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No início da semana, o governador Jaques Wagner disse que a Bahia fecharia o ano com 953 mil jovens e adultos alfabetizados.
Hoje, anúncio do governo baiano publicado em jornais de circulação estadual informa uma quantidade diferente: 751 mil alfabetizados pelo Topa.
Puxa daqui, puxa dali, a diferença entre uma conta e outra dá 201 mil por alfabetizar – ou, noutra leitura, alfabetizado. É muito.

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Após pesadas críticas às deficiências do sistema brasileiro para o transporte da produção de grãos no Brasil, a Rede Globo voltou à carga contra as obras do Complexo da Ferrovia da Integração Oeste-Leste. A postura, incoerente para alguns, tem a ver com os interesses dos donos da Vênus Platinada no sul da Bahia. No Jornal da Globo desta sexta, a emissora destacou a visita presidencial a Ilhéus para renovar a artilharia. Espaço novamente aproveitado pelo professor Rui Rocha, do Instituto Floresta Viva. “Essa obra pode ser uma tragédia”, enfatiza o dirigente da ONG.

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O prefeito de Eunápolis, a 644km de Salvador, José Robério Batista de Oliveira, foi acusado de gastar cerca de R$ 1 milhão com a contratação irregular de bandas e cantores para os festejos de São João e São Pedro na cidade.
O Ministério Público estadual encaminhou ao Tribunal de Justiça da Bahia, ontem, denúncia de que o prefeito contratou uma empresa, a PR Promoções, para prestar serviços de gerenciar apresentação de bandas sem o procedimento licitatório e, segundo o promotor de Justiça Carlos Artur Pires, utilizou indevidamente recursos públicos em benefício alheio.
Segundo Carlos Pires, o contrato firmado com a empresa, cujo proprietário Paulo Roberto Alves dos Santos também foi denunciado, foi “fraudulento”. O representante do MP explicou que a PR Promoções obteve, sem qualquer disputa com outros concorrentes, a exclusividade para a realização do evento. Informações do Correio da Bahia.

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A cabana Beira-Rio, na Vila Juerana, zona norte de Ilhéus, será o cenário do I Festival de Comida de Boteco. O evento  começa às 13 horas deste sábado, 11, e vai premiar a melhor receita da gastronomia de mesa de bar, entre sete pratos a serem apresentados pelos alunos do curso de comida de boteco, que reuniu 31 moradores da vila.
As receitas serão avaliadas pelos quesitos sabor, criatividade, apresentação e nome do prato. Um júri formado por cinco pessoas ficará responsável pelas notas.
O curso de comida de boteco é uma das atividades do Projeto Transformar, realizado em Ilhéus pela empresa Bahia Mineração (Bamin), em parceria com o Instituto Aliança.
Antes do festival, haverá duas partidas de futebol na vila. A primeira começa às 10 horas, entre mulheres da Juerana. Logo em seguida, acontece o jogo entre a equipe da comunidade e um time formado por convidados.

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Walmir Rosário | ciadanoticia@ciadanoticia.com.br
Era uma vez. É assim que começam as estórias, principalmente os ‘Contos da Carochinha’ que fomos acostumados a ouvir desde os tempos de menino. Agora, já na idade adulta, continuamos a ouvir esse tipo de ‘lorotas’, só que não mais de nossos amigos e pessoas da família, com o intuito de nos fazer dormir, mas pelos políticos, especialmente os ocupantes de cargos públicos.
Em Itabuna, o prefeito capitão Azevedo se tornou useiro e vezeiro dessa prática. Seus discursos – tanto de viva voz como através dos comunicados à imprensa – são vistos com desconfiança. Se disser que vai apurar com todo o rigor é porque nada fará para esclarecer, sobretudo acaso envolvam os amigos.
E olha que o prefeito está ficando famoso pelas companhias que faz questão de cultivar. Amigos ruins cujas presenças constantes a lhe cercar prejudicam sua imagem e de seu governo. Assim dizem os populares nas ruas, os comunicadores nos seus veículos de comunicação, os políticos nos seus encontros com eleitores, enfim, as más companhias do prefeito são voz corrente em Itabuna e adjacências. E a voz do povo é a voz de Deus.
Não é de hoje que o prefeito promete promover uma ampla e irrestrita reforma administrativa, com a finalidade de dar uma “sacudida” em seu governo. Mas até agora nada foi feito e já virou até motivo de piada. Outra ação prometida seria a exoneração de ocupantes de cargos de confiança, com a finalidade anunciada de ajustar as despesas com pessoal dentro do limite constitucional de 54%.
A título de ajuste na folha de pessoal, Azevedo cortou apenas alguns cargos minguados, decepando somente a cabeça de servidores com baixos salários, deixando intocável uma legião de servidores temporários – atualmente são quase mil servidores -, que tiveram suas presenças justificadas pelas infindáveis e ambíguas seleções públicas realizadas ao longo dos últimos dois anos. É bom lembrar que seu antecessor deixou esse número zerado, fruto de um compromisso assumido com os representantes do Ministério Público do Trabalho e MP estadual.
Sem mencionar aqui mais uma vez aqueles comissionados que, apesar de receberem regularmente, ninguém sabe dizer onde trabalham ou o que fazem, mas por possuírem padrinhos fortes, seguem tranqüilos e inabaláveis a rechear a folha de pagamento. O resultado final foi que a medida foi considerada um fiasco, diante da necessidade de ajuste do limite constitucional para gastos com pessoal, economizando apenas R$ 40 mil.
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Gilson vinha tomando posições contrárias ao prefeito, principalmente no campo político, onde o terreno é movediço e traiçoeiro.

