O município de Itacaré está entre os 120 escolhidos (por sorteio) no Brasil para integrar o chamado “grupo de controle” da Controladoria-Geral da União (CGU). A iniciativa faz parte de um estudo da CGU para apurar a eficácia do programa de fiscalização por sorteios. O objetivo é pressionar os gestores desses municípios ‘contemplados’ a maneirar na corrupção.
Daqui a um ano, 30 cidades do grupo de controle serão sorteadas para que, junto com outras 30, escolhidas em sorteios ampliados para todo o país, tenham as contas investigadas. A CGU quer saber se a perspectiva maior de serem sorteados levará a uma redução da corrupção entre gestores desses municípios do grupo.
As chances de sorteio de cada uma dessas cidades na primeira leva são de 25%, enquanto que as outras – sorteio nacional – enfrentam ‘risco’ de apenas 0,57%.
O critério acaba, por um lado, sendo injusto com alguns municípios, como é o caso de Itacaré. A atual gestão vem fazendo um trabalho interessante de investigação e denúncia de irregularidades de governos passados. Por outro lado, a vantagem é política, já que o atual governo vai ter a chance de fazer o comparativo com essas administrações, que foram alvos de inúmeras denúncias.
Veja aqui a lista completa do grupo de controle da CGU.
Segundo a Folha Online, o IBGE deverá selecionar 232.900 trabalhadores temporários para realizar o Censo 2010, dos quais 200 mil vão atuar como agentes censitários. O edital tem previsão de publicação em outubro. A previsão salarial é de R$ 1.500,00 para recenseadores e R$ 1 mil para agentes censitários de informática.
Será exigido nível fundamental completo para a função de agente censitário e nível médio para agentes censitários supervisores e de informática. O processo seletivo contará com provas de conhecimentos gerais, matemática, português e noções de informática. O contrato pode ter duração média de quatro meses.
A rede de lojas de vestuários Canal Jeans baixou as portas. Em Ilhéus e Itabuna, calcula-se que a rede possuía mais de 100 funcionários. A direção da loja quer firmar uma convenção coletiva para homologar as demissões, mas os trabalhadores estão correndo da negociação.
Veem na estratégia da empresa uma armadilha para devorar direitos, a exemplo de horas extras não pagas. A informação, ainda, é que a Canal Jeans retorna a operar ainda neste semestre, mas com outro nome.
Caetano Veloso entoava “Força Estranha”, em homenagem ao “Rei Roberto, quando despencou do palco em Brasília, ontem à noite. Com queda ou sem queda, vale a pena conferir uma apresentação do baiano em Salvador. É só clicar na seta play.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA) realiza hoje, a partir das 14 horas, a primeira fase do Exame de Ordem 2009.1.
A prova, que será aplicada simultaneamente em quatro cidades (Barreiras, Salvador, Ilhéus e Vitória da Conquista) tem 2.682 participantes inscritos.
A prova objetiva possui 100 questões que deverão ser respondidas em cinco horas. O Exame de Ordem será realizado por 26 seccionais em todo o país no mesmo horário.
A avaliação geral é de que o Sindicato dos Rodoviários ganhou respaldo com a decisão do TRT quanto à legalidade da greve em Itabuna. O fato de o tribunal ter determinado o retorno de parte da frota às ruas não tira a legitimidade e a força da mobilização do Sindirod. O transporte público é serviço essencial e, portanto, a greve se legitima na medida em que cumpre a regra de manter 30% dos veículos em circulação. Ainda assim, o sindicato avisa que vai boicotar a decisão judicial, realizando “operação-tartaruga” nos ônibus que estão nas ruas. A decisão, com todo respeito aos líderes do movimento, é estúpida. Primeiro, porque cria o risco de tornar a greve ilegal; segundo, porque 70% dos ônibus ainda se encontram nas garagens, o que já é suficiente para fazer com que os empresários se interessem em negociar; terceiro, porque os rodoviários podem acabar perdendo o mínimo de apoio que ainda lhes resta junto à população. Recomenda-se um pouco de ponderação e bom-senso neste momento em que a greve parece encontrar-se na fronteira entre um movimento justo e correto, e o radicalismo burro.
Tempo de leitura: < 1minutoCom a liminar obtida pelas empresas no TRT, 30% da frota de ônibus (50% nos horários de pico) voltou a circular em Itabuna. A justiça considerou a greve legal, o que deu força ao sindicato nas negociações.
O vereador Ademir Pires Bispo (PTB), de Ibicuí, achou de usar dinheiro público para publicar notinhas de parabéns pelo aniversário de membros do legislativo municipal.
Alvo de denúncia, Bispo sofreu condenação do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A multa foi pequena: apenas R$ 1 mil, somada ao ressarcimento de R$ 391,00, que correspondeu ao valor das publicações num jornal local.
Em seu parecer, o conselheiro José Alfredo Rocha observou que “a publicidade com dinheiro público deve envolver apenas diretrizes do governo e não veiculação de fotos e informações pessoais de políticos”.
Em comentário enviado ao Pimenta, o professor e advogado Adylson Machado lembra que o ex-prefeito Henrique Cardoso, que faleceu ontem em Ilhéus aos 99 anos, foi um dos responsáveis pela instalação da Faculdade de Direito de Ilhéus, que mais tarde viria a se incorporar à Federação das Escolas Superiores de Ilhéus e Itabuna (Fespi), hoje Uesc.
Interessante é que o professor diz ter ouvido do próprio Cardoso que até dinheiro do jogo do bicho contribuiu para o pagamento de aluguel de imovel onde funcionava a faculdade.
Outra lembrança importante de Machado: foi Henrique Cardoso, em fins da década de 70, quando deputado federal, que apresentou emenda propondo a divisão da Bahia. Anos depois, a mesma ideia foi defendida pelo ex-deputado federal e ex-prefeito de Itabuna, Fernando Gomes.
