Em Itabuna, um supervisor de combate à dengue denunciou uma agente que falsificava relatórios e dava como inspecionadas casas que não recebiam a sua visita (a dela, claro!).
Agora, imagine uma situação dessas no município campeão de dengue em todo o estado. Se o leitor pergunta o que fez a coordenação de combate a endemias (dengue, no caso) e o secretário municipal de Saúde, Antônio Vieira…
Lá vem o mais o absurdo: Vieira decidiu punir o denunciante, que desmascarou a prática da agente, munido de provas substanciais e robustas. Mas nada disso adiantou. Vieira foi impiedoso. Com o denunciante, claro.
Em tempo: Itabuna registrou mais de 14 mil casos de dengue apenas em 2009.
Tempo de leitura: < 1minutoCarlos Magno ameaçava se jogar do telhado.
A Coelba emitiu comunicado para explicar que a interrupção do fornecimento de energia elétrica na região central de Ilhéus, ontem, atendeu a um pedido do Corpo de Bombeiros. Um homem alcoolizado tentava se jogar de cima de um casarão na rua Antônio Lavigne de Lemos.
A Corporação pediu o auxílio da Coelba para evitar o pior e salvar o suicida. A interrupção ocorreu entre as 11h03min e 12h06min de ontem. A tentativa de suicídio foi noticiada aqui, ainda ontem. A foto é do blog O Sarrafo (www.osarrafo.com.br).
Itabuna terá orçamento de R$ 280.117.664,72 em 2010, de acordo com projeto de lei lido nesta quarta-feira, na Câmara de Vereadores. O montante é R$ 56 milhões superior ao deste ano (R$ 224,9 milhões). De acordo com a assessoria de comunicação do Legislativo, a Câmara divulgará edital estabelecendo os prazos de tramitação do projeto de lei orçamentária. Além de vereadores e entidades, cidadãos também podem apresentar emendas ao Orçamento 2010.
Tempo de leitura: < 1minutoWagner elogia Valmir e critica traidores (Foto Osvaldo Queiroz).
Numa solenidade em que destacou o trabalho do secretário Valmir Assunção à frente da Pasta da Assistência Social, o governador Jaques Wagner disse não impedir que alguém cresça ao seu redor e afirmou não ter medo de dividir poderes. E aproveitou para disparar contra um ex-aliado:
– Quem tem competência, se estabelece. Nunca impedi que alguém crescesse. É claro que de vez em quando a gente ajuda alguém a crescer e esse alguém acaba nos apunhalando pelas costas.
Quem acompanha a política baiana sabe de quem estava falando o governador. Era dele mesmo, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB), que se fortaleceu à sombra de Jaques Wagner, tornou o PMDB ‘gigante’ e depois abandonou o atual governador. Abandonou para disputar a sua sucessão em 2010…
Que Eunápolis está entre os municípios baianos que mais crescem nos últimos anos, não há dúvida. E surge mais um dado importante para reforçar essa imagem. Ontem, enquanto era assinado contrato para a construção de 992 casas do programa Minha Casa, Minha Vida em Itabuna, Eunápolis assegurava início imediato e recursos para 1.500 moradias no programa federal de habitação.
Outro exemplo: Itabuna ainda anunciava intenção de ter uma loja do Carrefour, o Atacadão, e Eunápolis já acelerava. A loja foi inaugurada há quase dois meses. O que estaria faltando à velha “Tabocas”?
Finalmente, após oito longos anos, parece que sairá a reforma do calçadão da Ruy Barbosa, no centro. O projeto de reforma é ensaiado desde o início da gestão de Geraldo Simões (2001-2004), e teve outras ‘ameaças’ no último governo de Fernando Gomes. Agora, parece que sai do papel.
Nem o secretário da Indústria e Comércio, Carlos Leahy, ‘se solta’ ao comentar sobre a reforma. “Até novembro sairá o piso. O restante, vamos fazer em seguida. Nossa vontade é aprontar para o período natalino. Vamos trabalhar”.