Marco Wense
Na sucessão municipal de 2008, o então candidato Capitão Azevedo, do Democratas (DEM), teve a sorte de contar com um tripé – Gilson Nascimento, Carlos Burgos e Josias Miguel – que terminou sendo imprescindível para sua vitória.
Cada um no seu cada qual, fazendo o que sabia fazer. Carlos Burgos, o advogado, cuidando dos entraves jurídicos inerentes ao processo eleitoral. Josias Miguel, o publicitário, dando conta do recado. E Gilson, o sargento, cuidando das negociações políticas.
É bom lembrar, até mesmo por uma questão de justiça, que Josias também participou, com bastante desenvoltura, da aproximação do candidato Azevedo com os partidos e suas respectivas lideranças.
Com a eleição do Capitão Azevedo para prefeito de Itabuna, Gilson Nascimento, Carlos Burgos e Josias Miguel viraram secretários, respectivamente de Administração, Finanças e Ações Governamentais.
Josias Miguel deixou o governo. Não saiu atirando. Mas totalmente decepcionado com o prefeito, principalmente com sua pouca autoridade diante dos que ocupam cargos de confiança.
Agora é a vez do “rebelde” Gilson Nascimento. Sua saída provoca um vácuo político no governo, um desmoronamento no diálogo com os partidos, lideranças partidárias e comunitárias.
O prefeito José Nilton Azevedo não ficou surpreso com o pedido de exoneração do colega de farda. Em conversas reservadas, o chefe do Executivo já teria dito que a situação de Gilson era insustentável.
Na cúpula do azevismo, a opinião que prevalece é a de que o sargento Gilson vinha tomando posições contrárias ao prefeito, principalmente no campo político, onde o terreno é movediço e traiçoeiro. Gilson seria o protagonista-mor de um “governo paralelo”.
O prefeito-capitão e o secretário-sargento continuam amigos. A sintonia política acabou. Cada um vai seguir o seu rumo. Integrantes do diretório do PT de Itabuna não descartam a possibilidade de Gilson apoiar Geraldo Simões (ou Juçara Feitosa) na sucessão de 2012.
REMANESCENTE
O ex-marinheiro Raimundo Vieira, que tem suas hilariantes histórias contadas pelo empresário “Mané Cem”, é o mais fiel remanescente do fernandismo. É companheiro de todos os minutos do ex-prefeito Fernando Gomes.
Somente três pessoas participaram da primeira reunião com Lúcio Vieira Lima, presidente estadual do PMDB, para tratar da campanha de Renato Costa à Assembleia Legislativa do Estado: Fernando Gomes, Juvenal Maynart e Raimundo Vieira.
Entre o ex-alcaide, que é o presidente de honra do PMDB de Itabuna, e o aposentado Raimundo Vieira, ex-proprietário de empresa funerária, existe uma recíproca e inabalável confiança.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Emerson e Luciano estavam com submetralhadora carregada (Foto Pimenta).

Por volta das 22 horas desta sexta, 10, policiais do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) e da Operação Nazireu prenderam no posto da Polícia Rodoviária Estadual, na Nova Itabuna, dois homens que planejavam assaltar um taxista.
Emerson Santos de Jesus, 19 anos, e Luciano Barbosa dos Santos, 21, foram até a Praça 2, no Pontalzinho, e solicitaram uma corrida para o bairro Nova Ferradas.
O taxista João Santos Oliveira, 55 anos, seguiu e, desconfiado, parou no posto da Polícia Rodoviária Estadual, no bairro Nova Itabuna, durante abordagem policial. Os agentes flagraram os dois jovens com uma submetralhadora 9mm, de uso restrito das Força Armadas, dois celulares e R$ 100,00 em espécie.
Emerson e Luciano tinham acabado de comprar a arma, por R$ 2.500,00, para realizar o primeiro assalto, segundo afirmaram à polícia. Os dois já contam com várias passagens pelo Complexo Policial de Itabuna, por porte ilegal de arma e assaltos.
A última passagem foi por tentativa de assalto a um ônibus da Rota Transportes. Os agentes de plantão, Pedro Vieira Júnior, Luis Fernando e Euclides Matos, fizeram a ocorrência policial. Os dois devem ser encaminhados para o Conjunto Penal de Itabuna.

