O atraso no pagamento dos honorários médicos de profissionais que atendem em hospitais da rede pública estadual gerou reação da presidência do Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed-BA). Rita Virgínia, presidente da entidade, cobrou a regularização dos pagamentos.
Segundo o sindicato, unidades da rede estadual como as maternidades Iperba, Albert Sabin e Tsylla Balbino e o Hospital Geral Roberto Santos registram problemas frequentes no pagamento. Há relatos de médicos com remunerações em atraso desde outubro, além de queixas envolvendo profissionais vinculados a modelos como FJS, INTS, FESF-SUS e contratos como pessoa jurídica.
Na Maternidade de Camaçari, médicos ligados ao Estado por meio da FESF-SUS também relatam falta de pagamento. O problema se estende ainda a contratos intermediados por empresas terceirizadas e até a vínculos diretos com a própria Sesab.
Parte das empresas responsáveis pela intermediação da mão de obra, como Fundação José Silveira, INTS e IGH, afirma que os atrasos ocorrem por falta de repasse do governo estadual. O Sindimed-BA, no entanto, ressalta que isso não afasta a responsabilidade trabalhista dessas instituições.
– Não é aceitável que médicos enfrentem meses de atraso para receber. Estamos falando de verbas alimentares, garantidas por lei. Médicos não podem pagar a conta da desorganização do sistema. É preciso regularizar os pagamentos e respeitar quem está na linha de frente do atendimento à população – disse Rita Virgínia.
A legislação, destaca o Sindimed, prevê que salários tenham prioridade e não podem sofrer atrasos. A entidade afirma que segue acompanhando o caso e não descarta novas medidas judiciais para garantir o pagamento aos profissionais.
















