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Cerca de 500 famíliares de pequenos agricultores das localidades de Sururu e Serra do Padeiro, na região de Buerarema e Una, esperam ansiosas para abandonar o velho candeeiro e acender. Beneficiadas pelo programa Luz para Todos, elas ainda vivem no escuro por conta da disputa de terras entre produtores rurais e índios tupinambás.

Há mais de dois meses, os índios ‘confiscaram’ máquinas, equipamentos e um caminhão mulck utilizados por uma empresa contratada para o programa de eletrificação, a Meta, paralisando as obras do Luz para Todos. A previsão era de que as famílias estariam com energia elétrica em casa já no dia 18 de março. Quase um mês depois, as obras não foram retomadas.

A Coelba e a empreiteira contratada para as novas ligações de energia tentaram várias negociações com os tupinambás. E nada. Os tupinambás também querem ser beneficiados pelo programa. Retiveram caminhão e equipamentos como garantia. O blog tentou contato com a gerente local da Coelba, Scheyla Silva, mas ela participava de reunião.

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O nome de Walter Pinheiro (PT) como candidato ao Senado ao lado da socialista Lídice da Mata enfrenta forte oposição… Da própria Lídice.

A deputada federal do PSB prefere disparadamente que Otto Alencar seja deslocado da pré-candidatura a vice e ocupe a outra vaga na disputa pelo Senado. Já Pinheiro pode fazer o que quiser, desde que não seja pleitear a cadeira de senador.

Com toda razão, Lídice entende que um outro nome de esquerda reduziria a força de sua candidatura, o que não ocorrerá na hipótese de Otto ser o candidato ao Senado.

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Para Geraldo, o perdão das dívidas poderá reanimar o produtor

O deputado federal Geraldo Simões (PT/BA) participou hoje de uma reunião com membros da bancada nordestina no Congresso Nacional, na qual foram discutidas propostas para reduzir o impacto do endividamento rural na região.

 A questão da dívida é objeto da Medida Provisória 472/2009, que tramita no Senado e na qual o governo pretende incluir emendas. Para Simões, uma medida justa seria a remissão total dos débitos contraídos por pequenos produtores (dívidas de até R$ 10 mil) nas primeiras etapas do Programa de Recuperação da Lavoura Cacaueira.

Como se sabe, as medidas recomendadas pela Ceplac não produziram resultados e só restou para os produtores que as seguiram um pesado volume de faturas para quitar.

“Em condições normais de produção, essa dívida seria saldada facilmente, no entanto uma conjunção de fatores desfavoráveis, desde condições de mercado até equívocos no combate à vassoura-de-bruxa, levou os agricultores a uma situação generalizada de insolvência”, argumenta o deputado.

De acordo com o petista baiano, os produtores que seriam contemplados pela sua proposta equivalem a 60% dos contratos. Esse grupo responde por “um montante relativamente reduzido dos créditos concedidos”, frisa o parlamentar, acrescentando que o socorro a esses agricultores permitiria “seu retorno ao sistema financeiro, intensificando a produção das propriedades”.

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Situação bem sui generis está a ocorrer na política de Itapetinga. Por lá, o prefeito José Carlos Moura é filiado ao PT, mas a primeira-dama Cida Moura integra as fileiras do PR.

Até domingo passado, essa relação político-matrimonial era tranquila e até promissora, mas veio Geddel e seu chapão para estragar a harmonia.

É claro que Cida Moura nem cogita ir para o palanque peemedebista. Em breve, ela irá protocolar seu pedido de desfiliação na Justiça Eleitoral.

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A propósito da intenção do Ministério Público Federal em barrar a audiência pública do terminal portuário da Bahia Mineração, em Ilhéus, o Jornal Bahia Online tocou numa questão levantada pelo Pimenta em janeiro deste ano: o Ministério Público Federal não participou de uma reunião sequer da Comissão Estadual de Acompanhamento da Avaliação Ambiental. A comissão foi criada em 2008 pelo governo estadual e é composta por 36 membros, entre governos e organizações não-governamentais.

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O prefeito Newton Lima convocou secretários e demais assessores para deflagrar a operação Dever de Casa, que visa recuperar as escolas da rede municipal.

