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Valmar Sant'anna espera faturar mais 43% em 2011, a partir das informações obtidas no PQF (foto Taironny Maia)

Empresas que participam de um programa de qualificação realizado pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL), em parceria com a Bahia Mineração, nas regiões de Ilhéus e Caetité, já relatam elevação do faturamento desde que aderiram à proposta. O PQF (Programa de Qualificação de Fornecedores) tem como objetivo preparar fornecedores locais para atender às exigências de grandes empreendimentos.
A Bamin diz ter feito a parceria com o IEL para facilitar a compra de produtos e contratação de serviços nas próprias regiões de influência do projeto Pedra de Ferro, que irá produzir 20 milhões de toneladas de minério por ano, em Caetité, e escoar a produção por um Terminal de Uso Privativo, que aguarda licença ambiental para ser construído na zona norte de Ilhéus.
“Para 2011, esperamos um faturamento bruto 43% maior que o do ano passado, o que também atribuímos em grande parte ao programa de qualificação”, afirma Valmar Sant’anna, gerente administrativo-financeiro d’ A Geradora. A unidade da empresa em Itabuna é uma das 32 que participam do PQF.
Outras empresas também registram evolução semelhante. É o caso da Agroferro, de Brumado, sudoeste baiano. Segundo Fábio Lima, gerente da empresa que comercializa chapas de aço e ferramentas, a expectativa é faturar 30% a mais este ano. “Passamos a enxergar nossa atividade com uma ótica bem mais aguçada”, destaca o administrador.
Para viabilizar tais resultados, o programa inclui orientações sobre gestão empresarial, o que engloba planejamento estratégico, finanças, gestão de pessoas, marketing e vendas. Há também os módulos de Saúde e Segurança do Trabalho, Meio Ambiente e Responsabilidade Social.

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A Tarde
Levante a mão quem nunca desejou achar uma mina de ouro e ficar rico. Se o sonhoparece distante demais, trabalhar no setor da mineração é uma realidade cada vez mais próxima dos baianos.
Até 2015, o setor prevê a criação de pelo menos 6.480 vagas na operação de minas na Bahia, em dez empreendimentos que já estão em fase de implementação, de acordo com protocolos assinados com o governo do Estado.
São vagas para profissionais com ensinos Fundamental e Médio completos para os cargos de operadores de equipamentos, com salários que variam de R$ 1 mil a R$ 2 mil, além dos técnicos, com remuneração entre R$ 2 mil e R$ 4 mil. Para nível superior, a maior oferta é para engenheiros e geólogos, com rendimentos que ultrapassam R$ 7 mil.
Se levada em consideração a estatística do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que prevê a criação de 13 empregos indiretos para cada direto, os números podem chegar a mais de 83 mil postos de trabalho no interior do Estado, em municípios como Jaguaquara, Urandi, Ilhéus, Caetité, Maracás e Santaluz, dentre outros.
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A Bahia Mineraçao e o Senai divulgaram nesta sexta-feira, 25, o resultado da seleção para as primeiras vagas do curso de Técnicas Administrativas do programa de capacitação profissional Mina de Talentos. A lista de selecionados pode ser conferida AQUI.

O programa está na primeira etapa, na qual serão treinadas gratuitamente 742 pessoas para as áreas de marcenaria, carpintaria, auxiliar civil, além de técnicas administrativas. Nesta fase inicial, haverá centros de formação nas cidades de Ilhéus, Caetité e Guanambi.

Na região sudoeste, também serão oferecidos inicialmente cursos de operador de motoniveladora e operador de escavadeira.

O resultado publicado hoje se refere apenas aos pré-selecionados para o curso de técnicas administrativas, que ainda passarão por uma entrevista programada para este domingo nos mesmos locais onde ocorreram as inscrições. O horário está indicado na lista de aprovados.

