceria entre o Clube do Poeta (que administrará a área) e a Prefeitura de Itabuna, na Orla do Berilo, um dos points da boemia itabunense, com a presença da família do poeta.
Nascido em Ferradas (antigo distrito e hoje bairro de Itabuna) em 05 de maio de 1930, Telmo Padilha nos deixou em 17 de julho de 1997, num trágico acidente na BR-101, entre Buerarema e Itabuna. Nesses 67 anos fez acontecer como pessoa, menino, gente grande, poeta, jornalista, um amigo daqueles que gostamos do fundo do peito. E a recíproca era verdadeira, com toda a sua elegante simplicidade.
Apesar de nos deixar drasticamente, continuou sendo aquela figura inesquecível, sempre a nos brindar com sua poesia, sua prosa, textos jornalísticos irretocáveis, de tamanha elegância e graça, como exaltava Onaldo Xavier. Não sei se cabe aqui ressaltar que em Telmo Padilha a vida e a arte eram uma só, sem imitações.
Tomo a cumplicidade de Onaldo Xavier para expor o que disse no Prefácio de Canto de Amor e Ódio a Itabuna: “A poesia de Telmo é seu retrato por inteiro e ele poetizava para todo o mundo, e sua terra, como um eterno poema, não poderia ser esquecida. No poema de abertura, tal qual um épico camoniano, o autor discorre em momentos belíssimos, coroados com sentimentos diversos de amor, alegria, beleza, raiva, incompreensão e compaixão sobre sua cidade, como a querer prestar contas com ela…”, ressaltou.
“As raízes deste poema estavam dentro de mim
e eu o escrevia ou ele me arrebentava, era preciso
expulsá-lo como invasor intruso de fundas
lembranças e mágoas passadas e presentes, e a
úlcera untei de unguento para não soçobrar em
seu curso, e palavras amotinei para domá-lo, e
as rédeas ele me tomou como negro cavalo de crinas
eriçadas e nervosos cascos, e já não era eu
em mim mas a cidade em meu corpo, estuário de
incandescentes larvas, ciclotímico rio de quedas e
remansos, na direção de um tempo incontrolável e
sem fronteiras.”
É a Itabuna de Ferradas, onde nasceu, cujas pessoas conservam a pureza no modo de andar, na forma como olham as pessoas. É a Ferradas quem mantém a casinha de poucos cômodos onde nasceu. Colada à igreja. Aos quatro anos veio para Itabuna, a sede do município, exatamente para a rua da Jaqueira (hoje Fernando Cordier), em frente ao rio Cachoeira.
A mesma rua da Jaqueira cheia de árvores frutíferas – com mangas, laranjas, pitangas, jambos, sapotis nos galhos. A primeira morada, por sinal, é bem pertinho da atual “Orla do Berilo”, ali na cabeceira da ponte Lacerda, onde o poeta Telmo Padilha pousa de estátua. Um local onde se reúne a boemia, os artistas de todas as vertentes culturais a declamarem poesias.
Mas o Telmo não é só poesia, é prosa, é jornalista em busca de reportagens em Ilhéus e Itabuna, com uma passagem relevante em jornais e revistas no Rio de Janeiro, ao lado dos conterrâneos grapiúnas Adonias Filho e Hélio Pólvora. Na terra carioca poetou, participou de eventos literários, construiu amigos importantes e letrados.
Tristão de Athayde, Raquel de Queiroz, Mário Quintana, Jorge Amado, Carlos Drumond de Andrade, João Cabral de Melo Neto, dentre outros os citam como um dos mais importantes poetas líricos do Brasil. Publicou 38 livros, deixou outros 11 ainda inéditos, e suas obras correram o mundo em português, inglês, francês, italiano, alemão, espanhol e japonês.
Ganhou prêmios importantes como o Jabuti de Poesia, foi feito Doutor Honoris Causa pela hoje Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), que ajudou a implantar, descobriu e despertou talentos. Contratado pela Ceplac dirigiu o PACCE – Projeto Artístico e Cultural Cacau Europa, com a participação do Conselho Nacional dos Produtores de Cacau (CCPC) e o Sistema Coopercacau – Cooperativa Central do Cacau.
E Telmo Padilha chacoalhou a cultura do Sul da Bahia com lançamento de livros de novos escritores, vernissages e demais eventos culturais aqui no planeta cacau e até na Suíça. Em 23 de agosto de 1987 Telmo Padilha morre um pouco com o passamento do seu filho Paulo, e escreve Provação – Solidão – Angústia – Saudade – Lágrima. Poemas Póstumos.
Telmo Padilha foi casado com Ecy Padilha, com quem teve os filhos Luísa, Fernanda, Cláudia, Clara e Paulo (in memoriam).
Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado e autor de autor de livros como O Berimbau – Valhacouto de boêmios, disponível na Amazon.
