
Condições inseguras de trabalho, uso de explosivos de forma completamente irregular e mineração ilegal. Essas são algumas das irregularidades encontradas por uma força-tarefa que reúne diversos órgãos públicos na pedreira operada pela Zuk do Brasil, no município de Itapebi, extremo-sul da Bahia, informou o Ministério Público do Trabalho (MPT).
A inspeção ocorreu nesta quarta-feira (24) e resultou na interdição do local pelos auditores da Gerência Regional do Trabalho de Eunápolis e na apreensão de explosivos pelo Exército. O MPT move uma ação para a produção antecipada de provas, o que permitiu que um juiz do trabalho acompanhasse a operação para a produção de relatório judicial que será utilizado em ação civil pública contra a empresa.
“Encontramos todo tipo de irregularidade, desde a licença para uma mineradora concedida pelo município, o que só é permitido para a União, até o manuseio de explosivos irregulares por pessoas completamente destreinadas e desprotegidas contra eventuais acidentes”, relatou o procurador do trabalho Italvar Medina, autor da ação do MPT, que corre na Vara do Trabalho de Eunápolis.
O quadro encontrado foi, segundo ele, o motivo para o MPT solicitar a participação da Justiça do Trabalho, por meio de inspeção judicial. A força-tarefa foi organizada por divesos órgãos, como a Superintendência Regional do Trabalho, que convidou o MPT para participar, o Exército, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal.























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