Ao longo dos próximos três anos, a Bamin pretende capacitar 6.500 pessoas, em áreas relacionadas às etapas de construção e operação da mina em Caetité e do terminal portuário em Ilhéus. De acordo com o Senai, o Mina de Talentos já pode ser considerado o maior programa de qualificação profissional tocado pela iniciativa privada na Bahia nos últimos dez anos.

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Terá início em instantes a cerimônia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinará a ordem de serviço para a construção do primeiro trecho da Ferrovia da Integração Oeste-Leste. Neste momento, centenas de pessoas já se encontram no auditório do Centro de Convenções de Ilhéus, onde a ordem será assinada.
O primeiro trecho da Fiol a ser construído fica entre Ilhéus e Caetité, e tem cerca de 500 quilômetros.

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A construção do trecho da Ferrovia Oeste-Leste entre Caetité e Ilhéus terá seu início simbólico no próximo dia 9 de dezembro, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cidade sul-baiana. A licença para essa parte da estrada de ferro acaba de ser emitida e tem especial importância para a empresa Bahia Mineração, que escoará sua produção de minério de ferro em Caetité pela Fiol.
Ao todo, a ferrovia terá uma extensão aproximada de 1.500 quilômetros, ligando a cidade de Figueirópolis, no Tocantins, a Ilhéus, no litoral sul da Bahia. O trecho entre Brumado (sudoeste da Bahia) e Ilhéus já foi licitado pela estatal Valec, mas a licença emitida abrange somente a faixa de Caetité a Ilhéus.
O projeto Pedra de Ferro, da Bamin, utilizará um terminal portuário na região da Ponta da Tulha, norte ilheense, para a exportação do minério. A instalação da mina, em Caetité, também já obteve sua licença e resta apenas o Ibama autorizar a construção do terminal, que já tem anuência prévia da Secretaria do Meio Ambiente da Bahia.
O investimento da Bamin no projeto será de US$ 3 bilhões. A empresa pertence ao grupo ENRC, do Casaquistão.

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O Instituto do Meio Ambiente da Bahia (IMA) expediu a licença de instalação da mina da Bahia Mineração no município de Caetité, sudoeste do Estado. A notícia foi comemorada pela empresa, que pretende iniciar a implantação do Projeto Pedra de Ferro no primeiro quadrimestre de 2011. O empreendimento, que inclui um terminal marítimo na zona norte de Ilhéus, terá investimentos estimados em US$ 5 bilhões.
Segundo o vice presidente da Bamin, Clovis Torres, a expectativa agora é para a licença de instalação do terminal marítimo em Ilhéus, que já obteve anuência prévia da Secretaria do Meio Ambiente do Estado.
A previsão é de que a fase de produção seja iniciada em 2013 e a Bamin deverá exportar 19,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

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José Barreira, discursando ao lado de Wagner. Um pedaço da família está com Geddel

Em Caetité, no sudoeste baiano, o político José Barreira sempre foi conhecido por buscar manter-se ao lado de quem ocupa o poder. Seja de que partido for.

Barreira, hoje prefeito do município, é do PSB e publicamente apoia a reeleição de Jaques Wagner. Mas escalou o sogro e dois cunhados para dar total suporte à campanha do peemedebista Geddel Vieira Lima.

O prefeito também diz apoiar a eleição do ex-secretário de Relações Institucionais, Rui Costa, para deputado federal. Porém, quem goza de grande prestígio no governo de Caetité é o deputado José Rocha, do PR, que disputa novo mandato.

Lotear a família para aumentar as chances de conquistar um naco de poder é hábito conhecido na política. Em Ilhéus, por exemplo, isso acontece com a deputada estadual Ângela Sousa (PSC), que está com Wagner (ocupa diversos cargos na máquina estadual), Geddel (por conta do partido) e Paulo Souto (o filho, Mário Alexandre, é secretário do PSDB e apoia o democrata).

José Rocha reza pela mesma cartilha e, apesar de estar no PSB, tem um histórico ligado ao carlismo. Tanto que, para o Senado, ele está com a socialista Lídice da Mata, mas o outro voto está guardadinho para a direita. É de Cesar Borges (PR).