O ex-diretor da Biofábrica, Moacir Smith Lima, reclama do atraso de salários dos seus ex-comandados (por falta de repasses da Seagri) e se inclui na lista dos prejudicados, pois, demitido, saiu com uma mão na frente e outra atrás. Agulhão Filho vê nisso os bíblicos sinais dos tempos.
Falaí, trovador:
É Ferreirinha que vai,
na véspera do centenário,
é nota falsa que vem,
a “garoupa” do otário,
é Azevedo que ri,
com o plano imobiliário…
O tempo é “de murici”,
que o diga Moacir,
sete meses sem salário!…
.
Hoje seria realizada a segunda votação do decreto legislativo que obriga o governo a fazer o ressarcimento integral (25 dias, no mês de julho) do contestado aumento na tarifa de água.
A primeira votação foi na semana passada, quando o governo levou a melhor, em uma sessão em que estiveram ausentes os vereadores Ricardo Bacelar (PSB), Gerson Nascimento (PV), Milton Cerqueira (DEM) e Ruy Machado (PRP).
E foi justamente por causa da ausência do vereador Roberto de Souza que o decreto não pôde ser votado pela segunda vez, hoje. Pelo regimento da Câmara, a ausência do proponente impede a realização da votação da matéria. Mas o governo, que tinha a vitória como certa, se vingou.
Quer pegar o parlamentar pelo bolso. O líder do governista na Casa, Milton Gramacho (PRTB), cobrou do presidente da Mesa Diretora, Clóvis Loyola, o corte no ponto do vereador faltoso. O presidente prometeu “cumprir a lei”, o que significaria uma mordida de 25% nos vencimentos de Souza.
Resta saber como ficarão os salários dos que faltaram na primeira votação – fala-se, aqui, dos que não deram justificativa. O imbróglio está longe do fim. Para entender o ‘processo’, clique aqui e aqui.
O secretário-geral do PP baiano, Jabes Ribeiro, jura que nada tem a ver com possíveis articulações para a derrubada de Rúbia Carvalho na Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Em contato com o Pimenta, Jabes diz que não sabe “nem o cargo que essa mulher ocupa” e que Rúbia é “um problema do PDT”. O partido de Brizola é quem está no comando da Secti, desde a saída do PMDB da base de Jaques Wagner.
A negação veemente ocorre a propósito de nota publicada aqui, na segunda-feira, dando conta de articulações de bastidores de Jabes contra Rúbia, sua desafeta que estaria ainda na aba do deputado federal peemedebista Raymundo Veloso, apesar de seu ventilado ingresso no PSC. Tanto Veloso como o PSC, oficialmente, estão na oposição ao governo do estado.
Tempo de leitura: < 1minutoWagner recebe presidenciável Dilma Roussef.
A ministra e presidenciável Dilma Roussef (PT) visita a Bahia neste final de semana. Recuperada de um câncer linfático, ela inicia o périplo participando de uma missa em ação de graças da Igreja do Bonfim, em Salvador.
O roteiro do primeiro dia também prevê vistoria das obras do Hospital da Criança, em Feira de Santana, e assinatura de autorização de concessão da BR-324 e duplicação da BR-116.
Ela ainda visita o município de Cipó, na sexta. O encerramento é por Salvador, no sábado, onde vistoria obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O roteiro é digno de pré-campanha eleitoral. Fazer o que, né? Tem algo a mostrar…
Foi no ‘fio do bigode’ que funcionários terceirizados do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna voltaram ao trabalho, no final da manhã desta quarta, 7. O diretor do órgão em Itabuna, Ricardo Tadeu, convenceu os auxiliares de necropsia a retornar ao serviço com a promessa de que a situação trabalhista seria resolvida, no máximo, até sexta, 9.
O serviço auxiliar de necropsia foi terceirizado pelo estado e assumido aqui em Itabuna pela Zip Serv. Os contratos dos auxiliares foram encerrados e estes ficaram trabalhando ‘de graça’ desde o dia 20 de setembro. Ontem, decidiram cruzar os braços. Os auxiliares retornaram ao serviço ao final da manhã de hoje. Três corpos aguardavam os trabalhos de perícia, dois deles desde ontem à tarde.
