Delegado foi morto em 2019 em Itabuna
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A justiça marcou, para a próxima terça-feira (24), no fórum de Itabuna, o júri popular de PMs suspeitos de envolvimento na morte do delegado José Carlos Mastique de Castro Filho. O crime ocorreu na madrugada do dia 28 de abril de 2019, nas imediações de uma loja de conveniência e posto de combustível, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), depois de desentendimento entre a vítima e um PM lotado no 15 Batalhão da Polícia Militar.

O julgamento será presidido pelo juiz da Vara, Renato Alves Cavichiolo. O clima é de apreensão por envolver um confronto entre integrantes das Polícias Civil e Militar da Bahia. Pela complexidade do caso, com grande número de testemunhas envolvidas, o júri popular pode durar mais de um dia.

Como medida preventiva, a justiça publicou a Portaria nº 006/2026. Ela proíbe a entrada de pessoas armadas no salão do júri, exceto as que estiverem em efetivo serviço e previamente cadastradas. A medida visa garantir a segurança durante o julgamento, diante da expectativa de comparecimento de policiais para acompanhar o caso.

O ACUSADO PELOS DISPAROS

De acordo com investigações e denúncia oferecida à Justiça pelo Ministério Público da Bahia, os tiros contra o delegado teriam sido feitos pelo policial Cleomário de Jesus Figueiredo, que chegou a ser preso, mas acabou liberado para responder o processo em liberdade. A denúncia contra o acusado de fazer os disparos que mataram o delegado foi aceita pela justiça no dia 6 de junho de 2019.

Segundo investigações, o delegado, que visitava familiares em Itabuna, foi acionado por uma mulher, durante uma confusão entre um casal, nas proximidades de um posto de combustíveis. Um policial militar à paisana interveio, iniciando uma discussão com um dos envolvidos. O delegado e um investigador da Polícia Civil, que passavam pelo local,  também foram acionados e tentaram saber o que estava ocorrendo.

Durante a intervenção, houve um desentendimento entre o delegado e o policial militar. As cenas do desentendimento foram flagradas por câmeras de segurança, mas os disparos contra o delegado foram feitos fora do alcance dos equipamentos de filmagem. As imagens, no entanto, mostram que, antes de ser atingido, o delegado entregou uma arma e se afastou do local.

Um movimento de José Carlos Mastique teria sido interpretado como tentativa de sacar outra arma. Foi nesse momento, conforme investigações, que Cleomário de Jesus Figueiredo, fez os disparos. O delegado ainda chegou a ser levado para um hospital de Itabuna, mas faleceu minutos depois. Os nomes dos outros envolvidos na confusão não foram divulgados.

CARREIRA

José Carlos Mastique ingressou na Polícia Civil da Bahia em 1998, como escrivão na Delegacia de Porto Seguro, no extremo-sul do estado. Em 2004, foi nomeado delegado e passou por várias unidades do interior. Quando foi assassinado estava lotado na na Delegacia de Cajazeiras, em Salvador.

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