O projeto cultural Águas do Atlântico inicia neste mês uma turnê por territórios tradicionais do sul da Bahia, com apresentações gratuitas que unem dança, música ao vivo e reflexão ambiental. A circulação prevê atividades em aldeias indígenas, escolas, terreiros e comunidades rurais, com o objetivo de aproximar arte e educação ambiental.
O espetáculo reúne artistas de diferentes países da América Latina e dialoga com memórias da Favela da Maré, no Rio de Janeiro, além de tradições indígenas colombianas. No palco, a bailarina e acrobata Nanci Cravinho interpreta o personagem Peixe que Voa, inspirado nas raízes da Praia de Ramos e na força das mulheres da periferia. A artista Erika Sánchez, de ascendência indígena Zenú, incorpora elementos de espiritualidade e rezos tradicionais da Colômbia, criando uma ponte cultural entre os povos ligados pelo Oceano Atlântico.
A montagem mistura dança contemporânea, acrobacias aéreas, capoeira e ritmos caribenhos. A trilha sonora é executada ao vivo pelos músicos Cristian Cordova, do Chile, e Franco Shanahan, da Argentina, com participação de mestres da cultura popular brasileira, como Mestre Mosquito (Samuel Teixeira) e Mestre Timbalada (Moacir Souza). Após as apresentações, a equipe também promoverá rodas de conversa sobre saberes ancestrais e rituais tradicionais da América Latina.
PROGRAMAÇÃO
A turnê começa no dia 20 de março, às 10h, na Escola Estadual de Serra Grande, no município de Uruçuca. No dia seguinte, 21 de março, o espetáculo será apresentado às 16h no Restaurante da Tia Fran, na Represa de Serra Grande, também em Uruçuca. Esta sessão contará com tradução em Libras.
A terceira apresentação está marcada para 27 de março, às 8h, na Aldeia Tupinambá de Olivença, em Ilhéus. No dia 5 de abril, às 9h, o espetáculo integra a programação do batizado do Grupo Novos Bahianos, em Uruçuca. Uma quinta apresentação ainda terá data e local confirmados pelos organizadores.
Além das atividades artísticas, a iniciativa adotou medidas de acessibilidade para ampliar o acesso do público. Entre os recursos previstos estão tradução em Libras em uma das sessões, espaços adaptados para cadeirantes, assentos destinados a pessoas obesas e iluminação adequada para garantir conforto e inclusão durante as apresentações.
O projeto é executado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), programa do Governo Federal em parceria com estados e municípios para fortalecer a produção cultural.


