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Ainda na cerimônia que marcou o início das obras da Ferrovia da Integração Oeste-Leste, em Ilhéus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez projeções sobre o começo da construção do Porto Sul, na região da Ponta da Tulha. Segundo o presidente, é provável que a ordem de serviço desta obra seja assinada já no primeiro trimestre de 2011.
“Penso que, se tudo der certo, lá para o mês de março a companheira Dilma estará aqui para assinar a ordem de serviço”, declarou o presidente.
O porto público será construído na região da Ponta da Tulha, ao lado do Terminal de Uso Privativo da Bahia Mineração (Bamin), empresa que irá explorar minério de ferro na região de Caetité e transportar o produto via Fiol até Ilhéus.
No momento, tanto o Porto Sul como o TUP encontram-se na fase de licenciamento ambiental.

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Lula e Wagner se encontram no aeroporto de Ilhéus, pouco antes do evento no Centro de Convenções (foto Clodoaldo Ribeiro)

Não tem jeito. Cada evento com o presidente Lula até o fim do mandato será em clima de despedida e não faltará afago, elogio e rasgação de seda escancarada. Foi o que todas as autoridades fizeram nesta sexta-feira, em Ilhéus.
O governador Jaques Wagner, por exemplo, afirmou algo que não chega a ser uma grande novidade. Segundo ele, Lula “sai da presidência, mas não deixa o comando do projeto político que foi inaugurado com a sua eleição”.
Wagner disse ainda que hoje o brasileiro canta o Hino Nacional com mais orgulho e comparou Lula aos ex-presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. “Se Juscelino disse que faria cinquenta anos em cinco e Getúlio ficou conhecido como pai dos pobres, eu digo que o senhor fez oitocentos anos em oito”.
O encerramento do discurso foi de elevar o ego presidencial a níveis estratosféricos. Disse Wagner: “o senhor é o presidente de sempre, o eterno presidente dos brasileiros e dos nordestinos”.
Lula, em retribuição, declarou sobre o “galego”: “pode ter governador igual a ele, mas melhor eu duvido”. E justificou a avaliação, observando que o governador baiano é “90% alma e emoção e 10% racionalidade” e que “é disso que a classe política precisa”.

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O vereador Clovis Loiola (PPS) já foi comunicado da abertura de processo de expulsão do PPS. Ele terá até o dia 17 para apresentar a sua defesa à Comissão de Ética do diretório municipal. A defesa poderá ser oral ou escrita.

Depois de julgado pela Comissão de Ética do PPS, Loiola será julgado pelo diretório em votação que exige quórum simples. Ou seja, ele precisará ter metade dos votos mais um para continuar no partido. Do contrário, é rua.

Loiola é investigado por sua participação no esquema que desviou, pelo menos, R$ 1 milhão dos cofres da Câmara de Vereadores, no processo que ficou conhecido como “Loiolagate”.
Caso seja expulso pelo diretório itabunense, Loiola ainda poderá recorrer à Executiva Estadual, mas a sua situação em Salvador, apurou o PIMENTA, é pior do que em Itabuna.

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Passos afirma que a Fiol é a maior obra de infraestrutura viária que a Bahia já viu (foto Mary Melgaço)

Em um discurso empolgado na cerimônia de assinatura das ordens de serviço para os quatro primeiros lotes da Ferrovia da Integração Oeste-Leste, o baiano Paulo Sérgio Passos, titular do Ministério dos Transportes, cobriu o presidente Lula de elogios.
Segundo Passos, Lula realizou “um pacote de obras sem precedentes na história desse país”. Ele enfatizou que os investimentos foram especialmente direcionados às áreas da habitação, saneamento, recursos hídricos e transportes.
Sobre sua área, o ministro afirmou que houve uma melhora no estado das rodovias, que também receberam obras de pavimentação e duplicação. Passos também citou obras em portos, ferrovias e hidrovias, destacando a construção das eclusas de Tucuruí, no Pará, que tornaram possível a navegação de Belém até Marabá. A obra ficou parada por mais de 30 anos.
Especificamente com relação à Fiol, Passos declarou que se trata, “do ponto de vista viário, da maior obra de infraestrutura que a Bahia já viu”.

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O prefeito Capitão Azevedo (DEM) é presidente de honra da Associação dos Municípios do Sul, Extremo-Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc). Isso não evita que a prefeitura de Itabuna deva cinco meses à entidade. Na ponta do lápis, dá R$ 25 mil em dívida.
A administração da Amurc já teve várias audiências com o prefeito, a fim de quitar o “prego”. Durante a reunião, Azevedo promete pagar, aciona o secretário da Fazenda, Carlos Burgos, autoriza a transferência, faz o maior arerê… Mas dinheiro que é bom, “necas”.

