Agora blogueiro assumido, o jornalista Giorlando Lima, que comandou a campanha da candidata petista Juçara Feitosa em 2008, comentou em seu site Notas da Bahia texto publicado pelo Pimenta sobre a retenção dos repasses de valores pagos pelos funcionários da prefeitura ao Banco BMG/Credsul (veja nota). A seguir, o comentário de Giorlando.
O prefeito José Nilton Azevedo completa hoje (sábado, 16) 136 dias de desacerto. Azevedo, que é caputão da PM reformado, foi eleito com uma campanha populista, sem qualquer capricho de marketing, baseada na exploração de que ele era (talvez ainda seja) um homem simples, pobre e sincero que faria um governo em que as mulheres pobres teriam panelas, os homens carrinhos de pipoca e os dois uma bolsa-renda de R$ 100,00.
Vice-prefeito de Fernando Gomes, cujos índices de reprovação chegaram a 70%, ele conseguiu se livrar da imagem ruim do prefeito, prometendo fazer um governo diferente do seu antecessor. Quando cobrado sobre as razões porque passara quase quatro anos defendendo um governo que todos consideravam ruim, ele respondia que “era apenas vice e vice não faz nada, não manda em nada, é um enfeite”. Dizia isso mesmo tendo sido secretário no governo de Fernando Gomes, tido como o pior prefeito da história de Itabuna (antes dele o pior teria sido Geraldo Simões – nos dois mandatos).
Ao assumir, Azevedo, no entanto, manteve a maioria dos secretários de Fernando e não demonstrou que tivesse, de verdade, qualquer projeto para a cidade, a não ser o carnaval, que dois dos seus secretários especialistas no assunto – Carlos Leahy, da Indústria e Comércio e também presidente da CDL, e Josias Miguel, produtor de eventos e festivais de calouros, secretário de Comunicação e Ações Governamentais – planejaram e defenderam. A realização do carnaval, que em Itabuna acontece duas semanas antes do oficial, foi desanconselhada pelo Ministério Público e outras entidades, por causa, entre outras crises, da epidemia de dengue que tomava a cidade – que tem o maior números de casos e de mortes no estado – mesmo assim, Azevedo fez.
Segundo o blog Pimenta na Muqueca, o prefeito pensou em gastar R$ 700 mil na folia, mas a conta teria passado de R$ 900 mil. Enquanto isso, ele alega não ter dinheiro para o bolsa-renda, para o programa prefeitura nos bairros e, agora, consta que a prefeitura mete a mão no dinheiro do servidor (ou do banco) que tem descontado de seu salário todo mês prestação de emopréstimo consignado que a prefeitura segura e não repassa ao banco que emprestou.
Muita confusão para 136 dias. Apesar disso, segundo o Pimenta na Muqueca, o prefeito foi visto esta semana, em pleno horário de expediente, fazendo compras tranquilamente em um supermercado. Crise, que crise? Ah, Josias Miguel já pulou fora. Participação na administração agora é uma menção em seu currículo.



























