Fábrica da BYD em Camaçari é inaugurada oficialmente || Foto Ricardo Stuckert/Planalto
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira (9), da inauguração da nova fábrica de veículos elétricos e híbridos da BYD Brasil, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A nova planta nasce com a promessa de expansão, geração de milhares de empregos diretos e indiretos, incentivo à economia local, fortalecimento da cadeia produtiva nacional e símbolo de inovação.

Durante a inauguração da fábrica, foi apresentado o primeiro híbrido plugin flex do mundo. O sistema foi projetado especialmente para o Brasil, numa tecnologia desenvolvida em cooperação entre brasileiros e chineses, feita para funcionar com qualquer proporção de etanol e gasolina, além da bateria elétrica recarregável.

Desde o início de outubro, 350 trabalhadores foram contratados. A previsão é de alcançar 1,8 mil até o fim do mês e 2 mil nas semanas seguintes. Em pleno funcionamento, o complexo terá potencial estimado de 20 mil empregos, entre diretos e indiretos, incluindo funcionários, prestadores de serviço e fornecedores.

Lula destacou o significado da nova fábrica para os trabalhadores e suas famílias. “A vinda dessa empresa me traz orgulho, porque sei o que é ser trabalhador e ficar desempregado. Sei o que é um homem ou uma mulher levantar de manhã e não ter o que fazer”, relatou.

Para o governador Jerônimo Rodrigues, além da contribuição para a transição energética no setor, a fábrica representa um fortalecimento da produção nacional de veículos sustentáveis. “A implantação da BYD torna a Bahia protagonista na produção nacional de veículos sustentáveis. A fábrica brasileira vai revolucionar na geração de empregos, vai trazer uma marca de descarbonização para a nossa economia, vai trazer a possibilidade de olhar o Brasil como potencial para a energia eólica, solar, para a produção de hidrogênio verde”, disse o governador.

INVESTIMENTO DE 5,5 BILHÕES

A fábrica em Camaçari recebeu investimento de R$ 5,5 bilhões e foi projetada para ser o maior complexo industrial da empresa fora da Ásia. A nova planta tem capacidade inicial para produzir 150 mil veículos por ano e 300 mil em uma segunda etapa.

O presidente global da BYD, Wang Chuanfu, destacou que o Brasil é o cenário ideal para o investimento da empresa na América Latina

. “O Brasil tem vantagens únicas e abundantes de energia limpa, uma sociedade aberta e plural, cidadãos dispostos a abraçar novas tecnologias. Além disso, o governo lançou a Nova Indústria Brasil, focada na inovação e na transição verde, o que cria condições ideais. O Brasil é líder na transformação verde”, disse Chuanfu.

A planta de Camaçari abriga uma das mais modernas estruturas fabris automotivas da América Latina, com 4,6 milhões de metros quadrados de área. A linha de produção mista permite a fabricação simultânea de modelos híbridos e 100% elétricos. A partir de 2026, a produção será nacionalizada, com etapas como estamparia, soldagem e pintura, além de um maior índice de componentes fabricados no país.

As obras foram iniciadas em março de 2024. A primeira das 26 instalações do complexo está em operação e os primeiros veículos montados na unidade já começam a ser distribuídos para a rede de concessionárias. Alinhado às metas de transição energética do país, o complexo obteve certificação internacional I-REC, que atesta que 100% da energia elétrica consumida vem de fontes limpas e renováveis.

Chinesa BYD fabricará caminhões e veículos leves elétricos, carros híbridos e chassis de ônibus, segundo protocolo
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Maior fabricante de carros elétricos do mundo, a BYD assinou protocolo de intenções com o governo da Bahia para instalar três fábricas no Estado, num investimento previsto de R$ 3 bilhões. Segundo o protocolo, as unidades irão produzir caminhões elétricos, caros de passeio elétricos e híbridos e processar lítio e ferro fosfato.

O protocolo de intenções foi assinado pela subsidiária brasileira da BYD. Pelo Estado, assinaram o documento o governador Rui Costa e os secretários estaduais de Desenvolvimento Econômico, José Nunes Soares, e da Fazenda, Manoel Vitório. Já o diretor-presidente da BYD do Brasil, Tie Li, assinou o protocolo de intenções em nome da empresa.

Segundo cronograma divulgado pela empresa e governo baiano, todas as unidades começam a ser implantadas em junho de 2023. Duas delas devem estar concluídas em setembro de 2024, com início de operação em outubro. A terceira tem conclusão prevista para dezembro do mesmo ano, com início de operação em janeiro de 2025.

ETAPAS DO PROJETO

A implantação de uma indústria química para processamento de lítio e ferro fosfato constitui, de acordo com o protocolo, a primeira fase do empreendimento. Esta unidade utilizará como insumos o lítio extraído no Brasil. A produção desta unidade será exportada para a China.

Paralelamente com a indústria química, será implantada a fábrica de chassis para produção de ônibus e caminhões elétricos, sendo que a produção de ônibus elétrico será para abastecer o mercado das regiões Norte e Nordeste do Brasil. A produção de veículos de passeio elétricos e híbridos compreende a terceira fase do acordo. O protocolo prevê ainda que a BYD também analisará a viabilidade da importação de veículos acabados pelo porto de Salvador.

INCENTIVOS

A contribuição do Estado da Bahia para viabilização do empreendimento inclui a concessão de incentivos fiscais até 31 de dezembro de 2032, de acordo com a legislação tributária estadual. Os benefícios baseiam-se na Lei nº 7.537/99 que institui o Programa Especial de Incentivo ao Setor Automotivo da Bahia (Proauto), e na Lei nº 7.980/2001 e Decreto n.º 8.205/2002, estaduais, que institui o Programa de Desenvolvimento Industrial e de Integração Econômica (Desenvolve).

COMPROMISSOS

Segundo divulgado pelas partes, dentre as contrapartidas assumidas pela BYD está a elaboração de um plano de negócios detalhado, que deverá ser aprovado pelo Estado. A empresa deverá promover o treinamento e a capacitação de mão de obra especializada, prioritariamente local, a ser aproveitada no processo fabril.

Deverá ainda, a cada seis meses após a assinatura do protocolo e até a entrada em operação das unidades industriais, informar à Secretaria de Desenvolvimento Econômico sobre o estágio do empreendimento e a previsão de implantação.Leia Mais