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O verão nem começou e a dengue hemorrágica já assusta Itabuna. A Vigilância Epidemiológica investiga um caso suspeito de dengue hemorrágica, forma mais agressiva da doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Uma criança residente na rua São Bento, no Pedro Jerônimo, apresentou quadro clínico da doença e foi internado no Cemepi (antigo Ipepi).
Nesta sexta-feira, 10, a Sétima Diretoria Regional de Saúde (7ª Dires) determinou a aplicação de fumacê em todo o quarteirão onde mora L.M.S. Material foi coletado e enviado ao Laboratório Central (Lacen), em Salvador, para exame que dirá se a criança foi mesmo vítima da doença.

Os cuidados estão sendo redobrados, pois um levantamento realizado em novembro mostrou que Itabuna corre risco de enfrentar uma nova epidemia de dengue neste verão. O LIRAa, levantamento realizado pela prefeitura e Ministério da Saúde, detectou que 9,3% das casas itabunenses têm focos de larvas do Aedes aegypti. O percentual é mais de oito vezes o aceitável por organismos internacionais de saúde.

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Quando Alcântara viu Nilton, falou sorrindo: “você é descarado, eu vi que quando falei do raio você desceu ligeiro da marquise”.

Marival Guedes | marivalguedes@yahoo.com.br

Na eleição para a Assembléia Legislativa em 1967 o prefeito José de Almeida Alcântara, maior liderança populista da história itabunense, apoiou um secretários municipal , o engenheiro Félix Mendonça.
No dia da realização de um comício no Berilo o jornal O Intransigente denunciou que o prefeito não estava repassando, para as casas filantrópicas, o dinheiro que recebia dos banqueiros do jogo do bicho.
No evento, o palanque foi substituído por uma marquise na esquina do Berilo. O funcionário do gabinete, Nilton Ferreira Ramos – Nilton Jega Preta – apresentava os comícios. Neste dia, à tarde, o tempo fechou literalmente com relâmpagos, trovões e ameaça de uma tempestade.
Alcântara pediu a Nilton Ramos para reduzir o número de oradores, no que foi atendido. Eram dois microfones, um com o apresentador e outro para os políticos.
Primeiro falou Félix e depois Alcântara, que iniciou o discurso comentando  a notícia do jornal: “meu povo do Berilo e da Mangabinha. Minhas velhinhas…”  Fez uma pausa e num tom de lamento,voz chorosa, falou: “vocês viram a calúnia que saiu hoje num jornal?”.
E jurou: “eu quero que um raio me parta se eu já fiquei com um centavo do dinheiro do famigerado jogo do bicho”.
Neste momento Nilton Jega Preta, supersticioso, entregou o microfone à Mário Cezar da Anunciação e rapidamente desceu da marquise. Após o comício, o grupo foi se encontrar num bar e restaurante, atual Galo Vermelho. Quando Alcântara viu Nilton, falou sorrindo: “você é descarado, eu vi que quando falei do raio você desceu ligeiro da marquise”. Nilton também sorriu e desconversou.
Marival Guedes é jornalista e escreve no Pimenta sempre às sextas-feiras.

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Juquinha mandou os céticos saírem do traçado, senão a ferrovia passa por cima

O diretor-presidente da Valec, José Francisco das Neves, assegurou, durante a assinatura das ordens de serviço dos quatro primeiros lotes da Ferrovia da Integração Oeste-Leste (Fiol), que os canteiros de obra da ferrovia serão transformados, após sua conclusão, em escolas de capacitação profissional.
“Nós planejamos a construção dos canteiros para áreas onde, segundo nossos estudos indicaram, serão implantadas indústrias”, afirmou o diretor. Segundo ele, os quatro primeiros lotes da obra, entre Caetité e Ilhéus, vão gerar 10 mil empregos diretos e cerca de 30 mil indiretos.
“Queremos priorizar a contratação de mão-de-obra local, gerando riqueza e trabalho”, disse Juquinha, como o diretor é conhecido. Ele afirmou que a Bahia será integrada a um “complexo ferroviário nacional”, observando que a Ferrovia Oeste-Leste cruzará com a Norte-Sul, em Figueirópolis (TO).
O diretor explicou que a Fiol servirá ao transporte de grãos, fertilizantes, combustíveis e carnes, além de minério. Juquinha garantiu que o projeto é um caminho sem volta e mandou um recado aos que não acreditavam na viabilidade da ferrovia: “aos céticos, o que digo é que não fiquem na frente do traçado porque senão a ferrovia vai passar por cima”.