Maioria do Legislativo vota para arquivar denúncia contra Tandick Resende || Foto Redes Sociais
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Do PIMENTA

Por 15 votos a quatro, a Câmara de Ilhéus arquivou pedido de cassação de mandato contra o vereador Tandick Resende. A decisão desta terça-feira (16) rejeitou parecer do vereador Nerival Reis (PSD), relator do caso na Comissão de Ética, que defendeu instauração de Comissão Processante para julgamento de denúncia de quebra de decoro parlamentar feita pelo vereador Vinícius Alcântara, correligionário de Tandick no União Brasil.

Apenas o vereador Josemar Cardoso (REP) faltou à sessão. Já Mesaque Soares (PSDB) se absteve, alegando que seu voto poderia dar ensejo a eventual anulação da votação, pois a 1ª Vara da Fazenda Pública de Ilhéus expediu mandado de segurança impedindo que o relatório dele, que trata de outra denúncia contra Tandick, fosse levado ao plenário.

Votaram a favor da abertura do processo Enilda Mendonça (PT), Maurício Galvão (PSB), Nerival Reis (PSD) e Vinícius Alcântara.

Pelo arquivamento, os votos foram de Adilson José (PT), Aldemir Almeida (PSD), Alzimário Belmonte (PSD), César Porto (PP), Ederjúnior (REP), Márcio Bodão (Avante), Nal Araújo (UB), Nascimento Júnior (Agir), Neto da Saúde (PMB), Horário do Pão (PP), Kêko Pizza (DC), Odailson Aranha (POD), Paulo Carqueija (PSD), Rúbia Carvalho (Agir) e Tandick Resende.

RECUO

Antes da votação, Tandick Resende pediu afastamento da função de primeiro secretário da Mesa Diretora. O gesto defensivo levou em consideração que o relatório de Nerival Reis apontava a presença do colega no cargo diretivo como ameaça ao bom funcionamento das atividades da Câmara, em razão dos atritos que Tandick acumulou com parte de seus pares.

Para Vinícius Alcântara, a atuação do acusado no Legislativo extrapolaria os limites do debate político, por meio de conduta reputada como violenta na denúncia. Na avaliação do autor, a decisão da Câmara de arquivar o caso teria sido tomada sob a influência do prefeito Valderico Júnior (UB):

“O que existe aqui, com toda a intervenção do poder político, inclusive do prefeito, é passar a mão na cabeça do agressor e deixar a vítima – as vítimas – ao relento”.

Com imagens da TV Câmara, assista à votação.

Vereadores aprovaram subsídio milionário em sessão remota || Imagem CMI
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Nesta terça-feira (20), em sessão remota, a Câmara de Ilhéus aprovou, por 15 votos a três, projeto de lei que autoriza a Prefeitura a conceder subsídio anual de R$ 26.400.000, dividido em 12 parcelas, às concessionárias do transporte público, serviço hoje operado apenas pela Viametro, desde o fim do contrato do município com a Viação São Miguel (leia mais aqui). Autor do projeto, o prefeito Valderico Junior (UB) já manifestou interesse em contratar uma segunda concessionária.

Votaram a favor Aldemir Almeida (PSD), Adilson José (PT), Ederjunior (Republicanos), Horário do Pão (PP), Nerival Reis (PSD), Tandick Resende (UB), Rúbia Carvalho (Agir), Paulo Carqueija (PSD), Márcio Bodão (Avante), Nal do Detran (UB), Kêko Pizza (DC), Odailson Aranha (Podemos), Nascimento Junior (Agir), Neto da Saúde (PMB) e Professor Gurita (PSD).

Votaram contra Enilda Mendonça (PT), Maurício Galvão (PSB) e Vinícius Alcântara (UB).

Faltaram à sessão os vereadores Josemar Cardoso (Republicanos) e Mesaque Soares (PSDB).

O presidente da Casa, César Porto (PP), não precisou votar.

EMENDAS REJEITADAS 

Os 15 vereadores que votaram a favor do projeto recusaram emenda que propôs o condicionamento do subsídio à gratuidade do transporte público para os alunos da rede municipal de ensino, do vereador Maurício Galvão.

A maioria também rejeitou emenda que pretendia modificar duas das quatro dotações orçamentárias anuladas pelo projeto, de R$ 10 milhões e R$ 8 milhões, para infraestrutura nos morros e drenagem e pavimentação de ruas, do mesmo vereador. A decisão mantém a transferência de recursos dessas áreas para o pagamento de subsídio à empresa de ônibus.