Todas as informações da reunião eram repassadas para o celular usado pelo ex-secretário de Educação, Sebastião Maciel, por um espião, por meio de mensagens de texto. Como o telefone antes utilizado por Maciel pertencia à prefeitura, as informações “secretas” foram parar nas mãos da atual titular da Pasta, Lindiney Campos.

Não se faz mais espiões como antigamente…

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A corregedoria da Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra o agente Heider Bonfim da Cruz, acusado de dar suporte ao tráfico de drogas, extorsão e extermínio. O agente da polícia civil lotado em Barro Preto foi preso por volta das 8h, na sua residência, na praça Menandro Menain. Saiu algemado.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pelo juiz da Comarca de Barro Preto, Eros Cavalcanti, e cumprido pela equipe da Civil em Itabuna. Escutas telefônicas teriam comprovado as ligações de Heider com o tráfico de drogas no sul da Bahia. A prisão foi comandada pelo delegado regional Moisés Damasceno.

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Otto, ao lado de Luiz Caetano e Josias (Camaçari Fatos e Fotos)

A visita do pré-candidato a vice-governador da Bahia, Otto Alencar (PP), nesta terça-feira, 13, a Camaçari, teve toda a pinta de campanha. Os membros mais animados da comitiva, aliás, dizem que  pode se considerar que  a corrida sucessória começou ontem na terra do Polo Petroquímico.

Acompanhado de diversos políticos, como o prefeito Luiz Caetano (que será o coordenador da campanha de Wagner à reeleição), Jonas Paulo (presidente da executiva estadual do PT) e o ex-deputado federal Josias Gomes, Otto visitou lideranças locais, deu entrevista em rádio, pintou e bordou.

O pré-candidato afirmou que tem uma relação afetiva com Camaçari. “Quando eu conheci, isso aqui era um canteiro de obras. Camaçari evoluiu muito”, declarou.

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Teve início ontem (13) em Itabuna a Conferência Municipal de Saúde, que prossegue até esta quinta-feira, dia 15. No Centro de Cultura Adonias Filho, onde os debates se realizam, a questão que mais preocupa tem a ver com a gestão dos recursos do setor.

Membros do Conselho Municipal de Saúde, médicos, enfermeiros, empresas que prestam serviços ao SUS, enfim… Todos questionam o fato de que, apesar de existir em Itabuna um Fundo Municipal de Saúde, este é inútil, pois desprovido de recursos.

Na Secretaria de Saúde de Itabuna, já houve um Departamento Financeiro, mas isso foi em outros governos. A “brilhante” gestão do Capitão Azevedo produziu, entre outras ações dignas de nota, a de eliminar aquele departamento, concentrando toda a administração de recursos nas mãos podeorosas do secretário da Fazenda, Carlos Burgos.

O dono do cofre é quem escolhe a quem paga ou deixa de pagar, movido por critérios que só ele conhece. E nessa toada, a saúde de Itabuna vai, cada vez mais, de mal a pior.

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Renato Costa já tem apoio do filho de FG

Parece improvável, mas tem gente especulando que o ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes (DEM), poderá apoiar a eleição do médico Renato Costa (PMDB) para deputado estadual. E tudo por uma questão de DNA…

O filho de FG, Sérgio Gomes, que foi candidato a prefeito de Pau-Brasil em 2008, já se definiu pelo apoio a Renato e tenta levar o pai pelo mesmo caminho. Por trás da articulação, estaria ninguém menos que o deputado federal Geddel Vieira Lima.

Uma reunião entre Geddel e Fernando está marcada para este sábado, 17, em Itabuna. E o assunto Renato Costa encontra-se na pauta.

Para refrescar a memória dos mais jovens, Renato foi vice-prefeito de Fernando de 1989 a 1992 e a convivência entre os dois não foi das mais tranquilas. Eles brigaram tanto, que o então prefeito mandou impedir a entrada do vice no seu próprio gabinete.

Sem sala e sem consideração, o vice-prefeito era (é até hoje) chamado de “Renato Moleza” por Fernando Gomes. E Geddel agora assume a empreitada de reajuntar os dois.

