A votação de uma emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2010 acabou em agressão física na Câmara de Vereadores de Buerarema, na noite desta terça (30). A confusão envolveu os vereadores João Bosco e José Eduardo e o presidente da CDL local, Samuel Chaves dos Santos.
Samuel saiu do plenário da Câmara direto para a delegacia da cidade, onde prestou queixa contra José Eduardo, a quem acusou de agressão física. “Zé Eduardo partiu para cima de mim e me deu um tapa no pescoço”, contou o presidente.
O suposto agressor contesta: “Isso não houve. Ele que me agrediu moralmente, me chamando de safado e vagabundo. Eu bati no ombro dele e disse pra ele falar isso de novo lá embaixo [do lado de fora da Câmara]”.
A confusão toda começou porque o presidente da CDL e comerciantes queriam ver aprovada uma emenda à LDO para garantir verba orçamentária às campanhas promocionais de São João e Natal, promovidas pela entidade lojista. O vereador oposicionista Roque Borges foi o autor da emenda.
A bancada governista foi contra e justificou argumentando que a emenda somente poderia ser incluída na lei orçamentária, não na LDO. A revolta do dirigente da CDL se deu porque o vereador João Bosco, que também é comerciante, foi contrário ao projeto. “Pedi apoio e ele disse que daria. Depois [na hora da votação], retirou”, lamenta.
Com a posição do vereador, Samuel o interpelou: – Bosco, valeu, o comércio lhe espera.
Segundo o presidente da CDL, Bosco teria reagido, chamando-o de analfabeto. “Não ouvi mais nada porque Zé Eduardo partiu para cima de mim”, conta Samuel. Foi quando houve a sessão de tapas. Ou ‘batida’ no ombro, a depender da versão.
Ao final, a emenda foi rejeitada por 5 votos a 3. Nos bastidores, a versão é de que a iniciativa foi rejeitada porque o seu autor, Roque Borges, é da oposição. “Zé Eduardo me disse que tinha que procurar a bancada [governista]”.
Zé Eduardo é lider do governo e tem fama de não levar desaforo para casa. Ao Pimenta, disse que entendia o “barulho” da oposição e do presidente da CDL. “Querem criar ato político”.
























