Audiência pública será nesta quinta-feira (26), às 9h
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O plenário da Câmara de Vereadores de Ilhéus recebe, nesta quinta-feira (26), às 9h, audiência pública sobre a cadeia produtiva do cacau, que atravessa crise provocada pela queda do preço do produto nos mercados nacional e internacional. O encontro irá reunir representantes do setor produtivo, poder público e instituições de pesquisa.

A proposta é debater os principais desafios da cacauicultura, além de apresentar inovações e políticas públicas voltadas ao fortalecimento da atividade na região, informa a Câmara. O cacau tem peso histórico e econômico para Ilhéus e segue como uma das bases da economia regional.

A audiência foi proposta pelo presidente da Câmara, César Porto (PP), por meio do Requerimento nº 92/2026, aprovado em plenário. Segundo o proponente, a iniciativa busca integrar produtores, sindicatos e governos para fortalecer o setor. A atividade terá transmissão ao vivo pelo canal da TV Câmara de Ilhéus no YouTube.

Manifestação de estudantes na BR-415, em frente à Uesc
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Manifestação de estudantes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) provocou, nesta quarta-feira (25), a interdição parcial da BR-415, em frente ao Campus Soane Nazaré de Andrade, no bairro Salobrinho, em Ilhéus. O ato começou por volta das 7h30min, com o bloqueio e a liberação da via a cada 10 minutos. O protesto terminou às 11h20min, informa a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Os estudantes denunciaram a falta de professores em cursos de graduação, reivindicaram melhores condições de transporte e criticaram o preço da passagem e o excesso de passageiros nos ônibus.

Num vídeo divulgado nas redes sociais, os manifestantes afirmaram que mais de 300 alunos da Uesc enfrentam dificuldades para concluir a graduação devido à falta de professores. “Hoje, 196 estudantes do curso de Geografia estão diretamente prejudicados sem conseguir seguir o curso”, disse um dos alunos na gravação.

Ao PIMENTA, a assessoria da Uesc informou que a instituição tem concurso público em andamento para a contratação de 29 professores. A segunda etapa do certame será executada entre os dias 7 e 16 de abril. “O concurso seleciona 16 professores auxiliares e 11 assistentes, totalizando 29 vagas, das quais nove são reservadas a candidatos autodeclarados pretos ou pardos e uma destinada a Pessoa com Deficiência (PcD)”, detalhou a Universidade, em nota.

José Carlos Mastique foi atingido por disparo de PM, que alegou legítima defesa
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Após cerca de 20 horas de júri, o policial militar Cleomário de Jesus Figueiredo acabou condenado a 14 anos e três meses pela morte do delegado José Carlos Mastique de Castro Filho. O disparo contra o delegado ocorreu em 28 de abril de 2019, em Itabuna, quando uma guarnição foi acionada para atender a chamado nas imediações da Praça Hélio Lourenço e do Shopping Jequitibá.

O julgamento de Cleomário começou pouco antes das 9h desta terça-feira (24) e terminou no início da madrugada de hoje (25), quando foi conhecida a sentença. O júri, presidido pelo magistrado Renato Alves Cavichiolo,  mobilizou associações de policiais militares e policiais civis durante o dia de ontem.

Militares ainda tinham esperança de absolvição do PM, sob alegação de que o disparo contra o delegado teria ocorrido em legítima defesa. O movimento do delegado para entrega de uma segunda arma foi brusco e assim interpretado como tentativa de atirar contra a guarnição da PM. Dois promotores de justiça atuaram na acusação contra Cleomário.

O DISPARO FATAL

Lotado em Salvador, José Carlos Mastique visitava familiares em Itabuna. Ele teria sido acionado por uma mulher durante confusão entre um casal próximo ao shopping, na Beira-Rio. Um policial militar à paisana interveio, iniciando uma discussão com um dos envolvidos.

O delegado e um investigador da mesma corporação, que passavam pelo local, também foram acionados e tentaram saber o que estava ocorrendo. O desfecho trágico ocorreu quando o delegado e um policial militar se desentenderam.

O disparo contra José Carlos Mastique não chega a ser flagrado por câmera de sistema de segurança do prédio em frente ao local da discussão. As imagens, no entanto, mostram que, antes de ser atingido, o delegado entregou uma arma.

Porém, novo movimento da vítima para entrega de segunda arma decretou a sua morte. Foi quando Cleomário de Jesus Figueiredo, entendendo que o movimento era brusco e ameaçador, fez o disparo.