O posto de saúde do Califórnia (Alberto Teixeira Barreto) é o que o governo chama de unidade referência. Mas isso é só um apelido – ou um desejo. Na vida real a coisa é bem mais complicada. Por exemplo: dos seis médicos que atendiam diariamente naquela unidade, até meados de 2007 – sim, ainda no governo Fernando Gomes -, restou apenas um, Jairo Santiago de Novaes.
Mas isso não é o mais grave. O doutor Santiago está gozando, nestes dias, merecidas férias. Que bom pra ele. O problema é que seus milhares de pacientes ficaram sem atendimento, já que o município não designou ninguém para substitu-i-lo. O posto do Califórnia recebe pacientes do Parque Boa Vista, Fátima e outros, além dos milhares de moradores do próprio Califórnia.
Tem mais. Pacientes que necessitam de medicamentos de uso contínuo – para controle da pressão arterial, por exemplo – estão sofrendo com a falta de remédios no posto. Uma senhora aposentada, de 73 anos, hipertensa, cansou de ir a procura de seu remédio no posto, e diz que fica nervosa com a possibilidade de sofrer algum problema pela falta de uso do medicamento.
“Aí minha pressão aumenta. Recorro a minha filha, que divide comigo o remédio usado por seu marido”, queixa-se a aposentada. Prioridade para a saúde é isso aí.


