Na época, a reação à proposta foi pesada, como é possível constatar no vídeo abaixo, produzido por Duda Mendonça:
O cantor baiano Caetano Veloso levou um grande susto em um show que presta homenagem a Roberto Carlos, em Brasília. O show, no final de noite de sábado, transcorria normalmente. Caetano entoou “Força Estranha” e se aproximou da beirada do palco. Foi o suficiente para a queda de mais de metro de altura. De acordo com o blog do Noblat, o show sofreu interrupção, por alguns instantes. Caetano, do chão, seguiu cantando a música-homenagem ao Rei Roberto.
A liminar do Tribunal Regional do Trabalho determina que apenas em horário de pico será utilizada 50% da frota de ônibus nas empresas atingidas pela greve dos rodoviários em Itabuna e sul da Bahia. Em horários normais, apenas 30% dos ônibus vão para as ruas.
Até aqui, a categoria decidiu pela manutenção da greve, que foi considerada legal pelo Tribunal. O pedido de liminar apresentado à justiça trabalhista local pelas empresas foi negado. De acordo com o Sindirod, os salários dos rodoviários das empresas Rota, Expresso Brasileiro, Cachoeira e São Miguel são os mais baixos do interior baiano.
De acordo com o presidente do sindicato, Joselito Paulo, o Pé-de-Rato, motoristas têm piso de R$ 805,00 e cobradores recebem salário mínimo. Apenas a Águia Branca concordou em reajustar os salários com base no que vem sendo pedido pelo sindicato, que é 12% de reajuste para motoristas e cobradores e mais 8% para outras funções. A empresa ainda acordou pagar R$ 229,00 de tíquete-refeição.
Gustavo Atallah Haun | g_a_haun@hotmail.com
Há poucos dias o Brasil comemorou a triste data de 15 (quinze) anos sem o piloto automobilístico Ayrton Senna. Lembro-me exatamente da tragédia, no primeiro de maio, feriado em pleno domingo, pois assisti ao Grande Prêmio da Itália em casa, sentado no sofá, na torcida de que o corredor brasileiro pontuasse a primeira vez na temporada. Eu era mais um dos muitos fãs alucinados por Senna.
Na curva Tamborelo, nas primeiras voltas, acabou-se o sonho do tetra. O carro colidiu com o muro; a cabeça chocou-se com o concreto e o capacete nada pode fazer. Assim como o helicóptero que sumiu sem deixar vestígios do congressista Ulisses Guimarães ou o avião que espatifou-se na Serra da Mantiqueira e levava o irreverente grupo dos Mamonas Assassinas.
Quando eu cursava a quarta série do ginásio (atual quinto ano do Ensino Fundamental), com sete, oito anos de idade, assisti a um enterro pelo televisor que me chocou: uma multidão acompanhava um caixão em cima de um carro de bombeiro, pulando cercas, chorando, beijando a bandeira nacional. Enquanto isso, uma música de Milton Nascimento (Canção da América?) era executada e as minhas lágrimas desciam copiosamente, mesmo sem entender nada do que estava acontecendo. Naquela idade eu nada sabia sobre Tancredo de Almeida Neves e a redemocratização, mas já acompanhava com sofreguidão mais um dos nossos heróis que havia sucumbido.
De uma hora para outra deixamos de conviver ou idolatrar pessoas públicas ou não que davam algum sentido de brasilidade ou irreverência, levavam alguma alegria ao nosso morno cotidiano ou um senso de cidadania a todos. Naquela segunda-feira de luto pela morte de Ayrton, amarrei a bandeira do Brasil na cintura e a cobri com uma camisa preta. Fui à escola vestido assim, sendo olhado e criticado por muitos. Hoje entendo a minha atitude como um desabafo e uma forma de me diferenciar dos outros na demonstração da própria dor.
Mais adulto percebo o quanto é infeliz um povo que necessita de ícones ou símbolos o tempo todo para se valer, para fazer ascender a sua péssima auto-estima. Não à toa quando nos destacamos em algum setor, algum esporte, alguma novidade, descoberta, etc., temos que divulgar ao mundo, demonstrar que existimos, que também fazemos parte da aldeia global. Isso no fundo se deve à própria forma de colonização que tivemos, explorativa e oligárquica. Não somos melhores nem piores que nenhum povo. Existimos simplesmente para sermos diferentes e, dentro dessa belíssima diversidade, fazer crescer a nossa sabedoria, a nossa fraternidade, a nossa consciência de habitante de um mesmo planeta.
Todos somos ou devemos ser herois, mesmo que anônimos, mesmo que desterrados, mesmo que explorados. Herois porque nascemos, estudamos, trabalhamos, procriamos e morremos no mesmo chão e na mesma pegada: sermos humanos em uma terra de desumanos. Gustavo Atallah Haun é professor
Faleceu no início da noite o ex-prefeito Henrique Cardoso. Ele deu entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São José, ontem, com uma hemorragia. Cardoso governou Ilhéus no período de 1960 a 1963 e foi vereador do município por dois mandatos, na década de 50.
Político, advogado e agricultor, Cardoso ainda exerceu mandato de deputado estadual por duas vezes e também ocupou vaga no parlamento federal. Ele começou a carreira política pela UDN e a encerrou no MDB.
Apenas a Viação Águia Branca aceitou a proposta de reajuste de 12% dos salários dos rodoviários de Itabuna e sul da Bahia. Os ônibus da empresa começaram a rodar no final da tarde deste sábado. Por enquanto, empresas como Rota, Expresso Rio Cachoeira e São Miguel não cedem. A greve começou ontem, às 3h.