Não é moleza. É dureza!

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O prefeito era para estar aqui. Ele não manda mais nem em seu tempo…

Ivan Montenegro, chefe do gabinete da prefeitura de Itabuna, explicando a ausência do chefe, Capitão Azevedo, no lançamento da campanha tríplice da CDL.

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Não dá pra dizer, exatamente, que é briga que acabe na polícia: em Buerarema, um grupo de políticos se articula para exigir do comando do 15º Batalhão da Polícia Militar que, finalmente, entregue a viatura que o governo estadual encaminhou para a cidade sul-baiana. Em Macuco, a viatura quebrou e a polícia está quase a pé. Usa uma moto.

Mas o comando teria “segurado” o veículo porque Itabuna está quase sem viatura. Se tá difícil, decide no “par ou ímpar”, uai…

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Uma criança que estava na porta de casa acabou atingida por uma bala perdida nesta noite de terça-feira, 13, no bairro Nova Ferradas, em Itabuna. Lucas Dias, de 7 anos, foi levado para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem).

Ele estava próximo de Wallace Xavier, “Pity”, que acabou morto com oito tiros disparados por dois homens. Pity era velho conhecido da polícia e acusado de homicídio.

A informação de vizinhos é de que os dois bandidos atiravam em Pity e este ainda tentava correr da dupla. Lucas brincava na rua no momento do crime. As informações são do repórter Fábio Roberto.

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Montanha de pneus: criadouro de Aedes aegypti e agressão ambiental (Foto Pimenta).

Após denúncia do blog Pimenta na Muqueca (relembre aqui), a prefeitura de Itabuna decidiu recolher os quase cinco mil pneus lançados ao ar livre na localidade conhecida como Volta da Cobra, próxima ao Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem).

Os pneus foram lançados ao relento. Descobertos e acumulando água, funcionavam como depósito de larvas do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. Além do risco de proliferação da dengue, os pneus sem serventia – e ao ar livre – se transformam em risco ao meio ambiente.

Desde ontem, a prefeitura batia cabeça sobre o destino para a montanha de pneus. A decisão de removê-los e acondicioná-los em um galpão do município foi tomada na manhã desta terça-feira, 13. A remoção, então, foi iniciada no início da tarde.

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Do Política Etc

A ação do Ministério Público Federal, que pediu a suspensão da audiência pública sobre o Terminal Marítimo da Ponta da Tulha, peca em pelo menos um sentido: impedir um debate livre, participativo e democrático em torno do projeto, sem decisões “no tapetão”.

Sabe-se que há muitos interesses envolvidos e que eles vão muito além da louvável preocupação com o meio ambiente. São conhecidas as milionárias empresas do setor turístico que financiam grupos supostamente engajados na causa ambiental, mas que não passam de defensores ardorosos do capital da hotelaria.

O projeto da Bahia Mineração é exportar 18 milhões de toneladas de minério de ferro por ano pelo Terminal da Ponta da Tulha, que integrará o Complexo Intermodal de Transportes Porto Sul. Trata-se de um investimento em logística como nunca se viu nesse Estado tão carente e cheio de dificuldades para destravar seu crescimento – inclusive a falta de infraestrutura.

O Porto Sul tem um enorme potencial para incrementar o parque industrial na região sul-baiana, atraindo indústrias e gerando empregos. Não custa lembrar que a crise da lavoura cacaueira desempregou mais de 250 mil pais de família, repercutindo no inchaço das periferias urbanas, aumento da violência e outros problemas sociais.

O MPF aponta omissões no Relatório de Impacto Ambiental apresentado pela Bamin, mas a pergunta é: essas omissões justificam a suspensão da audiência pública?

Por que as falhas não podem ser apontadas na mesma audiência, às claras, para que todos os segmentos ali representados possam opinar? A discussão aberta sobre o projeto certamente produzirá conclusão segura, uma síntese das variadas opiniões, que são o fruto de uma sociedade plural, onde felizmente ainda se assegura liberdade às convicções.

Realmente, causa estranheza que estejam buscando suprimir a participação popular em uma audiência pública por meio da decisão da toga.