Na mesma semana em que um infarto fulminante impediu Ferreirinha de chegar aos 100 anos, uma bala perdida impediu a pequena Maria Eduarda Ribeiro Dias de ultrapassar seu primeiro ano de vida.
O quase um século de Ferreirinha, morto no domingo; e o apenas um aninho de Maria Eduarda, assassinada com um tiro no peito na segunda-feira, formam o contraste de uma cidade capaz de garantir a longevidade de uns, mas incapaz de impedir a morte mais do que precoce de outros.
O fazendeiro Ferreirinha, morava na Zildolândia, um bairro classe média de Itabuna. Viveu o suficiente para, aos 85 anos, casar-se com a estudante Iolanda, então com 16 anos, uma paixão arrebatadora e ao mesmo tempo inusitada, que lhe rendeu fama internacional e o título de “Garanhão de Itabuna”, que ostentava com indisfarçável orgulho.
Ao morrer, após lutar bravamente contra uma seqüência de enfermidades, Ferreirinha já tinha seu nome inscrito na história de Itabuna. Seu sepultamento reuniu centenas de pessoas, entre familiares, amigos ou simples curiosos, que o conheciam apenas por conta da fama.
Maria Eduarda morava no bairro São Pedro, um dos mais carentes de Itabuna, onde a violência impõe a lei e o medo aos moradores, gente trabalhadora e decente. Não viveu nem o suficiente para dar os primeiros passos, nessa caminhada incerta rumo a um futuro que para ela agora é apenas uma interrogação ou uma abstração.
Ao morrer de forma abrupta e violenta, ganhou o noticiário policial das rádios, televisões e jornais. Seu sepultamento reuniu apenas gente simples do bairro, que cobrou Justiça, mas sabe dos riscos que é abrir a boca para protestar contra a impunidade dos marginais.
Maria Eduarda, sem fama nem fortuna, está fadada a virar apenas estatística, um número a mais no elevadíssimo número assassinatos em Itabuna.
Maria Eduarda foi vítima de uma dessas balas perdidas que por uma dessas coisas inexplicáveis só encontram gente inocente.
Baleada dentro de casa numa rua chamada – suprema ironia – Liberdade.
Liberdade é justamente o que falta para os moradores do São Pedro e de outros tantos bairros da periferia de Itabuna, prisioneiros em suas próprias casas.
De Ferreirinha se pode dizer que teve a sorte de, a despeito de duas guerras mundiais, ter nascido num tempo em que a violência cotidiana não produzia tantas vítimas fatais. Viu o mundo dar um salto tecnológico, o homem pisar na Lua e virou não apenas o século, mas também o milênio. ´
Amou e foi amado, teve filhos, netos, bisnetos e ainda viveu uma bela paixão outonal.
De Maria Eduarda se pode dizer que não teve sorte alguma, mas o azar de ter nascido num tempo em que nem um bebê inocente está seguro dentro de casa, quando essa casa está localizada numa área de guerra urbana, onde sobreviver é quase um milagre.
O intervalo de apenas um dia separou as mortes de Ferreirinha e Maria Eduarda.
Quase um século separou as vidas de Ferreirinha e Maria Eduarda.
Personagens diferentes, vidas diferentes, que talvez nem coubessem na mesma história.
Mas que se encaixam perfeitamente quando inseridos na história de uma cidade que celebra Ferreirinha mesmo na morte e chora a Maria Eduarda sem vida.
Uma cidade que num intervalo de 24 horas alçou Ferreirinha a condição de mito e empurrou Maria Eduarda à condição de anjo caído.
Tempo de leitura: < 1minutoAlbagli diz que Bahia Pesca está aberta a investigação.
