Secult-BA lançou editais nesta terça (3), em Salvador || Foto Caio Diniz/GovBA
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O Governo do Estado vai investir R$ 10,1 milhões em ações culturais por meio do Ciclo II dos Editais Cultura Viva Bahia. O pacote reúne seis editais e prevê a seleção de 149 propostas entre premiações e fomento direto a Pontos e Pontões de Cultura, coletivos e entidades. As inscrições começaram hoje (4) e seguem até 31 de março. Após essa etapa, os projetos passam por análise técnica e documental antes da liberação dos recursos.

O programa é executado pela Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA) e integra a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (Pnab), iniciativa do Governo Federal em parceria com estados e municípios. A proposta assegura investimento contínuo no setor e fortalece iniciativas já existentes nos territórios.

Durante o lançamento, em Cajazeiras, Salvador, o secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, defendeu a democratização do acesso aos recursos. Ele afirmou que a cultura deixou de ser privilégio de poucos e destacou o caráter territorial da política pública. Segundo o secretário, a Bahia reúne cerca de 1.600 Pontos de Cultura certificados e 700 escolas de tempo integral, que passam a integrar o eixo estratégico do novo ciclo.

Um dos focos é aproximar cultura e educação. O edital Cultura e Educação Ponto a Ponto vai financiar atividades culturais em escolas estaduais de tempo integral, com ênfase na formação cultural e socioambiental. Já o Cultura Viva na Bahia – Ano II apoia ações continuadas por 12 meses nos territórios, enquanto o QualiCultura Viva fortalece Pontões responsáveis por articular redes regionais.

INDÍGENAS E LGBTQIAPN+

O ciclo também cria recortes específicos. O Prêmio Pontos de Cultura Indígena contempla iniciativas em territórios indígenas, certificadas ou não. A superintendente de Políticas para Povos Indígenas da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Patrícia Pataxó, afirmou que a medida fortalece tradições e garante que os recursos cheguem às comunidades. Ela lembrou que o estado abriga mais de 34 povos indígenas.

Outra novidade é o Prêmio Orgulho LGBTQIAPN+, voltado a iniciativas de organização de paradas e ações de visibilidade. No lançamento, realizado na sede da Associação de Arte e Cultura Social (Cajaarte), o diretor Wilson Amorim Júnior destacou o papel das ações culturais na proteção da juventude em contextos de vulnerabilidade. Para o secretário Bruno Monteiro, a ampliação dos editais busca enfrentar desigualdades históricas e ampliar o alcance das políticas culturais em todo o estado.

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