Cláudia da Silva lamenta as perdas em Minas Gerais || Foto Rovena Rosa/Agência Brasil
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Em uma tenda improvisada no bairro Parque Jardim Burnier, em Juiz de Fora, Cláudia da Silva oferece alimentos e bebidas para todos que passam pelo local. Ela está ali há cinco dias ajudando moradores, bombeiros, voluntários e profissionais da imprensa. É difícil acreditar que, por trás de todo esse empenho, ela viva um luto recente.
“Perdi quase 20 pessoas da minha família. Vários sobrinhos, cunhada, muita gente”, conta. Cláudia tem 71 anos e sempre morou no bairro. Enquanto uma das sobrinhas continuava desaparecida nos escombros de uma casa ao lado, a cunhada era enterrada no cemitério da cidade.
“Eu não tenho condições psicológicas de ir aos enterros. A gente vê isso em outras cidades e não acredita que vai acontecer com a gente. Eu prefiro ficar aqui mesmo, tentando contribuir com as pessoas. Só vou em casa para tomar banho e volto”, diz a moradora.
Ela reclama da falta de apoio das autoridades municipais e estaduais. Alimentos e bebidas oferecidos na tenda chegaram por meio de doações da própria população. “Tudo aqui é voluntário. Vemos os políticos subindo aqui, fazendo vídeos para as redes sociais, mas ainda não chegou nenhum centavo para as famílias”, diz Cláudia.
Tragédia em Minas Gerais || Foto Rovena Rosa/Agência Brasil
MORTOS
As chuvas que atingem a Zona da Mata mineira desde a última segunda-feira (23) deixaram pelo menos 65 mortos, sendo 59 em Juiz de Fora e seis em Ubá, e provocaram deslizamentos em diferentes pontos da região. O número de desabrigados e de desalojados é superior a 4,2 mil.
Em Juiz de Fora, os bombeiros ainda estão mobilizados em três frentes de trabalho: bairros Paineiras, Parque Jardim Burnier e Linhares. Nesta quinta-feira (26), houve um novo deslizamento, que atingiu três casas, no Bairro Bom Clima, em Juiz de Fora, com o registro de uma vítima desaparecida.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta de perigo para chuvas intensas até as 23h59min desta sexta-feira na Zona da Mata, com chuva entre 30 e 60 milímetros por hora (mm/h) ou 50 e 100 mm/dia e ventos intensos (60 a 100 quilômetros por hora). Permanece o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. Da Agência Brasil.
Mega-Sena sorteia R$ 145 milhões neste sábado (28).
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Os prêmios milionários da Mega-Sena despertam o sonho de brasileiros em todos os cantos do país. No sul da Bahia, em cidades como Buerarema, Camacan, Coaraci, Ilhéus, Itabuna, Ipiaú, Itacaré, Itajuípe, Ibicaraí e Ubaitaba, a ida a uma lotérica mais próxima começou logo cedo. Muita gente tentando acertar as seis dezenas para faturar a bolada acumulada há vários concursos. A estimativa para este sábado (28) é que seja pago o prêmio de R$ 145 milhões ao sortudo ou sortuda.
No último sorteio, na quinta-feira, quatro apostas da Bahia “bateram na trave”. São moradores de Cruz das Almas, Feira de Santana e Salvador. Em Feira de Santana foram duas apostas que acertaram cinco das seis dezenas, sendo uma delas um bolão com 36 participantes. A aposta da capital também foi um bolão. Nesses casos, os participantes de cada bolão dividiram o prêmio de R$ 67.021,56. O jogo simples da Mega-Sena custa R$ 6,00 e pode ser feita em qualquer casa lotérica do país.
Quatro policiais militares foram presos, nesta sexta-feira (27), durante uma operação do Ministério Público da Bahia e da Secretaria de Segurança Pública do Estado. Os PMs são investigados por suspeita de integrar uma milícia na região de Ipirá. Três policiais foram presos preventivamente e um em flagrante nos municípios de Ipirá e Feira de Santana, na operação “Banda Suja”.
Também foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos endereços residenciais dos agentes investigados e nas sedes da 98ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Leste, localizados nos municípios de Ipirá e Feira de Santana. As buscas resultaram na apreensão de armas de fogo, R$ 70 mil e celulares.
As medidas cautelares foram deferidas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador e estão vinculadas a procedimento investigatório conduzido pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).
Armas não registradas foram encontradas com os suspeitos || Foto MP-BA
As investigações apontam a existência de grupo estruturalmente organizado com atuação reiterada na prática de delitos graves, entre eles violações de domicílio, abuso de autoridade, extorsões, subtrações de bens, tortura, associação para o tráfico e tráfico de drogas, além de outros crimes praticados mediante o aproveitamento de funções públicas e do aparato estatal.
Também foi identificado um padrão de atuação sistemático, com divisão de tarefas, emprego de violência ou intimidação e utilização de instrumentos institucionais como meio de facilitação das condutas ilícitas, evidenciando risco concreto à ordem pública e à adequada colheita de provas.
A operação foi realizada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force-SSP) e Corregedoria da Polícia Militar, da Secretaria de Segurança Pública (SSP).