José Carlos Mastique foi atingido por disparo de PM, que alegou legítima defesa
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Após cerca de 20 horas de júri, o policial militar Cleomário de Jesus Figueiredo acabou condenado a 14 anos e três meses pela morte do delegado José Carlos Mastique de Castro Filho. O disparo contra o delegado ocorreu em 28 de abril de 2019, em Itabuna, quando uma guarnição foi acionada para atender a chamado nas imediações da Praça Hélio Lourenço e do Shopping Jequitibá.

O julgamento de Cleomário começou pouco antes das 9h desta terça-feira (24) e terminou no início da madrugada de hoje (25), quando foi conhecida a sentença. O júri, presidido pelo magistrado Renato Alves Cavichiolo,  mobilizou associações de policiais militares e policiais civis durante o dia de ontem.

Militares ainda tinham esperança de absolvição do PM, sob alegação de que o disparo contra o delegado teria ocorrido em legítima defesa. O movimento do delegado para entrega de uma segunda arma foi brusco e assim interpretado como tentativa de atirar contra a guarnição da PM. Dois promotores de justiça atuaram na acusação contra Cleomário.

O DISPARO FATAL

Lotado em Salvador, José Carlos Mastique visitava familiares em Itabuna. Ele teria sido acionado por uma mulher durante confusão entre um casal próximo ao shopping, na Beira-Rio. Um policial militar à paisana interveio, iniciando uma discussão com um dos envolvidos.

O delegado e um investigador da mesma corporação, que passavam pelo local, também foram acionados e tentaram saber o que estava ocorrendo. O desfecho trágico ocorreu quando o delegado e um policial militar se desentenderam.

O disparo contra José Carlos Mastique não chega a ser flagrado por câmera de sistema de segurança do prédio em frente ao local da discussão. As imagens, no entanto, mostram que, antes de ser atingido, o delegado entregou uma arma.

Porém, novo movimento da vítima para entrega de segunda arma decretou a sua morte. Foi quando Cleomário de Jesus Figueiredo, entendendo que o movimento era brusco e ameaçador, fez o disparo.

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