O presidente da Bahia Pesca, Isaac Albagli, disse não temer uma investigação de sua gestão por parte do Ministério Público ou do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Alvejado pelo deputado Paulo Rangel (PT), que denunciou supostas irregularidades na empresa (leia aqui), Albagli disse que a empresa estadual está aberta “a qualquer auditoria”.
– De minha parte, aviso que não tenho um centímetro sequer de preocupação pela iminente presença do Ministério Público, TCE ou [de] seja lá quem [for]. Até em verdade, preciso que os órgãos de controle investiguem e depois divulguem suas conclusões.
Albagli disse ter vivido um momento a la Kafka, pois não pôde se defender das denúncias do deputado petista, seguindo uma estratégia do PP, partido que comanda a Secretaria Estadual de Agricultura e a Bahia Pesca. A presidência estadual do partido e a bancada estadual definiram que Albagli somente falaria sobre o assunto após pronunciamento da bancada na Assembleia Legislativa, onde Rangel fez a denúncia.
O pronunciamento foi feito ontem, pela deputado Eliana Boaventura, que rechaçou a existência de irregularidades na Bahia Pesca. Boaventura, no entanto, lançou dúvidas sobre as gestões anteriores na empresa, inclusive a do período Jaques Wagner, a partir de 2007.
Tempo de leitura: 2minutosGiltânia Menezes: luta é para garantir a qualidade dos projetos
A gerente de Desenvolvimento Urbano da Caixa, Giltânia Menezes, é o que se pode chamar de guardiã da qualidade do programa Minha Casa, Minha Vida em Itabuna. Com seu jeito delicado, esconde uma tenacidade que aflora nas negociações com as construtoras interessadas no programa, que é financiado pelo governo federal – dinheiro público, amigos – por meio da Caixa Econômica Federal.
O Pimenta teve dois dedos de prosa com a ‘beque central’ do programa em Itabuna, durante a cerimônia de assinatura do contrato de R$ 40,5 milhões, ontem à noite. E ela não dá mole, mesmo. “Temos brigas memoráveis com as construtoras, mas são para garantir a melhor qualidade possível dos imóveis”. Sobre o Minha Casa, Minha Vida, leia também o bate-papo com a coordenadora nacional do programa, Maria del Carmen, publicada aqui no blog há duas semanas. Confira, a seguir, a conversa com Giltânia Menezes.
Qual o diferencial dessas casas do programa, em termos de qualidade, em comparação com outros projetos que o governo financiava até pouco tempo atrás?
A qualidade, em si, dos projetos já é um grande diferencial. Mas nós temos brigas memoráveis com os construtores para garantir projetos mais humanos, que atendam às necessidades dos beneficiários, como áreas de lazer, espaços para prática de esportes. Tem que ser um projeto que garanta uma convivência e integração entre as pessoas que vão participar.
E tudo isso está previsto nesse projeto que foi assinado hoje?
Com certeza. Imagine que nesse projeto que aprovamos para 992 casas no São Roque, serão cerca de cinco mil pessoas morando numa mesma área. Essas pessoas tem necessidades específicas, mas todas necessitam desses equipamentos de lazer, como quadra de esportes, campo de futebol, parque infantil.
O que é levado em conta para se aprovar um determinado projeto e não outro?
O que buscamos e não abrimos mão é um projeto que priorize a humanização dos espaços, ofereça imóveis dignos e respeite as pessoas. Não é porque são imóveis subsidiados pelo governo que devem ser indignos. E nesse aspecto, lutamos pelo máximo. O programa já exige que as casas sejam construídas em áreas urbanizadas, próximo ao comércio, com acesso a farmácia, postos de saúde, supermercados entre outros equipamentos urbanos.
Existe um protocolo ou o construtor que oferecer o melhor projeto leva?
A gente tem uma máxima que diz o seguinte: se for projeto para quem ganha na faixa dos quatro a dez salários mínimos, essas especificações vão ser as que o mercado assimilar. Mas quando é para quem ganha de zero a três salários, é o governo quem determina a qualidade mínima a ser exigida. Claro que lutamos para elevar isso, e aí entra a nossa capacidade de negociação.